Dia 1 – sábado (24/01/2015)

Saímos de Dublin às 6h30 e depois de 2 horas de vôo, chegamos em Bruxelas. No próprio aeroporto, compramos o trem para a estação Bruxelles Midi (8,50 euros por pessoa), que era a mais próxima do nosso hotel. Andamos 20 minutos até ele, passando pelo Porte de Hal, que é um portão de uma fortaleza medieval construído em 1381. As primeiras impressões da cidade já foram ótimas:

Ficamos hospedados no Ibis Styles Brussels Central Stephanie (59 euros a diária, com café da manhã), que fica bem perto da rua Louise, que é bastante movimentada e encantadora, principalmente a noite com as luzes acesas. Deixamos nossas mochilas e fomos andar pela cidade com a ajuda do guia que compramos, o DK Eyewitness Travel Guide: Brussels, Bruges, Ghent & Antwer. (Eu adoro os guias deles, pois têm bastante detalhes das atrações, sugestões de caminhadas, lugares para comer, comprar, etc, e este, para facilitar nossa vida, é pequeno e leve e contempla as principais cidades da Bélgica, então é perfeito para quem que visitar não só a capital).

Começamos a caminhada pela Rua Louise, até o Palais de Justiceque é um prédio de 1883 impressionante pelo tamanho e beleza, mesmo estando em reforma externa. A vista dali da cidade é bem legal. Pegamos o metrô até a estação Central (ticket válido por 24h por 7 euros por pessoa) e fomos direto ver a Cathedrale Sts Michel et Gudule. Ela começou a ser construída em 1225 e demorou 300 anos para fica pronta. Nos anos 90 foi restaurada e limpa, então deu para ver melhor o seu esplendor. É impressionante por fora e por dentro também, principalmente o seu púlpito barroco com as imagens de Adão e Eva sendo expulsos do paraíso.

Seguimos em direção à praça Agora, cujos prédios ao redor são bem típicos e lindos e depois paramos para comer as famosas batatas fritas belgas (deliciosas!)

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Seguimos para finalmente conhecer a Grand Placeprincipal ponto turístico da cidade. Esta praça é realmente impressionante, com seus prédios com arquitetura do século 17. Não é a toa que é considerada a praça mais bonita da Europa, principalmente quando eles expõem um tapete de flores, a cada dois anos no mês de agosto. Na época medieval, a praça foi um grande centro de comércio e possui alguns prédios importantes, sendo eles:

  • Hôtel de Ville – A prefeitura da cidade ficou pronta em 1455 e foi considerada o prédio mais elegante do país. A atração principal é a Conference Room Council Chamber, com suas tapeçarias e espelhos decorados.
  • Maison du Roi – Este prédio foi construído em 1536, mas redesenhado em 1873. Foi utilizado pela monarquia espanhola, mas atualmente abriga o Musée de la Ville, com pinturas e tapeçarias do século 16, além dos famosos outfits do boneco da mais famoso do país, o Manneken Pis.
  • Le Pigeon – Victor Hugo residiu neste prédio, a partir de 1852.
  • Northeast Corner 
  • La maison des Ducs de Brabant – Prédio que possui 6 guildhouses. Na época medieval, os países baixos tinham corporações (guilds), que tinham participação na administração da cidade.
  • Everard ‘t Serclaes
  • Le Renard, le cornet et Le Roi de Espagne 

Saímos da praça pela Rue au Beurre, que é uma rua repleta de lojas de chocolates e biscoitos feitos no país. O cheiro é delicioso e dá vontade de comprar tudo. Cuidado rs! No final desta rua, estão a Église St Nicholas à direita e o famoso prédio da bolsa de valores, La Bourse, logo a frente. Este último, de 1873, é impressionante pelo seu tamanho e arquitetura.

Passamos pelo antigo mercado de carne, o Halles St-Géry, que tem o rio Sena passando por baixo (dá para vê-lo no número 23 dentro de um condomínio de apartamentos…pode  ir lá sem medo!)

Seguimos andando até a Place Ste Catherine, que é onde fica a igreja com mesmo nome (Église Se Catherine)Havia uma igreja ali que foi construída no século 15, mas a única coisa que restou dela depois do ataque dos franceses em 1695 foi a torre. A igreja que você vê hoje foi construída em 1859, tendo como inspiração a Eglise St. Eustache de Paris.

A leste da igreja, está a Tour Noire, que é um pedaço da muralha que existiu ali no século 12, rodeado por um prédio moderno. A mistura é interessante.

