Dia 1 – Sábado (16/04/2016)

Nosso vôo da RyanAir saiu às 11h45 de Dublin e chegou na capital dinamarquesa às 14h55 (o fuso lá é de 1 hora a mais). Pagamos apenas 109 euros ida e volta para nós 2, mas compramos as passagens com mais de 1 mês de antecedência. Descemos no terminal 2 e já sacamos as coroas dinamarquesas (DKK) em um ATM que tinha ali mesmo – o Celo leu em algum lugar que a cotação era boa (aproximadamente 1 euro – 7 coroas).

Andamos até o terminal 3, onde está a estação de trem do aeroporto, e compramos nas máquinas vermelhas da empresa DSB as passagens para a estação central da cidade (72 coroas para nós 2 –  10 euros aprox). As máquinas são super intuitivas (dá para fazer tudo em inglês) e algumas aceitam dinheiro/moedas e dão troco também. Ah, informação interessante: o aeroporto de Copenhagen já ganhou várias votações de melhor aeroporto do mundo. É TOP mesmo!

O nosso trem saiu pontualmente, mas se você perder o seu, não se desespere: tem um a cada 20 minutos e o trajeto para o centro é bem curtinho (acho que nem dá 20 minutos). O trem, como era de se esperar, é bem confortável e limpo, e as paisagens são bem bonitas também.

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Chegamos na estação central da cidade (Kobenhavn H) e já gostei do que vi. Que estação linda e funcional 🙂

Foi só sair da estação, andar 2 minutos na rua e já estávamos no nosso albergue, o Copenhagen Backpackers HostelEscolhemos ficar em um albergue, porque os preços em hoteis estavam acima do nosso orçamento (80 euros) e a maioria dos quartos tinha banheiro compartilhado. Se é para compartilhar o banheiro, melhor economizar de vez e compartilhar quarto também, né? Consegui convencer o Celo! Acabamos pagando 187 euros para as 3 noites para nós 2, sendo que ficamos em um quarto com mais 4 pessoas. Não é o melhor dos mundos, mas deu para sobreviver, principalmente porque o albergue é bem arrumadinho e ainda tem uma cabana na cama para dar mais privacidade. Um dos melhores albergues da minha vida…

Deixamos as mochilas nos lockers dentro do quarto (levamos nossos cadeados) e saímos para bater perna. Este foi o percurso que percorremos neste dia (se quiser mais detalhes, continue lendo…):

Comemos um cachorro quente típico dinamarquês bem perto do nosso albergue  e da estação por 25 DKK (3 euros, aprox). Salsicha enorme, alguns complementos e pão pequeno. Bem gostosinho…ah, este foi o preço mais barato que encontramos na cidade!

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Atravessamos a estação central e já demos de cara com o Tivoli, que é o segundo parque mais antigo do mundo. É claro que bateu uma vontade retada de entrar, mas seguimos o planejamento da viagem e deixamos a visita ao parque para o 3º dia (é só continuar lendo para saber mais).

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Seguimos para a praça onde está a prefeitura da cidade (Kobenhavns Radhus), mas só tiramos foto por fora e seguimos. (acho que tem tour lá dentro)

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Depois entramos na Strøget, que é a rua de pedestres mais longa do mundo e o centro comercial mais popular da cidade. A rua é repleta de lojas interessantes, mas é claro que a que chamou mais a nossa atenção foi a da LEGO,  que é simplesmente incrível! Se você é um adorador do brinquedo que nem a gente, entre. É de graça e você vai se surpreender com as novas criações. Vontade de comprar tudo!!!

Tentamos entrar na Igreja do Espírito Santo (Helligaandskirken)que fica nesta rua, mas infelizmente já estava fechada. Seguimos para a Torre Redonda (Rundetaarn)que é o mais antigo observatório europeu em funcionamento (desde 1642). Pagamos 50 coroas dinamarquesas (aprox 7 euros) para subí-la para apreciar a vista da cidade, que é linda! Vale a pena o exercício físico…

Seguimos para o Rosenborg Slotmas por causa da hora (acho que eram umas 19h), não deu para fazer o tour pelo castelo e visitar as joias da coroa dinamarquesa. Ficamos apenas no parque, passeando sem pressa e apreciando o castelo, que é uma graça!

