Dia 1 – quarta -feira (11/03/2015)

* Esta viagem foi mais que especial para mim, pois foi a primeira feita apenas com meu irmão *

Saímos de Paris rumo a Londres, pois o nosso vôo para Reykjavik partia de lá. Escolhemos as passagens da empresa WOW Air por serem as mais baratas (280 euros por pessoa)  e por não terem escalas (3 horas de viagem). Nos surpreendemos com o atendimento dos funcionários desta pequena empresa e com a beleza das aeromoças também, que coincidência ou não, eram as próprias modelos das propagandas espalhadas pelo aeroporto.

Depois de comprarmos muitos vinhos no Duty Free (lemos essa recomendação em vários lugares, porque álcool no país é bem caro),  pegamos o ônibus da empresa Reykjavik Excursions (Flybus) para a estação de ônibus, pois sabíamos que nosso albergue era bem pertinho de lá. Pagamos 1950 ISK (kronas islandesas) por pessoa, ou 13 euros, mas podíamos ter pagado 18 euros para sermos deixados diretamente no albergue.

Descemos na estação de ônibus e pedimos algumas direções, já que tínhamos um mapa bem básico do albergue. Quando saímos da estação e nos deparamos com a ventania e com neve até o joelho, nos arrependemos da economia feita (ideia minha, claro). Depois de algumas quedas no gelo, muita gargalhada e dúvidas sobre o caminho, achamos o nosso albergue. Ficamos no BUS HOSTEL e apesar de não ter gostado muito da localização (20 min a pé do centro), achei as instalações perfeitas. Ficamos em um quarto com 16 camas (17 euros por pessoa a noite), mas os banheiros eram individuais, com vaso, chuveiro e pia. Tudo era extremamente limpo e organizado e a decoração da sala de estar era bem transadinha.

Deixamos nossas coisas nos lockers e fomos logo para o centro da cidade, mesmo com o tempo tenebroso. Passamos em frente à igreja principal da cidade, a Hallgrimskirkja, mas ela já estava fechada (acho que já eram umas 17h30). Passamos no centro de turismo e compramos todos os passeios com uma vendedora modelo extremamente simpática.  (OBS: A Islândia deve ser o país com mais mulheres bonitas e simpáticas por metro quadrado. Ficamos bolados.) Achei legal reservar tudo com o centro de turismo, porque eles verificam a previsão do tempo antes montar o seu roteiro (não sei se é sempre assim, mas a previsão do tempo bateu certinho com o que aconteceu).

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Fomos almoçar/jantar no restaurante indicado pela recepcionista do albergue, o MAR, que fica bem perto do píer. Fomos super bem atendidos por uma garçonete também modelo e pedimos uma espécie de moqueca de frutos do mar que estava deliciosa (35 euros para nós dois, com bebidas).

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Compramos algumas coisas para o café da manhã do dia seguinte e enfrentamos a ventania para o albergue. Nunca achei que fosse sentir falta do clima da Irlanda. 🙂

Dia 2 – quinta -feira (12/03/2015)

Tomamos nosso super café da manhã e às 9h, nosso ônibus nos buscou no albergue para fazermos o passeio Gullfoss, Geysir & Langjökull SnowmobilingEste passeio custou 180 euros por pessoa e contemplou uma cachoeira enorme quase congelada, geysers bem interessantes e uma hora de passeio em cima do snowmobile, uma espécie de jet ski para neve. Achamos caro, mas queríamos muito andar nesse bichinho, então no final das contas, apesar de ter sido somente por uma hora, achamos que valeu a pena pela adrenalina e paisagem super branca na nossa frente. É importante ressaltar que o passeio dura o dia todo, não exige muito esforço físico e que as paisagens das 3 paradas são incríveis. Valeu muito a pena levar os lanches que compramos no supermercado, porque as lanchonetes onde os ônibus pararam eram bem carinhas. Algumas fotos:

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Parada para ver as placas tectônicas
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Geysers
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Geysers
Geyser explodindo
Geyser explodindo
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Gullfoss – cachoeira quase congelada!
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Gullfoss – cachoeira quase congelada!
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Gullfoss – cachoeira quase congelada!
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Gullfoss – cachoeira quase congelada!
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Snowmobile irado!
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Tudo branco!