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A oeste da igreja, existe um espaço aberto com fontes de água e piscinas no meio e muitos restaurantes de frutos do mar nas laterais. Antes de 1870, um canal passava ali, mas ele foi coberto e aquela área passou a ser o mercado de peixes.

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Passamos depois na Eglise St Jean Baptiste au Beguinageque é uma igreja barroca do século 17. Dentro dela, para nossa surpresa, estavam abrigados alguns refugiados do Afeganistão.

Já na Place de Brouckère, conseguimos ver o famoso Hôtel Metropole, um hotel cinco estrelas de 1895 com estilo Art Nouveau. Entramos para bisbilhotar um pouco e é realmente lindo. 🙂

Atravessamos a Passage du Nord, que é uma galeria de 1882, e chegamos em umas das ruas de compras mais famosas da cidade, a Rue Neuve, bastante movimentada pro nosso gosto.

Ali perto está a Place des Martyrs, praça com um mausoléu com os 450 mártires mortos na revolução de 1830, que deu à Bélgica sua independência.

Passamos em frente ao Théâtre Royal de la Monnaie, construído em 1817. Apenas a frente do prédio é original, por causa de um incêndio que ocorreu ali em 1855.

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Chegamos até a famosa Galeries Royales St-Hubertque foi a primeira galeria de compras da Europa, construída em 1847, e é considerada uma das mais elegantes até hoje, com diversas lojas, cafés, restaurantes, um cinema e um teatro.

Andamos até a metade da galeria, onde viramos à direita na Rue des Bouchers. Esta rua possui diversos restaurantes e alguns deles são bem conhecidos por serem pegadinhas para turistas. Cuidado aqui, principalmente porque os funcionários ficam abordando as pessoas que estão passando, oferecendo inúmeras promoções! Achei a rua bem interessante, ainda mais depois de saber que a região é considerada Îlot Sacré (ilha sagrada) e não pode mudar sua aparência, se desenvolver demais, etc.

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Não paramos para comer, porque queríamos aproveitar a luz do dia para conhecer mais a cidade, mas no último dia da viagem fomos no Chez León e adoramos! Vá até o final do post para saber mais detalhes. 😉

Fomos finalmente conhecer a estátua mais famosa da Bélgica, o Manekken Pis. Ele fica bem perto da Grand Place e é realmente um dos pontos turísticos mais cheios que vimos. Ele tem apenas 61 cm (vá preparado!) e está em cima de uma fonte, protegida por uma grade. Acho que ela existe, porque em 1965 alguém o roubou deixando apenas seus pés e tornozelos e jogou o corpo dentro de um canal, que só foi encontrado no ano seguinte. A lenda diz que este boneco é uma homenagem ao filho de um duque que foi pego em flagrante urinando no meio de uma batalha durante o século 12. Em 1698, o governante da Holanda Maximilian Emmanuel trouxe uma roupa de presente para o boneco e desde então, vários chefes de estado têm feito isso. O boneco já possui uma coleção de mais de 800 roupas, que podem ser vistas no Musée de la Ville, onde 100 são exibidas por vez.

Ao redor dele, estão diversas lojas de souvenirs belgas, com tapeçarias e renda típicas. Se quiser comprar, prepare os bolsos!

Demos uma pausa nas atrações turísticas e paramos para comprar chocolates! Decidimos comprar o melhor chocolate do país, segundo alguns blogs e guias, o da loja Pierre Marcolini. Se é para avacalhar, tem que ser com classe, né? 🙂 Compramos uma caixa com vários tipos, mas confesso que não achamos nada demais.

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De lá, fomos em mais uma igreja (aff, quantas!!!), a Notre Dame du Sablon e na Place du Petit Sablonque é um jardim de 1890 com 48 estátuas representando cada corporação da época medieval. Achei tudo lindo!

Andamos até a Place Royale, que possui vários museus, inclusive o de Belas Artes, mas não chegamos a entrar em nenhum. Passamos em frente ao Musée des Instruments de Musiqueque fica em uma ladeira e é muito lindo por fora! A ideia era visitá-lo no final da viagem, mas não tivemos tempo, então ficará para a próxima. Ele é bem bacana porque possui mais de 6000 itens e você consegue escutar cada instrumento, com ótima qualidade. Fica a dica!

Fomos jantar no restaurante Le Chat Noirpois Celo leu um review de uma brasileira que mora na cidade dizendo que o restaurante tem pratos típicos belgas com ótimos preços, sem ser muito turístico. Fomos atendidos pelo dono, que é super atencioso e adoramos o que comemos. O restaurante estava vazio quando chegamos, mas depois encheu de locais, o que pareceu um ótimo sinal! Ah, ele fica aberto direto (24×7).

