1°dia – quinta (02/06/2011)

Depois de 6h de viagem de ônibus desde Puerto Varas, cheguei à rodoviária de Pucón. Que cidadezinha pequena e fofa, olha:

Logo fui abordada por representantes de agências de turismo me oferecendo inúmeros passeios e hospedagens, mas como estava com uma mochilona de quase 20kg nas costas, achei mais pertinente encontrar o meu albergue antes e depois decidir com calma o que fazer.

Segui andando até o meu albergue acompanhada de um cão fofíssimo.O bichinho andou bastante comigo…parecia coisa de filme, aqueles reencontros mágicos, sei lá…rs.

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Cheguei ao meu albergue e fiquei muito contente com a minha escolha (pena que isso mudou depois). Que lugar aconchegante! Deixei as minhas coisas no quarto (duas camas e um banheiro) e perguntei para o recepcionista sobre os passeios e as empresas de turismo da cidade. Fui passear na cidade e acabei voltando para a agência do cara que me abordou na rodoviária. Ele me ofereceu dois passeios que me pareceram excelentes: Escalada no Vulcão Villarica e passeios para Los Pozones, um lugar repleto de piscinas com águas termais. Reservei os dois de cara.

Passeei mais um pouco pela cidade, comprei uns lanches no supermercado e voltei para meu albergue, porque já estava anoitecendo e o pessoal do tour da escalada do vulcão ia passar lá para fazer os testes com as roupas de escalada.

Eles chegaram pontualmente e me levaram para agência, onde experimentei roupa e bota para escalada. Bem legal a experiência! Voltei, tomei banho (quente apenas por 5 minutos, depois gelado…) e chapei na cama.

2°dia – sexta (03/06/2011)

Acordei cedinho (não lembro a hora) e meu café da manhã estava pronto. Infelizmente não tinha ninguém no albergue, e por ninguém, eu me refiro a pessoas na recepção e hóspedes também. Estava all by myself, o que foi muito estranho…

A van da excursão chegou e para minha surpresa, conheci alguns brasileiros aventureiros animados com a experiência de escalar um vulcão repleto de neve recente (havia caído na semana anterior). Dirigimos até a base do vulcão e assim que descemos da van, nos demos conta de como ele era alto e de como estava frio. Com dois guias e umas 10 pessoas no total, começamos a subir, subir, subir…

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A neve estava muito fofa e achei a subida bem íngreme, o que me fez morrer de cansaço nos 10 primeiros minutos. A sorte é que outras meninas que estavam no grupo estavam em pior forma do que eu (\o/) e não passei tanto vexame. Decidimos separar o grupo em 2, pois os ritmos das pessoas eram bem diferentes, e eu acabei ficando no grupo dos mais lerdos.

Parei várias vezes para tirar fotos do visual lindíssimo, mas confesso que foram também para recuperar o fôlego. De repente, o frio que estava sentindo passou a ficar um calor insuportável e deu vontade de arrancar todo aquele trambolho de roupas.

Subimos, subimos e subimos, até que nos deparamos com uma estação de teleférico desativada. Decidimos parar por ali mesmo para descansar e ficamos bastante tempo curtindo o visual, brincando na neve e conversando sobre as experiências de viagens de cada um. Acho que passamos umas 3 horas para subir até ali, 2 horas conversando e descansando e depois mais 1 hora andando por ali perto. Fomos até uma área onde deu pra ver os efeitos das lavas das erupções de 1970 e 1984, que destruíram uma estação de teleférico todinha.

Depois que o grupo atleta nos encontrou na descida do topo, descemos todos juntos. Depois que entendi que ficamos parados tanto tempo ali para esperá-los, mas digo que valeu cada segundo. A vista vale muito, muito, MUITO a pena! Na descida, foi possível usar uma placa para fazer ski bunda na neve…consegui descer assim por uns 40 minutos, o que foi bem maneiro. Amei a experiência!

Chegamos na van e ao voltarmos para a cidade, pegamos um pôr do sol lindo no lago. Vista incrível, perfeita para fechar o tour com chave de ouro. Voltei para o albergue morta e só deu tempo de entrar na internet para dar notícias, tomar banho (quente de novo somente por 5 minutos) e lanchar no quarto assistindo novela (sim, novela brasileira em espanhol!). Dormi quentinha, graças a um aquecedor só pra mim. 

3°dia – sábado (04/06/2011)

Acordei e de novo, o albergue estava entregue às moscas. Não havia ninguém na recepção, na área social e nem no jardim. Eu, eu e eu, apenas. A lareira não estava acesa então estava um frio absurdo dentro do albergue. Fiquei esperando alguém aparecer para fazer meu check out e adivinha só? Só apareceram por volta de meio dia. A sorte era que meu passeio para as termas Los Pozones só sairia por volta de 14h…

Peguei as minhas roupas que tinha deixado para lavarem, arrumei minha mochilona e saí dali assim que deu. Andei em direção à central de turismo da cidade perguntando por outros albergues/hotéis para uma noite apenas, com preço acessível. Indicaram-me o albergue do mesmo dono da empresa de turismo que havia contratado para subir o vulcão e fazer o passeio das termas. Achei ótimo, porque já conhecia o dono e fui direto falar com ele.

Cheguei lá e peguei um quarto privativo, porque os outros compartilhados já estavam ocupados. Foi bom e ruim, porque ganhei privacidade e um baita conforto, apesar de ter ficado mais caro do que eu queria. Deixei minha mochilona, aproveitei para lanchar em um restaurante por perto e quando deu a hora, fui para a agência para sairmos para o passeio das termas.

