6 dias na Ilha da Madeira com as crianças

No início do ano, quando estávamos fazendo a nossa planilha de viagens, escolhemos juntar 2 feriados no Brasil e em Portugal – 21 e 25 de abril – para conhecer a Ilha da Madeira. Encontramos passagens excelentes no Google Flights de Lisboa até Funchal, usando a ferramenta de Explorar (já conhece?), e como a duração dos vôos era 1h30, achamos perfeito para irmos com os pirralhinhos de 1 e 4 anos. Para nossa sorte, meu pai decidiu vir nos visitar em Portugal e consegui encaixá-lo nessa viagem, comprando passagens no mesmo vôo e fechando um outro quarto no hotel também. Foi uma delícia (e uma baita ajuda) tê-lo conosco o tempo inteiro!

Agora vamos aos detalhes que interessam! 😉

Passagens e bagagens

Compramos as passagens em janeiro pela Easyjet para nossa viagem em abril. Os trechos foram Lisboa -Funchal / Funchal – Lisboa em horários no período da tarde, perfeitos para as sonecas dos pequenos. Nós sempre usamos o Google Flights para comparar os preços das cias aéreas e em seguida compramos direto no site delas para não haver surpresas.

Garoto Propaganda da Easyjet, hein?

Como a Easyjet é uma companhia super low cost, você só tem direito a levar no avião sem custo uma bolsa que caiba debaixo do seu assento, ou seja, é preciso pagar para as malas de cabine que vão nos bagageiros em cima da nossa cabeça, sabe? Sabendo disso, escolhemos comprar uma mala de porão de 23kg para os 6 dias de viagem e levamos no avião apenas nossas 3 mochilas (a do Paddy estava apenas com seus brinquedos – fofura pura!). Despachamos sem custo o ovo/bebê conforto da Jú e o booster seat do Paddy juntos em uma sacola preta no balcão de check-in e o nosso carrinho super dobrável que poderia ser uma “mala de cabine” se a gente tivesse pago, a gente entregou na porta do avião sem custo também. Quando chegamos na Ilha da Madeira, pegamos tudo na esteira indicada no painel, inclusive o carrinho, mas como o aeroporto era pequeno, foi bem tranquilo ir com ela no colo até lá.

Ah, caso você tenha curiosidade, o nosso carrinho é o Mountain Buggy Nano, uma versão mais barata do Babyzen Yoyo.

Hospedagem na Ilha da Madeira

Quando compramos nossas passagens, entrei logo em seguida no Booking para pesquisar hoteis para o período. Como eu havia lido que o sul da Ilha da Madeira tem o clima melhor que o norte, que a Praia de Calheta era interessante para crianças por ser uma das 2 praias com areia da Ilha e que Funchal tinha as principais atrações da ilha, só pesquisei por hoteis entre Calheta e Funchal.

Cheguei até o Calheta Beach – All-inclusive – Savoy Signature (nota 8.7) depois de usar os filtros que sempre usamos (cancelamento grátis, nota acima de 8 e café da manhã incluído) e também filtrar por “piscina interna”. Como somos todos loucos por água e eu estava com medo de não conseguirmos mergulhar no mar por ainda ser abril, escolhi ter uma piscina interna para curtir as crianças caso o tempo não ajudasse. Comparamos os valores dos outros hoteis sem as refeições e este, e optamos por ter mais conforto e praticidade dessa vez. Acho que se fôssemos viajar sem as crianças ou então se elas fossem mais velhas, ficaríamos hospedados em Funchal e aproveitaríamos para conhecer os diversos restaurantes bacanas que existem por lá, mas para esta viagem, achei essa configuração boa.

O Calheta Beach – All Inclusive

O hotel fica em frente à Praia de Calheta (artificial com areia do Marrocos, pelo que li) e é composto por 2 prédios que ficam separados por uma rua mas ligados por um túnel de vidro bem legal no quarto andar. Todo dia tínhamos que cruzá-lo algumas vezes porque nosso quarto estava no prédio secundário e o restaurante e piscina ficavam no prédio principal, então era a alegria do Paddy apostar corridas por ele.