De lá, fomos terminar a noite no bar mais famoso da cidade, o Délirium Caféque fica naquela região que eu falei que é conhecida como Ilha Sagrada. O bar estava lotado, mas conseguimos uma mesa no canto, que depois foi compartilhada com outras pessoas. Não rola garçom indo na sua mesa pegar os pedidos, então você tem que ir no balcão. Fique alerta pra não ficar esperando, que nem a gente ficou por alguns minutos. Ah, do lado do bar, você vai encontrar a estátua da Jeanneke Pis. Não deixe de tirar uma foto!

Dia 2 – domingo (25/01/2015)

Tomamos um café da manhã bem caprichado, com direito a muitos croissants gostosos (IBIS Styles, eu te adoro!) e corremos para aproveitar o ticket de 24 horas do metrô até a estação de metrô/trem Central.

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Compramos nossas passagens no guichê mesmo, pois queríamos explicar que queríamos pegar um trem para Ghent, rodaríamos lá o dia todo e depois, pegaríamos outro trem para Bruges. Saiu 34,80 euros para nós dois esses dois trens. Não sei quanto sairia nas maquininhas, mas você já tem o valor para conferir se seria igual… Lemos em alguns lugares que algumas pessoas se arriscam comprando apenas um trem para Bruges e descem em Ghent para passar o dia, mas eu acho que não vale a pena correr o risco…

Depois de alguns minutos de viagem, chegamos em Ghent e ali mesmo na estação deixamos as nossas mochilas em um locker (3 euros por 24h) e pegamos o ônibus para o centro da cidade, bem em frente à estação de trem. Você compra as passagens em uma máquina que só aceita moedas e não dá troco, então atenção! Custou 2,60 euros para nós dois.

Descemos na estação do Castelo de Ghent, o Het Gravensteene ficamos encantados com ele e com os prédios ao redor.  Pagamos 20 euros para entrar no Castelo e isso nos deu direito a um video-guide, que como o nome mesmo diz, é um aparelho que explica o castelo por meio de vídeos. Achamos os vídeos ruins, porque são um espécie de teatrinho mal feito, então acabamos passeando pelo castelo lendo apenas as placas. Por mim, eles tiravam esse video-guide e cobravam menos, né?  O castelo é do século 12, mas boa parte dele foi construída depois. Até o século 14, ele era uma fortaleza militar e depois, até o século 17, ele foi a prisão da cidade. Algumas fotos:

Passeamos pela cidade em direção à praça principal, a Koren Markt, e adoramos os canais e as casas típicas.

Na praça principal, está a St Nicholas Churchque pelo seu tamanho, poderia ser facilmente a catedral da cidade, mas não é. Essa igreja começou a ser construída no século 13 e só foi concluída no século 15, com vários santuários e capelas, mas em 1566 os protestantes os destruíram. Nesta praça você vai se deparar com um prédio lindíssimo do lado oposto à igreja, que é o antigo prédio dos correios. Demais!

A fome começou a apertar, mas não quisemos parar para almoçar e perder o dia, então passamos em um restaurante fast-food saudável, o Exki e compramos algumas coisinhas para comer enquanto andávamos (era mais caro se comêssemos dentro do restaurante!).

Atrás desta igreja, dá para ver uma estrutura enorme de madeira, aço e vidro, que é o City Pavilion, local onde acontecem alguns shows de música e dança. Do seu lado, está o campanário da cidade, o Belfort, que foi construído em 1380 e possui 91 metros de altura. É possível subir com um elevador até aproximadamente 65 metros, pagando 4 euros por pessoa. Dentro dele, dá para ver como funciona o carrilhão com os 54 sinos, assim como outros detalhes da construção. A vista é sensacional, dá uma olhada:

Atrás dele, está a catedral da cidade, a St Bavos Cathedralque estava passando por uma restauração. Passamos em frente ao Stadhuis (prefeitura), que também é impressionante, principalmente porque tem duas fachadas bem diferentes e lindas de cada jeito. Olhem só…qual vocês preferem?