Passamos pela principal praça da cidade, a Kongens Nytorvmas como ela estava em obras, não achei nada demais. Fiz questão de entrar no Hotel D’Angleterreque é o hotel mais chique da cidade, mas confesso que o saguão deixou a desejar. Além do hotel, você vai encontrar nesta praça o Royal Danish Theatre e a Royal Danish Academy of Fine Arts, e para a nossa felicidade, um McDonald’s! Normalmente a gente gosta de conhecer os restaurantes nas cidades que visitamos, mas como lemos que a culinária dinamarquesa não é nada demais e custa o olho da cara, aproveitamos para matar a saudade do McDonald’s. 🙂

Andamos depois até o Nyhavn, que é o porto com as casinhas coloridas que a maioria já deve ter visto por aí quando leu algo sobre a Dinamarca. Podíamos sentar em um dos muitos bares acolhedores, mas decidimos fazer que nem os locais e comprar cervejas e lanches em um mercadinho ali perto e sentar em um batente no chão. Estava frio, mas conseguimos aguentar bem.. Tudo para se sentir local, né?

Fomos até o Royal Danish Playhouse para ver a vista e vale a pena! Deve ser bem legal fazer um passeio de barco pela região em um dia quente…se um dia voltarmos no verão, faremos com certeza.

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Depois de muito passeio, voltamos com calma pelas ruazinhas charmosas da cidade até o bar indicado pelo nosso albergue, o Tap House. O bar é completamente minimalista na decoração, mas o que falta no ambiente é compensado na quantidade de chopps disponíveis: são mais de 60!!! Imaginem a animação de Celo… saímos de lá direto para o albergue e lanchamos algumas coisas que compramos no caminho.

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Dia 2 – Domingo (17/04/2016)

Tomamos café da manhã no albergue (55 coroas – 8 euros por pessoa) e tiramos o dia para conhecer os castelos fora de Copenhagen! Li em vários blogs que os dois principais são o Frederiksborg Slot (o maior castelo do país) e o Kronborg Slot (Hamlet), mas que como são distantes, o ideal é separar um dia para cada um. Como nós não tínhamos dois dias para visitar os 2 castelos, decidimos fazer tudo em um dia só e apesar de corrido, valeu a pena!

Compramos na estação central de trem uma passagem que dava direito a 24h de trem por diversas áreas por 260 coroas dinamarquesas (35 euros aprox) para nós 2. Conversamos antes com um senhor da empresa de trens DSB para entender a melhor (mais barata) estratégia e esta foi a dica dele. Ele inclusive nos deu a dica do Fredensborg Castle, que está entre os dois castelos e é uma graça. É considerado o Versalhes dos dinamarqueses.

Este é o mapa com os 3 castelos acima e Copenhagen:

Pegamos o trem para a cidade de Hillerod, que é a cidade onde está o Frederiksborg Slot. Como este era o castelo que mais queríamos visitar, fomos primeiro nele para garantir logo. A cidade é uma graça e o passeio pelo lago ao redor do castelo é um must see! Já dá para ir se apaixonando pelo castelo e se empolgando com o tour que está por vir (150 coroas -20 euros aprox, para nós 2).

Demos a sorte de pegar um tour guiado em inglês bem na hora que chegamos e achei ótimo, porque não conhecíamos quase nada da história da Dinamarca. A guia explicou vários detalhes em um inglês perfeito (recomendo o tour guiado!!) e um fato que me marcou é que um incêndio no século XVIII deixou o castelo praticamente todo em ruínas. “Mas porquê eles não usaram a água do lago para apagar o fogo?”, pensei. Resposta: era inverno e o lago estava congelado! Ô dó…

Depois do incêndio, apenas 3 cômodos foram reconstruídos idênticos aos originais (não vou contar quais), mas os outros também são interessantes, porque são bem decorados. O Great Hall com certeza é o cômodo mais lindo, mas a capela também é de lascar! Algumas fotos:

Passeamos pelos jardins do castelo, que ficam na parte de trás dele, e terminamos de dar a volta no lago para voltarmos para a estação de trem. Compramos um lanche na loja de conveniência 7-11 (é o que mais tem na Dinamarca) e lanchamos dentro do trem que nos levou até a cidade de Fredensborg.

Andamos uns 15 minutos até o Fredensborg Castle, tiramos umas fotos de sua frente com os soldados e entramos no parque para visitar os jardins. Acabamos dando a volta inteira no castelo, o que demorou um pouco, mas valeu a pena ver a parte de trás dele. Olha que lindo que é:

Saímos do castelo e fomos para a estação de trem, mas só lá percebemos que o trem chegaria em 40 minutos. Demos mole de não olhar o horário antes, então fica a dica aqui. O trem chegou no horário dele e nós seguimos para a cidade de Helsingor, onde está o Kronborg Slot. 