Há 2 piscinas externas não muito grandes com bar ao lado e vista para praia, uma piscina interna também não muito grande e água morna, SPA, uma sala para crianças com alguns brinquedos e muito material para artes, um parquinho externo bem simples, um lounge confortável com um bar central, um restaurante buffet para as 3 refeições e há também um restaurante a la carte mais bacaninha que exige reserva. Este detalhe final estava escrito em letras bem pequenas em um papel entregue no check in, mas felizmente o Celo prestou atenção e conseguimos fazer reserva para ter uma refeição diferente. Fique de olho nisso porque ninguém falou para nós na recepcão!

Achei o atendimento nos restaurantes, bares e recepção impecável. Não só nesse hotel, mas em toda a ilha, por sinal. Acho que nunca fui tão bem tratada em Portugal, sendo bem sincera. Pedi por diversas vezes para prepararem comidas sem sal para a Jú, que ainda tinha 11 meses, além de iogurtes e banana da Madeira – que não tinha sempre -, e foram muito atenciosos nos pedidos, além de serem muito carinhosos com as crianças. Havia muita variedade de comidas todos os dias em todas as refeições, mas sentimos uma melhora na qualidade durante o fim de semana. Coincidência? Não sei…rs.

O nosso quarto na verdade era um apartamento quarto/sala. Tinha uma suíte com cama bem grande e TV, uma sala com outra TV, um lavabo, uma varanda com vista mar e uma mini cozinha. É claro que praticamente não usamos a cozinha porque fizemos todas as refeições no hotel, mas foi bom ter uma geladeira para colocarmos águas para os passeios e o leite que o Paddy gosta de tomar antes de dormir. Pedimos berço para Jú sem custo e o sofá da sala tinha um colchão embaixo que foi a cama do Paddy. Embaixo do nosso prédio existia um mercado Pingo Doce, que foi crucial para comprar lanches para os passeios, mas fiquei surpresa ao não encontrar potinhos de comidas para Jú. Tivemos que rodar por alguns mercados na ilha até encontrar.

A única coisa que eu esperava que fosse diferente era a faixa etária do hotel. Por ser all inclusive e ter instalações para crianças, achei que veria muitas famílias por lá e que o Paddy poderia encontrar amiguinhos e nos dar um descanso…rs. No entanto, praticamente 80% dos hóspedes do hotel eram senhores de idade, principalmente franceses e ingleses, e a maioria não estava muito interessada em crianças. Vi que o hotel tinha uma agenda bem completa de atividades para crianças e adultos, mas como estávamos focados em passear o máximo que conseguíssemos, acabamos não aproveitando muito durante o dia, mas vimos algumas atrações de música ao vivo depois do jantar.

Aluguel de Carro

Lemos em alguns blogs que era muito importante alugar um carro que não fosse 1.0 por causa das subidas pela ilha e confirmo a informação! São realmente muitas subidas e descidas porque a ilha é montanhosa, então se quiser passear sem stress, invista em um carro melhorzinho. Alugamos o nosso pelo site da RentalCars com a empresa Hertz e quando fomos pegá-lo, tivemos a bela surpresa de ser um híbrido que nos fez economizar muita gasolina usando apenas a bateria. Gastamos apenas 29 euros para todo o período de passeios. Obrigada, Hertz!

Roteiro pela Ilha da Madeira

Mapa da Ilha

Esses foram os lugares que visitamos na ilha (Pode navegar a vontade):

Roteiro resumido

  • Quinta-feira (dia 21 de abril): Pegamos o vôo em Lisboa às 14h10 e chegamos às 16h na Ilha. Pegamos o carro na Hertz e dirigimos direto até o nosso hotel em Calheta.
  • Sexta-feira (dia 22 de abril): Visitamos o famoso Cabo Girão, depois fomos para Funchal andar de Teleférico, passeamos no Monte Palace e descemos no Tobogã do Monte.
  • Sábado (dia 23 de abril): Fomos conhecer a Cascata dos Anjos e depois pegamos o teleférico do Fajã dos Padres.
  • Domingo (dia 24 de abril): Fomos até Porto Moniz e depois em Seixal tomar banho nas famosas piscinas naturais.
  • Segunda-feira (dia 25 de abril): Passeamos no Centro Histórico de Funchal e encontramos uma amiga que vive lá.
  • Terça-feira (dia 26 de abril): Check out do hotel. Dirigimos até a Praia dos Reis Magos perto do aeroporto e depois pegamos nosso vôo às 15h45 para Lisboa.