Compramos cerveja em uma loja local e ficamos aliviados quando o rapaz falou que podíamos beber na rua. Alguns países não deixam né… Combinação perfeita de viagem: beber cerveja boa e barata, sem deixar de conhecer as atrações! 🙂 Andamos até a praça Vrijdagmarktque possui prédios ao redor com arquiteturas típicas do país. Eu amei os prédios com os topos triangulares e cores diferentes, contrastando uns com os outros. Eles estão por toda parte, mas quando você fica em uma praça grande assim, com tantos deles, é que percebe como eles são harmoniosos. Parece cidade de boneca…

Passamos no final do dia na St Michael’s Church, que é enormeeeeeee e fica do outro lado do canal, mas ela já estava fechada. Rodamos pela cidade lendo os cardápios de restaurantes fofíssimos que encontrávamos no caminho, mas acabamos fisgados pelo restaurante Amadeuspois eles ofereciam all-you-can-eat ribs por 15 euros e tinham uma decoração super aconchegante! Chegamos cedo, quando ainda estava vazio, mas depois, lotou!

Pegamos o mesmo ônibus de volta até a estação de trem, retiramos nossas mochilas dos lockers e pegamos o trem seguinte para Bruges. Tem trem a cada meia hora saindo dali, passando sempre aos 10 minutos ou aos 40 minutos de cada hora. (ex. 19h10, 19h40, 20h10, etc). Quando chegamos em Bruges, o centro de turismo já estava fechado e não tinha muita gente por ali, então só nos restou perguntar ao motorista do primeiro ônibus que parou ali se ele passava perto do nosso hotel (estávamos sem chip com internet) Ele não respondeu nem sim nem não, mas falou para subirmos, então lá fomos nós (pagamos 4 euros para nós dois). Quando chegamos ao centro da cidade (acho que deu menos de 5 minutos), ele nos explicou que teríamos que andar uns 15 minutos até o hotel. Moleza pra gente, ainda mais dentro de uma cidade tão fofa como Bruges.

Ficamos no hotel Ibis Budget Brugge Centrum (39 euros a diária, sem café da manhã), que fica bem localizado até, considerando que a cidade é pequena e super agradável de andar. Nos deram um quarto que não pegava o wifi e depois de eu reclamar algumas vezes e solicitar outro quarto, eles nos mudaram para um que tinha. Tirando esse fato, a estadia foi ótima.

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Dia 3 – segunda (26/01/2015)

Tomamos café da manhã em um café bem charmosinho que tinha na rua do nosso hotel e que estava bem vazio. Assim que sentamos na mesa para aguardar nossos pedidos, um grupo de estudantes entrou ali e acabou tirando a paz do lugar (todas as meninas podiam ser modelos, na minha humilde opinião…rs). Começamos o passeio entrando na Church of Our Lady, que começou a ser construída em 1220 e demorou 200 anos para ser concluída. Ela estava sendo restaurada, então não deu para ficar impressionado com a beleza interna, infelizmente.

Passamos pelo canal e ficamos encantados. Olhem que cidade linda:

Passamos pelo Vismarktque é um mercado de peixe a céu aberto que funciona diariamente, bem cedo do dia. Atravessamos uma ruela com um arco conhecido como Alley of the Blind Donkey, até chegarmos à praça Burg. É aqui que está a prefeitura (Stadhuis) da cidade, que ficou pronta em 1375, o Renaissance Hall e o principal, na minha opinião, The Basilica of the Holy BloodEsta última possui umas das relíquias mais preciosas da Europa: uma ampola com algumas gotas de sangue e água lavadas do corpo de Cristo por José D’Arimatéia. Esta ampola foi trazida de Jerusalém no ano de 1150 e é possível vê-la de perto. É emocionante, até para quem não é tão religioso!

Entre esta praça e a praça principal, existe uma rua incrível, com muitas lojas de chocolate e biscoitos. Tivemos que parar para experimentar na loja La Coure GourmandePegamos alguns aleatórios e pagamos pelo peso. Todos deliciosos, principalmente o que tem chocolate dentro. Recomendo!

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Na praça principal da cidade, a Marktnão tem como não se encantar com tudo o que vê. O campanário (Belfort) é o prédio que mais se destaca, com seus 83 metros de altura. Ele foi construído entre os séculos 13 e 15 e não possui elevador, então tem que subir quase 400 degraus de escada claustrofóbica (e pagar 8 euros por pessoa) para ver a vista espetacular da cidade e o carrilhão de sinos funcionando. O legal é que o carrilhão toca 4 músicas diferentes, que tocam a cada 15 minutos, então você não enjoa tanto delas. Nesta praça também está o Palais Provincial, que é encantador e imponente. Aproveitamos para comprar batatas fritas em um quiosque na praça, dessa vez com o molho Joppiesausindicado pelo vendedor. Molho delicioso!