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Preparamos nosso jantar no albergue (macarrão com molho de tomate…uau!) e conhecemos umas inglesas bem legais na cozinha compartilhada.

Dia 3 – sexta -feira (13/03/2015)

Aproveitamos a dica das inglesas e fomos em uma padaria que era perto do albergue. Perto nada! Longe pacas, do lado oposto ao centro da cidade. Andamos com neve no joelho, escorregamos, nos perdemos, mas no final, encontramos a tal padaria. E valeu a pena, porque ela tinha uma seleção de doces enorme que me deixou com água na boca. Pedimos nossos cafés das manhã e no final, encontramos um brasileiro que também estava a passeio. Depois de algum tempo conversando, tivemos algumas discussões de política (o cidadão bizarramente achava que a Rússia estava certa ao invadir a Ucrânia) e achamos melhor sair dali, para não ter porradaria. =O

Caminho para a padaria
Caminho para a padaria

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Tiramos a tarde para fazer o walking tour que lemos em algum lugar que era bem legal. Depois de meia hora de tour embaixo de chuva e vento, achamos melhor entrar em algum restaurante aconchegante e quente para almoçar. Os guias eram bem legais e falaram vários fatos importantes do país (Exemplo: Antes da crise, as coisas custavam o dobro na Islândia, então quase não tinha turistas lá!), mas o clima realmente não ajudou. Paramos para comer no restaurante Laekjarbrekka, que fica na rua principal da cidade. O restaurante é mais chique e tem comida boa, mas nada excepcional não (média de 40 euros por pessoa, com bebida).

Nosso guia no walking tour

Passamos depois no supermercado Bônus, cujo mascote é um porquinho rosa fofo, para comprar mais comidinhas para os jantares e cafés da manhã. A única coisa que notamos de diferente é que ao invés dos produtos refrigerados ficarem em prateleiras refrigeradas, eles ficam em uma sala refrigerada e as pessoas têm que entrar nela e passar frio! Acredita nisso? Rimos muito com a situação patética de passar frio para escolher queijo e presunto.

Quando voltamos para o albergue, pedimos para a recepcionista confirmar com a Reykjavik Excursions se a excursão da Aurora Boral (44 euros por pessoa) iria acontecer naquela noite. Por mais que você tenha reservado o passeio para uma determinada noite, esta excursão precisa ser confirmada no próprio dia, porque depende das condições climáticas. Para nosso azar, o tempo não estava bom o suficiente para fazer o passeio, então ficamos pelo albergue mesmo. Como nós dissemos que íamos ficar na cidade até o dia 17, entramos na lista para este passeio todos os dias até irmos embora.

Dia 4 – sábado (14/03/2015)

 A manhã foi marcada pela maior tempestade do ano. Ficamos descansando no albergue até o tempo melhorar e quando o tempo melhorou, confirmamos a nossa excursão para a Blue Lagoon (60 euros por pessoa, com o transporte). Depois de quase 1 hora dentro do ônibus, chegamos no complexo de piscinas geotermais. Guardamos nossas coisas nos lockers e lá fomos nós super excitados para as piscinas quentes naturais.

Infelizmente, o lugar não parece nem um pouco natural. Parece um resort com água esquentada artificialmente, com pessoas esquisitas procurando os lugares mais quentes dentro daquela imensidão azul. É possível comprar bebidas em um bar que fica dentro da piscina, usar uma máscara no rosto feita de argila local e fazer sauna ali perto. Eles oferecem massagens e outros produtos para pele também, mas achei tudo caríssimo.

Na estrada!

