4 dias nas Islas Ciés, na Galícia

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Este é o terceiro post da nossa viagem de 2 semanas em Agosto de 2026 pelo Norte de Portugal e Galícia. Você pode ver o resumo dela aqui:

Dia 10 – 17/8/2026 (segunda)

Tomamos café, arrumamos nossas coisas e fizemos checkout desse camping da Galícia que foi o maior que já ficamos até agora. Dirigimos por 1h30 até Cangas, de onde o nosso barco iria partir para as Islas Cies, e chegamos exatamente meia hora antes da hora da partida do barco. Foi estressante arrumar tudo correndo, mas no final deu certo!

Pegamos o ferry com nosso carrinho com as nossas tralhas do camping e malas e claramente éramos os que tínhamos mais coisas de todos os passageiros a bordo. O barco navegou até Vigo, onde trocamos para outro barco, e depois seguimos de Vigo até as Islas Cies. Passeio em baixa velocidade, super agradável para crianças e adultos.

Chegamos na ilha e ficamos empolgadíssimos com a beleza do lugar. Chegamos bem no meio da tarde e a praia principal estava relativamente cheia, mas nada comparado à praia de Ipanema ou Carcavelos num dia de sol. Ufa, ainda bem! Andamos todo o caminho até o camping debaixo de um sol a pino e isso sim foi perrengue. Coitados dos meus filhos… só meto eles em situações extremas. Hahaha. No dia que eles souberem o que é um resort all inclusive eles vão querer me esguelar…

Fiquei na fila do checkin por um bom tempo enquanto o Celo levou as crianças para comerem algo no restaurante do camping. Recebi um número para pendurar na barraca, um mapa, explicações dos passeios que eles oferecem, algumas moedas de 10 cents para tomarmos banho nos 4 dias de camping – 2 moedas por pessoa por dia – e entendi os locais dos banheiros e o funcionamento dos restaurantes. Que lugar fofo e organizado!

Me juntei ao resto da família para comer e descansar, e quando recarregamos as energias, fomos escolher o melhor lugar para colocarmos a nossa barraca. Depois de alguma indecisão, finalmente escolhemos um dos lugares que tinham a melhor vista da lagoa e da praia, mas que tinha raízes no terreno embaixo da nossa barraca, o que sabíamos que não era o ideal para uma família com crianças pequenas que entram e saem o tempo todo. Felizmente não tivemos acidentes e acordamos todos os dias com uma bela vista!

Ficamos bem perto do banheiro, mercadinho e restaurantes, o que foi bem prático, e felizmente não tínhamos nenhum vizinho barulhento. Para não dizer nenhum, tínhamos as gaivotas que acordavam cedo e faziam questão de acordar a todos com seus cantos matinais. Um inconveniente engraçado, com certeza!

Depois de 1h montando a barraca, nos arrumamos para ir para a praia, que era sem sombra de dúvida o que todos estavam mais animados para fazer em toda a viagem. Hoje vendo o roteiro que montei, me arrependo de termos feito tão poucos dias de praia em pleno verão. Ainda bem que os 4 dias que passamos na ilha foram perfeitos e supriram um pouco a minha vontade de sol, areia e água salgada no ano.

Pegamos um lindo fim de tarde na praia praticamente vazia, porque os barcos com os turistas já tinham praticamente saído todos. Só estavam ali as pessoas que estavam acampadas e como há muitos lugares na ilha para elas estarem, o nosso cantinho escolhido estava bem vazio. As crianças brincaram em paz na areia e eu e o Celo finalmente descansamos vendo os pequenos leves, livres e soltos. A sensação de estar em uma ilha que só tem o camping, 3 restaurantes e nada mais, foi simplesmente maravilhosa!

Voltamos para o camping quando estava escurecendo para tomamos nossos banhos e jantarmos. O banheiro dos chuveiros estava um pouco cheio e teve fila para entrar, mas conseguimos tomar nossos banhos quentinhos com as moedas de 10 centavos que davam a direito a 2.5 minutos cada. Saímos do banheiro e fomos direto jantar nas mesas ali do lado de fora, sem complicação alguma, com uma noite deliciosamente agradável sem vento e sem casacos. Comemos pratos bem caseiros do restaurante do segundo andar, bebemos um vinho branco geladinho para encerrar o dia bem, e nos arrumamos para dormir. Um dia longo cheio de logística, mas que foi encerrado da melhor forma possível.

Dia 11 – 18/8/2026 (terça)

Dormimos lindamente na nossa primeira noite na ilha! Acordamos ao som dos pássaros cantando, abrimos a barraca e vimos aquela vista maravilhosa e começamos o dia já bem.

Como não levamos fogão nem suprimentos, subimos para tomar café da manhã do restaurante do camping que ficava no segundo andar. Tinha uma fila chata, mas felizmente andava rápido. Pedimos ovos, pães, iogurtes, sucos e café depois pagamos por tudo e fomos a procura de mesa. Os preços não são baratos, mas considerando que estávamos em uma ilha e não queríamos ter o trabalho de fazer nada, achei até OK.

Sentamos um pouco do lado de fora do restaurante para apreciar a vista e olha só que lindo o lugar:

Depois arrumamos as nossas coisas e partimos para a praia! Escolhemos ficar em uma mais afastada do porto, a Praia de Bólos. Lugar lindo e tranquilo, que ficou vazio a manhã inteira até sairmos para almoçar. Tomamos banho de mar – água gelada, claro – brincamos de castelinho e represa, ficamos observando as gaivotas roubando comidas das pessoas e até consegui ler meus livros enquanto as crianças brincavam livremente. Que paz!