Meu grupo era composto de 5 americanos e 1 francês. Apenas o francês falava e entendia espanhol. Os americanos coitados, ficavam perdidos com as explicações do nosso guia, que não sabia uma palavra em inglês. O pior é que eles haviam pedido para o dono da agência que o guia falasse inglês, mas pelo visto não foram atendidos. Eu e o francês ficamos como tradutores do grupo, o que foi uma experiência bem interessante, já que acabamos nos aproximando.

Na estrada, foi possível ver o estrago feito pelo rio de lavas da erupção de 1984. O guia fez questão de dizer que podia haver uma erupção a qualquer momento, porque o vulcão está ativo ainda. A cidade é totalmente equipada com sistemas de monitoramento e alarme para casos de erupção. Confesso que fiquei imaginando a cena de uma comigo ali…que pânico!

Paramos primeiro para visitar um lugar chamado Ojos del Caburga, que é uma cachoeira com água dos glaciares com uma cor azul lindíssima. Dá uma olhada:

Depois seguimos para um lago (não lembro o nome), mas como o tempo estava nublado, o visual ficou um pouco comprometido. Talvez fosse possível ver o topo das montanhas com neve no topo ou até mesmo algum vulcão, mas não conseguimos ver nada.

Seguimos a estrada para as termas Los Pozones e em pouco tempo chegamos nela. São 7 piscinas termais, com temperaturas que variam bastante e o melhor: há um rio com água estupidamente gelada (das geleiras), onde é possível brincar de entrar na água fria e depois na quente. Eu já estava com muito frio mesmo na piscina quente, então nem ousei ir para o rio…meus colegas de tour fizeram isso e acharam o máximo.

A experiência de tomar banho em uma piscina totalmente natural com água quente saindo da terra é muito bacana. Relaxei tanto, mas tanto, que fiquei fraca e fui obrigada a sair da piscina para meu organismo voltar ao normal. Eles têm placas lá que dizem para as pessoas não ficarem com a cabeça dentro d’água por muito tempo e nem ficarem nas piscinas por mais de 15 minutos. Eu até li esses avisos, mas acabei perdendo a hora lá dentro…

O bacana do lugar é que as piscinas são bem próximas umas das outras e entre elas, tem uma casinha de madeira, sem muita estrutura, onde é possível trocar de roupa e ir ao banheiro. Coisa bem rustica, mas muito agradável. Achei que valeu muito a pena!

Voltamos para a van e seguimos para a cidade. Chegamos no albergue cansados, mas marcamos de sair para jantar ali por perto, em um restaurante indicado pelo dono do albergue (acho que hamburguer). Que jantar delicioso! Bebemos uns piscos e voltamos bem alegres para o albergue. Dormi muito bem. 🙂

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4°dia – domingo (05/06/2011)

Acordei e tirei o dia para passear na cidade com um amigo chileno que fiz no albergue. Passeamos por toda a cidade e ficamos bastante tempo na praia do lago, vendo o vulcão com a neve eterna em cima. Depois almoçamos em um restaurante especializado em hamburguer muito, muito bom (não lembro o nome).

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Encontramos um casal de amigos dele e ficamos boa parte do dia conversando, apesar de eu só entender o que eles falavam quando eles diminuíam o ritmo…eita sotaque difícil! À noite fomos no supermercado e compramos comidas para cozinharmos no albergue, além de uma garrafa de pina colada.

Depois tomei um banho quente maravilhoso (finalmente de 30 minutos!!), fui dormir em uma cama super cozy em um quarto com calefação perfeita. Esse albergue foi um achado!

5°dia – segunda (06/06/2011)

Acordei e saí para comprar lanches para o café da manhã. Fui dar uma volta na cidade e acabei indo visitar o cemitério da cidade, que tem uma vista bem bacana.

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Depois de lá, passeei por umas lojas de artesanato e aproveitei para fazer umas comprinhas de souvenirs. Depois entrei em um restaurante com comida muito boa (no name again…sorry) e mais uma vez assisti novela da globo em espanhol. Me senti em casa…rs.

Descobri que um vulcão bem pertinho de Pucón entrou em erupção e  logo fui dar notícias para minha família. Os coitados ficaram super preocupados. Esse vulcão causou um tumulto enorme, deixando várias cidades repletas de cinzas e cancelando vários vôos também. Um tumulto…

Passei na rodoviária e comprei meu ônibus para Santiago para o dia seguinte, meio dia. Voltei para o albergue e aproveitei para arrumar minha mochila, tomar outro banho gostoso e me esparramar na cama, aproveitando os últimos momentos de luxo da viagem. Comprei umas coisinhas para comer no quarto e peguei meu guia para pensar nos passeios do Deserto do Atacama, meu próximo destino neste mochilão. A noite passou bem rápido…

6°dia – terça (07/06/2011)

Acordei, saí para tomar café da manhã e voltei para o albergue para pegar minha mochilona e fazer o checkout. Peguei um taxi compartilhado até a rodoviária e na hora marcada, o meu ônibus chegou. Entrei, me alojei bem e segui por 13 horas até Santiago. Não estava com um pingo de sono, então aproveitei para ver a estrada, ouvir música, rever as fotos, ler o guia do Deserto e refletir sobre o meu primeiro mochilão, que estava quase no fim. Depois de um tempo, consegui finalmente dormir…

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