Como você pode ver, não deu para fazer trilhas, nem ver as casas típicas em Santana, nem pegar barcos para ver as baleias, nem dar um pulo em Porto Santo ou no Cristo Rei ou no Farol da Ponta de São Lourenço. Essas são algumas das atrações que eu adoraia ter encaixado na nossa viagem, mas que não fizeram sentido dessa vez e que nos deixaram com gostinho de “quero mais”.

Agora vamos aos detalhes de cada dia com muitas fotos, como sempre! 🙂

Roteiro detalhado

Dia 1 – 21/04/2022 (quinta-feira)

Nosso vôo de Lisboa para Funchal era às 14h10, então decidimos chegar no aeroporto com bastante antecedência para dar tempo de despachar a mala e cadeirinhas e também almoçar com calma. Correu tudo bem, com o vôo saindo pontualmente, as crianças tirando as sonecas durante o vôo e o avião pousando tranquilamente no que já foi considerado um dos aeroportos mais difíceis do mundo (fizeram uma obra de extensão da pista, então agora é menos punk). Pegamos nossas bagagens, fomos ao balcão da Hertz resolver a burocracia do carro e depois seguimos para buscá-lo no estacionamento indicado. Achei interessante a exposição dos troféus ganhos pela Ilha da Madeira como Leading island Destination

Dirigimos por cerca de 1h desde o aeroporto até o nosso hotel, o Calheta Beach – All-inclusive – Savoy Signature, e ficamos impressionados com a qualidade das estradas, com a quantidade de túneis (dá até uma canseira), com a geografia de Funchal e com as vistas, tanto do mar como do interior da ilha. É realmente uma ilha que impressiona!

Chegamos no hotel, estacionamos o carro na rua (mas descobrimos depois que tínhamos direito ao estacionamento dentro do prédio secundário), fizemos o check in super rápido e fomos guardar as coisas nos quartos. Meu pai ficou hospedado em uma suíte no prédio principal com vista mar e nós ficamos hospedados no prédio secundário em um apartamento com vista mar também, mas mais distante. Nos arrumamos para irmos a piscina e quando lá chegamos, vimos que água estava friaaaaaa. Que decepção… Para completar, Patrick acabou escorregando e caindo na piscina e um rapaz que tinha acabado de sair da piscina pulou rapidamente para pegá-lo, o que foi um susto. Depois tivemos que acalmá-lo, secá-lo e trocá-lo e ficamos esperando o restaurante abrir para irmos jantar.

Fizemos a nossa primeira refeição no restaurante buffet do hotel e minha primeira impressão foi muito boa. Achei que tinha uma boa variedade de comidas, com uma seção para saladas, outra para queijos, outra para crianças, outras com pratos quentes e uma considerável com as sobremesas. Conseguimos rapidamente a cadeirinha para a Jú, pedimos as bebidas e jantamos felizes.

Um dia longo, mas muito empolgante!

Dia 2 – 22/04/2022 (sexta-feira)

Resumo do roteiro do dia:

Cabo Girão, Monte Palace e Teleférico do Funchal em um dia

Tomamos um belíssimo café da manhã e saímos direto do restaurante para explorar a ilha. Checamos a previsão do tempo e quando vimos que estava sol, fomos direto ao Cabo Girão, o cabo mais alto da Europa, com 589 metros de altura, famoso pela sua plataforma suspensa em vidro. Conseguimos estacionar o carro bem em frente à atração e fomos entrando para apreciar a super vista, sem precisar pagar nada para isso. Que lugar maravilhoso! Felizmente não estava muito cheio, e ouso dizer que é porque algumas pessoas realmente ficam com medo de andar por ali…rs Nossos baixinhos felizmente nem se importaram com a altura. O visual é mesmo incrível, olha:

Depois dirigimos até Funchal, mais precisamente até o estacionamento ao lado do Teleférico de Funchal, e vimos uma fila gigantesca que deu uma desanimada. Como estávamos com carrinho de bebê, perguntei se tínhamos fila especial e a moça organizando as filas felizmente nos levou direto à bilheteria. Compramos os bilhetes (12.50 por adulto apenas ida, Paddy com 4 anos e Ju com quase 1 não pagaram) e pegamos um atalho especial até o teleférico, ou seja, pegamos nadica de nada de fila. Assim vale muito a pena viajar com bebê, hein? rs Recomendo!!!