Voltamos para comer no restaurante do camping – preços logo abaixo – , descansamos um pouco, tomamos picolés e depois voltamos para a praia. Dessa vez ficamos na principal, a Praia dos Vinos até o entardecer. Voltamos para o camping, tomamos banhos e fomos jantar dessa vez no restaurante Serafin, que fica entre o camping e essas duas praias. Ambiente mais agradável que o restaurante do camping, mas preços mais salgados também. Comemos peixe, almôndegas e empanadas e tudo estava bem gostoso. É difícil a gente não gostar de uma refeição…

Voltamos andando numa noite super agradável com as crianças correndo livremente pelo caminho de terra, sem a preocupação de carros passando ou pessoas malvadas, e nos arrumamos para dormir. Um dia muito bem passado, coração cheio de amor. Obrigada, Deus!

Dia 12 – 19/8/2026 (quarta)

Repetimos o café da manhã no restaurante do camping e como estava nublado, fizemos tudo com mais calma. Brincamos dentro da barraca enquanto chuviscava e felizmente o tempo melhorou e saímos para passear.

Decidimos ir explorar as praias do outro lado da ilha, aquelas mais perto do porto, mas como o Celo não estava se sentindo tão bem, achamos melhor parar no Restaurante Rodas para comer e beber muito líquido. A nossa suspeita era desidratação, porque ele costuma beber muita água e na noite anterior ele não havia bebido, então pedimos comidas leves, bebidas e apenas descansamos. O almoço foi um pouco estressante porque as gaivotas não saem de perto das mesas para pegar comida e tínhamos que proteger nossos pratos, mas deu tudo certo no final.

Quando o Celo disse que estava um pouco melhor, seguimos para conhecer a praia ali ao lado, a Praia de Areina, bem pequenina mas uma graça. Não ficamos ali porque queríamos explorar as outras mais afastadas e não queríamos ouvir e ver os barcos, mas pareceu-me uma boa opção para famílias.

Seguimos andando até a Área dos Freixeiros e Praia das Figueiras e ficamos completamente encantados. Que lugar lindo!!! Estava bem sossegado, com poucas pessoas, então foi uma paz só… Olha só isso:

O lado esquerdo da praia tinha pedras e água mais parada e transparente, enquanto o lado direito tinha areia. Poucas pessoas na água porque a água estava gelada e não estava tão quente assim, mas mesmo assim aproveitamos para dar mergulhos e fazer represas e castelinhos.

Voltamos para o camping, tomamos nossos banhos e colocamos roupas mais quentinhas porque estava fresquinho. Como o restaurante não estava aberto ainda para o jantar, pegamos umas bebidinhas e petiscos no bar do primeiro andar e sentamos em uma mesa no jardim para apreciar o fim de tarde enquanto as crianças brincavam livremente. Quando o restaurante abriu, subimos para comer e depois nos arrumamos para dormir.

Dia 13 – 20/8/2026 (quinta)

Mais uma noite bem dormida, apesar de nossos colchões não serem os mais macios do mundo, e uma manhã feliz. Tomamos café da manhã novamente no restaurante do camping, pedindo coisas diferentes do dia anterior, e seguimos para explorar a ilha já que o dia estava lindo.

Fizemos a trilha até a Observatorio de Aves del Alto de la Campá e passamos por lugares muitos lindos e diferentes. A Ju em algum momento reclamou de cansaço, mas só foi falar de Guerreira de Kpop, Princesas da Disney e amigas da sua escola que ela rapidamente esqueceu. A trilha é muito kids friendly e nós achamos uma delícia o passeio.

No final, já no topo da ilha, paramos no observatório das aves para apreciar a vista e ver as aves voando livremente ao redor do penhasco. Achei muito legal ficar ali, mas como outras pessoas chegaram para ver, não pudemos ficar tanto tempo sentados ali curtindo. Observar pássaros em paz deve ser muito bom!

Descemos empolgados com o passeio e paramos na Praia de Nosa Senora. Que visual incrível, mas que água geladaaaaa, socorro! Claro que nos forçamos a entrar para mergulhos, brincamos de castelinho e represas e ficamos observando as pessoas ao redor. Muitas famílias tranquilas, zero stress. Senti que realmente a energia da ilha é diferente. Não há luxo, pressa, stress, medo… todos estão ali felizes, relaxados e sem pensar muito em Instagram, sabe? Parecem estar curtindo de verdade sem celulares na mão, sem poses, sem cobranças e expectativas. Me senti em um lugar especial e já fiquei com vontade de voltar. Começou a bater aquela tristeza de ir embora…

No final do dia, tomamos nossos banhos e fomos jantar no restaurante do camping. Depois do jantar, as crianças foram assistir filme ao ar livre com outras crianças e nós pudemos ter um momento a sós em paz, enquanto observávamos eles de longe. Um paraíso!

Dia 14 – 21/8/2026 (sexta)

Dia de ir embora da ilha. 🙁

Tomamos nosso café e arrumamos nossas coisas para irmos embora. Que tristeza que deu…

Caminhamos de volta para o cais, mas como faltava ainda 30 minutos para nosso barco, sentamos um pouco do restaurante para esperar. O Paddy quis brincar na praia de fazer represas novamente – ele está viciado nisso! – e a Ju ficou com a gente na mesa. Quando deu a hora do embarque, lá estávamos nós com as nossas muitas coisas novamente. Felizmente os funcionários no barco nos ajudaram com o carrinho nas rampas e escadas.

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