Fomos até a St Saviour’s Cathedralque só virou a catedral da cidade em 1834, quando os franceses destruíram a que já existia na cidade. Infelizmente, ela também estava sendo restaurada, então não ficamos impressionados com o que vimos.

Voltamos para a praça principal e começamos a caminhada de 90 minutos indicada pelo nosso guia. Passamos pelo Teatro Municipalde 1869, que não é tão imponente como alguns já vistos em cidades maiores. Passamos em frente ao número 35, onde está o prédio que pode ter sido a primeira bolsa de valores da Europa, a Huis Ter Beurze (século 13). Ali perto, está a Poorterslogeque era um club para líderes da época medieval. Do outro lado, está a Old Customs Houseonde os comerciantes tinham que pagar suas taxas. Passamos pela St Walburgakerkigreja barroca mais elegante da cidade, construída para as os jesuítas entre 1612 e 1642. Seguimos o caminho até a taverna mais antiga da cidade, de 1515, a Café Vlissinghe, mas estava fechada. Continuamos até a Jeruzalemkerk (7 euros para nós dois)que é uma capela construída em 1428 por uma família rica da Itália (Adornes), que tinha acabado de voltar de Jerusalém. Passamos por diversos lugares, que não possuem tanto destaque assim, até que chegamos ao único hotel 5 estrelas da cidade, o Prinsenhofque era o palácio dos antigos duques de Burgundy. Que coisa mais linda!

No final do dia, sem internet, ficamos um pouco enrolados com restaurantes e acabamos indo em um chinês perto do nosso hotel, o Shanghai. Estava vazio, mas encheu bastante durante o jantar. Pedimos entradas, pratos principais e cervejas belgas e tudo estava delicioso, servido pelo dono do restaurante. Gostamos dessa atenção especial que recebemos quando o dono é o cara que serve…acho que nos sentimos mais mimados, sabe? Enfim, tudo ótimo, mas só depois que saímos do restaurante, percebemos que eles erraram o valor da conta da soma que fizeram na mão e colocaram a mais. Não tinha muito o que a gente fazer, né…foi aceitar o prejuízo (uns 5 euros, menos mal).

Lição: sempre conferir cada centavo da conta! 

Dia 4 – terça (27/01/2015)

Fizemos o checkout do hotel e quando perguntamos para a recepcionista como ir para a estação de trem, ela respondeu que era uma caminhada de 15 minutos para lá, ou seja, no dia anterior, podíamos ter só caminhado…rs. Passamos no supermercado para comprar nosso café da manhã para tomarmos no trem e depois fomos andando pelo Minnewaterpark, que possui vários cisnes. É uma delícia andar por ali.

Compramos o trem para Bruxelas na máquina e nem precisamos esperar muito por ele. Depois de 1 hora, chegamos na estação Central, onde deixamos as nossas mochilas e fomos terminar os passeios. Pegamos o metrô até a estação Merode, pois queríamos visitar o monumento Cinquantenaireque foi construído para celebrar os 50 anos da independência da Bélgica, mas não ficou pronto a tempo. Ele foi baseado no Arco do Triunfo, de Paris. Visitamos também o Musée de L’Armée (grátis), que é um museu enorme que cobre todos os aspectos militares da Bélgica. É bem interessante, mas confesso que só visitei mesmo porque o Celo quis muito. Esses homens adoram as guerras, né?

Pegamos o metrô na estação Schuman e fomos até a estação Park, porque queríamos ver o Palais Royale  e o Parc de Bruxelles, que no inverno não é tão interessante como nas outras estações (espero). Fomos andando até o Centre Belge de la Bande Dessinéeque é um museu de desenho em quadrinho, com exibições das principais criações belgas, como Tintin e Smurfs. Custou 20 euros para nós dois e eu achei caro para o que oferece. Achei que haveria mais interatividade e mais vídeos explicativos, mas boa parte do museu são painéis com os quadrinhos e informações.

De lá, fomos finalmente comer os famosos Moules Frites belgas, que é o prato mais conhecido do país, composto por mexilhões e batatas fritas. A combinação parece meio estranha, eu sei, mas acredite, é muito boa! Nós paramos para comer no restaurante Chez Leonque fica na Rue des Bouchers, porque foi indicado por uma amiga. O restaurante é super agradável, com ótimo atendimento e ótima comida. Pena que o preço não é tão em conta e estávamos com pouco tempo sobrando, porque senão comeríamos mais e mais…

Saímos um pouco em cima da hora para o aeroporto, mas no final, tudo deu certo. 🙂

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