O passeio do teleférico foi maravilhoso, porque o dia estava lindíssimo e o filhote estava super empolgado, o que nos deixou super empolgados também. (No final da viagem quando perguntamos o que ele mais tinha gostado da Ilha, ele rapidamente respondeu que foi o teleférico…fofo, né?) Pegamos uma cabine apenas para nós, o que foi ótimo, e o percurso de 3200 metros inclinados demorou uns 20 minutos. Na hora da compra do bilhete, podíamos ter comprado a volta por mais 5.50 euros, mas como queríamos voltar pelo Tobogã do Monte (ou Carros de Cesto), nem cogitei a compra.

Descemos do teleférico, apreciamos a vista do miradouro e fomos até o Monte Palace. Ficamos na dúvida entre ele e o Jardim Botânico, confesso, mas como o MP estava ali do lado e eu sabia que o Tobogã do Monte era logo na saída dele, decidimos relativamente rápido por ele. Pagamos 12.50 por adulto para entrar (Crianças novamente de graça e os adultos tinham direito a uma dose de vinho madeira em uma cafeteria lá dentro), descemos umas escadas e quando começamos a passear pelos caminhos, já vi que era furada ter ido com carrinho de bebê. Queria tanto que a moça da bilheteria tivesse nos avisado… O jardim está em vários níveis, então há muitas escadas, e também o caminho todo é de pedras irregulares, o que deixou o nosso passo muito mais lento do que gostaríamos. A sorte é que Jujuba logo dormiu com o saculejo e que foi possível ver com calma muitos detalhes deste magnifíco jardim com plantas do mundo inteiro. Estava um dia quente, mas por causa de toda a vegetação ao redor, não chegamos a passar calor.

Achamos o lugar incrível e no final, para completar o passeio, fomos até a cafeteria tomar nossas doses de vinho madeira (adorei, é bem docinho!) e aproveitamos para almoçar também. Comemos cachorros quentes feitos na brasa que estavam bem gostosos (Juju um potinho de comida de mercado) e descansamos bastante antes de sairmos do jardim. Esse percurso final foi bem chatinho porque estávamos cansados, principalmente o Paddy, o sol estava mais forte e era uma subida até a saída, but we made it.

Assim que saímos vimos um carrinho de cesto descendo com seus 2 carreiros e 2 passageiros muito empolgados! Para quem não sabe, estes carros bem tradicionais da Ilha da Madeira são produzidos artesanalmente, com vimes e madeira, e dispõem de dois ou três lugares sentados. São conduzidos e controlados por dois carreiros, trajados de branco e com chapéu de palha na cabeça que, com perícia, utilizam as próprias botas, com grossas solas de borracha, como travões.

Ficamos animados com o que vimos e subimos mais umas ladeiras até acharmos a bilheteria. Compramos ingressos para irmos em 2 carros (30 euros cada carro), sendo o primeiro com o Paddy e Celo, e o segundo comigo, Jujuba e meu pai. Sim, Jujuba foi também! rs Como eu, Celo e Paddy queríamos muito ir e não queríamos deixar meu pai sozinho com a Ju, o jeito foi ir todo mundo. A fila estava gigante e eu teria direito a furá-la por causa da Ju, mas como Celo e Paddy ficariam no final, não achei que fazia sentido. Esperamos todos juntos e em menos de meia hora chegou a nossa vez. Que emocionante, gente! Eu cheguei a pedir para os carreiros irem mais devagar, mas não sei se eles foram realmente não. Achei bem emocionante, assim como meu pai, mas a Ju ficou tão tranquila que eu acho que ela achou devagar…rs

Chegamos no final do trajeto depois de 10 minutos de descida e pegamos um taxi por 10 euros até o estacionamento do teleférico. Dirigimos direto até o hotel, onde jantamos e desmaiamos na cama. Um dia divertido, com certeza!

Dia 3 – 23/04/2022 (sábado)

Resumo do nosso dia relax:

Tomamos café da manhã e como o tempo estava nublado e achamos o dia anterior cansativo, decidimos curtir a piscina interna do hotel. Ficamos um bom tempo curtindo as crianças fazendo festa na água, mesmo com uma temperatura não muito quente, e quando o frio começou a bater, subimos para o quarto.

Descansamos e nos arrumamos para almoçar no restaurante do hotel e como o tempo deu uma melhorada, saímos para explorar um pouquinho. Fomos conhecer a famosa Cascata dos Anjos, que é uma cascata que cai no meio da rua e lava todo o carro. Havia muita gente caminhando até ela, mas eu acho que ir de carro pode ser mais legal, né? Achamos um barato! Aqui vai uma foto bem tosca, porque o que ficou legal mesmo foi o vídeo, mas eu não postarei aqui…rs.