Ficamos algumas horas descansando, mas saímos a tempo de pegar o ônibus para chegar ao albergue a tempo da excursão da Aurora Boreal. Mais uma vez, para nosso azar, passeio cancelado por causa do tempo.

Saímos para jantar com uma coreana que conhecemos no albergue e uns amigos alemães dela. Entramos em um restaurante tipicamente islandês, o Cafe Loki, e apesar de escolher peixes que eu como normalmente, não consegui comer o meu prato. Achei tudo com gosto forte, como se fosse defumado, então fiquei com fome. Paramos para beber cervejas locais em um bar que era considerado barato (não lembro o nome) e depois, no final da noite, paramos para comer o cachorro quente que bomba na madrugada. Delícia mesmo!

Não deu para encarar…
Não deu para encarar (2)
Salvou a noite!
Salvou a noite!

Dia 5 – domingo (15/03/2015)

Tomamos café da manhã no hotel e fomos para o centro da cidade, visitar o que ainda não tínhamos visitado. Entramos na famosa igreja da cidade e até subimos o elevador (5 euros por pessoa) para ver a vista de lá. Olha que cidade fofa:

Passamos depois no Harpa Conference Center, que é um prédio que se destaca em relação aos outros super padronizados da cidade. Entramos no Kolaportid Flea Marketque é um mercadão que vende de tudo e fomos almoçar o típico fish and chips no Icelandic Fish and Chips. Justo, nada demais.

Voltamos para o albergue com a expectativa de ver a aurora boreal, mas de novo, o passeio havia sido cancelado. Ficamos por lá mesmo, conversando com os outros turistas, comendo nossa pizza pronta e bebendo vinho do Duty free.

Dia 6 – segunda-feira (16/03/2015)

O ônibus da excursão de caminhada no glaciar chegou às 8h30 e somente lá na estação de ônibus é que entramos no ônibus definitivo para o glaciar.  O tour custou 150 euros por pessoa e demorou cerca de 2 horas para chegar até o glaciar, tendo direito a apenas uma parada no meio do caminho para lanche e banheiro. Quando chegamos lá, eles nos deram as roupas apropriadas e nos preparam para fazer a caminhada. Andar com aqueles dentes embaixo da bota é estranho, mas depois de um tempo você se acostuma, acredite. Nosso grupo foi separado em dois e para a nossa sorte, nós ficamos com a guia mais agitada e mais falante também, então deu para entender muita coisa do glaciar e da cultura local. (OBS: O que mais achei legal é que eles realmente acreditam em elfos e deixam de construir casas, rodovias e outras coisas porque determinados locais ou objetos encontrados são élficos e precisam ser respeitados).

O visual do glaciar é incrível, tanto de baixo como por cima dele. Dá uma olhada:

Ficamos umas 4 horas andando por ali, mas não achei o passeio com alto nível de esforço físico não. Dá para ir tranquilo, sem pressa, então acho que qualquer um pode fazer. Nós inclusive conhecemos uma senhora francesa super alto astral que tirou várias fotos da gente e nos divertiu com as suas caretas e comentários. Não deixe de ir!

No caminho de volta para a cidade, paramos em duas cachoeiras no caminho que eram lindíssimas (não lembro o nome). Olha só:

Ao chegarmos no albergue, confirmamos mais uma vez que o passeio da Aurora Boreal havia sido cancelado. Não foi dessa vez que a vimos, hein?

Dia 7 – terça – feira (17/03/2015)

Pegamos o Flybus para o aeroporto (dessa vez, direto do nosso albergue) às 4h, pois o nosso vôo sairia de lá às 7h. Para nosso azar, a decolagem atrasou mais de 1 hora por causa do clima e por causa disso, perdemos a conexão que tínhamos para Dublin. Ninguém merece esses stress de aeroporto! Compramos passagens novas para Dublin, mas não conseguimos chegar a tempo para ver a parada de St. Patrick’s (maior evento do país). Espero termos outras oportunidades para ver 🙂

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