Depois fomos até o teleférico de Fajã dos Padres, que fica bem pertinho dali, e ficamos maravilhados com a vista lá de cima e com a inclinação do passeio de teleférico. Pagamos 10 euros por adulto (Crianças novamente de graça) e lá fomos nós em uma descida sinistra. Deu frio na barriga, viu…

Adoramos passear pelo caminho entre a praia e as plantações orgânicas. É um lugar super remoto, onde algumas pessoas se hospedam para experimentar exatamente aquele ritmo tranquilo. No final do passeio, chegamos ao famoso restaurante e achamos que seria interessante parar para comer apenas um tira gosto, já que tínhamos acabado de almoçar. Pedimos lapas grelhadas, mariscos típicos da Madeira, e confesso que não gostei muito. Celo e meu pai adoraram. Comemos também bolos de caco, que são pães deliciosos puros e também com um azeitinho…recomendo! Ficamos descansando enquanto Juju tirava a soneca, Paddy jogava pedrinhas na praia e quando chegou o horário limite para pegar o teleférico de volta (18h), voltamos.

Dirigimos de volta para o hotel, jantamos e dormimos cedo para aproveitar bastante o dia seguinte. Dia relax total!

Dia 4 – 24/04/2022 (domingo)

Resumo do dia:

Depois do café da manhã, aproveitamos o dia bonito e fomos direto conhecer as Piscinas Naturais de Porto Moniz, uma das principais atrações da Ilha da Madeira. Achamos a estrada excelente, com vistas belíssimas, algumas vacas pelo caminho e um cheiro delicioso de floresta, sabe? Zero trânsito, zero stress….

Quando chegamos em Porto Moniz, fomos direto para as famosas piscinas, porque vimos que a cidade parecia ainda estar vazia. Paramos o carro em frente ao complexo das piscinas, pagamos o estacionamento com moedas na máquina e quando vimos o visual, ficamos super empolgados! O lugar realmente foi bem pensado, porque tem áreas mais rasas e calmas, outras mais fundas e calmas também, mas para quem curte, tem até uma parte meio perigosa onde batem as ondas fortes.

Corremos para entrar logo na água com a esperança dela ser um pouco mais quente do que em Cascais, mas achei tão gelada quanto…rs. Entramos com esforço, claro, e depois do choque, conseguimos curtir bastante. Meu pai e Jubs não entraram, mas eu, Celo e Paddy sim. Quando o frio batia, Paddy deitava no chão de concreto para esquentar e eu cobria ele com a toalha até ele ficar bem. Depois ele corria um pouco e ficávamos relaxados. Criança com frio dá um aperto no coração, né?

Ficamos tomando banho nas piscinas e tomando sol até encher o saco (rs) e a fome bater. Paramos depois no parquinho para as crianças brincarem um pouco e depois fomos comer rapidamente no restaurante/lanchonete Conchinha, pois tinha uma nota boa no TripAdvisor. O lugar é bem pequeno e tem poucos funcionários então acabamos esperando bastante para nossos sanduíches e saladas. O objetivo de lanchar era justamente não perder muito tempo do dia em um restaurante, mas claramente não deu certo… e o lugar não é nada demais. Achamos que teria uma vista bacana, mas olha só que sem graça:

Depois de finalmente pagarmos a conta, dirigimos até Seixal, onde paramos no Miradouro da Ribeira da Laje para ver esta vista linda:

Vimos depois que dava para descer uma ladeira e imaginamos que dariam nas piscinas, então fomos indo sem muitas expectativas. No meio do caminho, o Celo achou melhor voltar para pegar o carro e irmos dirigindo até lá. Chegamos no que agora eu sei que são as Poças das Lesmas, que são piscinas naturais com um visual arrebatador. Dessa vez eu e Jubs não entramos, mas Celo, meu pai e Paddy sim. Os adultos conseguiram nadar até a ponta da piscina e eu fiquei morrendo de medo de ondas fortes baterem neles, mas felizmente não veio nenhuma. Olha só que lugar lindo:

Saímos de lá revigorados e pegamos uma estrada lindíssima por dentro da ilha até o nosso hotel. Ficamos com a impressão que o lado norte da Ilha da Madeira é mais bonito que o lado sul por ser mais nativo, sabe? Adoramos! Chegamos no hotel, jantamos e cama. Um dia delicioso!

Dia 5 – 25/04/2022 (segunda-feira)

Último dia inteiro na Ilha…

Tomamos café da manhã e depois fomos na sala de Kids Club para brincar com as crianças. Aproveitei para arrumar um pouco a bagunça do nosso quarto e nos arrumamos para almoçar no restaurante a la carte do hotel que tínhamos feito reserva.

Chegamos às 13h, fomos bem atendidos e pedimos pratos que estavam bem mais bonitos e gostosos do que os do restaurante de buffet, sendo que a cozinha é a mesma. Psicológico? Não sei…rs

Depois do almoço fomos explorar o centrinho de Funchal, capital da Ilha da Madeira, que eu tinha lido que tinha várias atrações interessantes. Paramos o carro no já conhecido estacionamento do teleférico e fomos andando para uma das principais, o Mercado dos Lavradores. Como era feriado, o mercado estava fechado e só pudemos vê-lo por fora, mas li que há vários stands de produtores locais com uma rica diversidade de produtos. Parece que alguns colocam açúcar nas frutas para cativar os turistas, então pelo sim pelo não, fique esperto(a)!

Depois dessa frustração inicial, continuamos passeando pelo centro seguindo o roteiro indicado no nosso guia de Portugal da Publifolha. Passamos pela Sé de Funchal, construída no século 15 e também fechada por causa do feriado, depois fomos até a Praça do Município, onde está a Câmara Municipal, passeamos pelo Jardim Municipal de Funchal, que é super agradável e não mencionado no guia, e paramos para lanchar no Café Ritz Funchal, que tem uma fachada decorada com azulejos retratando a cena da Ilha da Madeira.

Uma amiga querida nos encontrou no Café Ritz e colocamos o papo em dia até precisarmos ir para o hotel. Fiquei até com vontade de morar na Ilha da Madeira depois de ouvir a experiência dela.

Descemos pela rua lateral do Palácio de São Lourenço e nos deparamos com o desfile da banda dos soldados do quartel, que fica alojado ali mesmo no Palácio. Foi bem legal. Andamos depois pela famosa Av. do Mar até o estacionamento e dirigimos direto para o hotel. Jantamos, botamos as crianças para dormir e arrumamos algumas coisas para o check out do dia seguinte.

Esse foi o resumo do passeio:

Dia 5 – 26/04/2022 (terça-feira)

Dia de ir embora…

Tomamos o nosso último café da manhã completo no hotel, pegamos as nossas malas, fizemos o check out mais rápido da história (graças ao All Inclusive) e fomos em direção ao aeroporto para a Praia dos Reis Magos, um lugar frequentado por nossa amiga que vive na Ilha da Madeira. Queríamos na verdade ter saído mais cedo e ido visitar as famosas casas típicas da Madeira em Santana, mas nos enrolamos e o tempo ficou curto demais para esse passeio pelo meio da ilha, então fizemos apenas a costa sul.

Paramos o carro bem perto da praia, Paddy jogou muitas pedras no mar (ele adora!), nós tomamos um solzinho enquanto caminhávamos e fomos depois direto para o aeroporto.

Abastecemos o carro em um posto BP logo depois do aeroporto e ficamos surpresos com o gasto total de 29 euros para toda a viagem. Realmente economizamos bastante com o carro híbrido! Depois fizemos a entrega do carro para a Hertz no mesmo estacionamento onde pegamos o carro e foi super rápido também, porque pegamos o seguro total da RentalCars.

Fizemos o check in na Easyjet, despachamos as cadeirinhas e mala e fomos almoçar no aeroporto antes de embarcarmos. São poucas opções de restaurantes e nós acabamos optando pela Pizza Hut. Em seguida, fizemos o embarque e nos deixaram esperando quase 1 hora para entrar no avião. Falaram depois de 40 minutos que era um problema técnico com o óleo, nos mandaram sentar e depois de 10 minutos nos chamaram de volta para outro embarque. Haja paciência, viu… O bom disso tudo é que Jujuba dormiu no canguru e ficou dormindo até metade do vôo. Chegamos direitinho em Lisboa e em pouco tempo estávamos em casa realizadíssimos com essa viagem para a Ilha da Madeira.

Uma viagem que ficou nos nossos corações!

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