Caminhamos uns 20 minutos pela orla da cidade até chegarmos ao castelo, cuja primeira versão foi construída em 1420. Este é o castelo onde a peça Hamlet se passa e por isso, é uma das principais atrações do país. Como chegamos no final do dia, não deu para fazer a visita, mas só ele por fora já fale o passeio (eu acho).

Andamos de volta para a estação de trem, compramos uns lanches e cervejas no 7-11 (de novo!) e voltamos exaustos para o albergue.

Dia 3 – Segunda-feira (18/04/2016)

Hoje é dia de parque de diversão, bebê!!! 🙂

Tomamos café no albergue e como o parque só abria às 11h, decidimos passear um pouco pela cidade antes de entrar lá. Este foi o trajeto que fizemos até mais ou menos às 13h:

Aproveitamos que a passagem de trem comprada no dia anterior ainda estava válida e pegamos o trem até a estação Osterport. Descemos lá longe porque queríamos conhecer o Kastellet (uma das fortalezas em formato estrela mais preservadas da Europa) e claro, visitar a famosa estátua da Pequena Sereia (Little Mermaid). Eu sou apaixonada pelo desenho da Disney e só agora fui descobrir que ele é baseado em um conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Não tinha como ir a Copenhagen e não visitar a estátua, né?

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Depois seguimos para a Marmorkirken, uma igreja com uma cúpula enorme, lindíssima por fora e por dentro.

Como ela fica em frente ao Amalienborg Slot, a casa da família real dinamarquesa, e já era perto de meia dia, esperamos um pouco para ver a troca da guarda, super recomendada por vários blogs e guias. Muitos turistas se juntaram para ver a cerimônia e ela é bem interessante, porque os soldados passam na nossa frente, sem nenhuma grade para separar. Dá para ver todos os detalhes de cada um…

Depois da troca da guarda, tentamos entrar no Christiansborg Slot, só que ele estava fechado (não abre nas segundas). Acabamos indo nele no dia seguinte (RECOMENDO MUITO!!!) e seguimos direto para o Tivoli Park, o segundo parque mais antigo do mundo.

Compramos um ingresso que dava direito a acesso ilimitado aos brinquedos para o Celo (320 DKK – 43 euros aprox) e apenas a entrada do parque para mim (100 DKK – 13 euros), já que eu fiquei tonta por dias depois que fomos a Disneyland Paris. Não tem como entrar no parque sem pagar essa entrada básica! Se quiser mais detalhes dos preços, veja este link.

Entramos por volta de 13h e o parque estava bem vazio, mas pode ser porque era uma segunda-feira. Celo conseguiu ir em todos os brinquedos considerados emocionantes sem pegar praticamente nenhuma fila e achou que os melhores foram o Vertigo e o The Daemon. Acabou indo várias vezes neles enquanto eu ficava passeando pelas lojinhas e jardins do parque…

O parque é super bem cuidado e é muito fofo com a sua decoração retrô. Os funcionários são simpáticos, há boa sinalização por todos os lados e realmente várias opções de brinquedos para todas as idades. Lemos que tínhamos que ficar até o parque fechar para ver o show de luzes, fogo e fumaça (por volta das 23h), então acabamos ficando lá dentro MUITAS HORAS….quase 10. Como ele estava relativamente vazio, acho (acho não, tenho certeza!) que 10 horas foi tempo demais dentro do parque. Celo já tinha repetido vários brinquedos e já estávamos sem o que fazer, então sentamos em alguns bares e restaurantes para nos esquentar, mas o ruim é que os preços são bem carinhos….Tudo para esperar o show de luzes, fogo e fumaça, que ao meu ver, não vale a pena! Se eu soubesse, teria ido embora antes… O fod# é que não tem como não comparar com os parques da Disney, né? O show final deles é sensacional e esse acaba ficando no chulé…

Neste tempo esperando o show final do parque, jantamos no restaurante WAGAMAMA, que está dentro do terreno do Tivoli, mas que pode ser acessado por fora dele também. Comidinha boa, mas cara para o que é. Até comparamos com o Wagamama daqui de Dublin – o meu prato na Dinamarca custou 16 euros, enquanto que em Dublin custa menos de 13. Nada absurdo não, mas é caro para um Yakisoba, não?

Dia 4 – Terça-feira (19/04/2016)

Fizemos checkout no albergue, mas deixamos as nossas mochilas lá para pegarmos depois do passeio da manhã. O nosso vôo era às 15h20 e queríamos passear até umas 13h, então esse foi o percurso do dia:

O objetivo maior era conhecer Christiania, a cidade livre dentro de Copenhagen, mas conseguimos encaixar o Christiansborg Slot, que na minha opinião foi a melhor coisa do dia!

No caminho para Christiania, passamos por um prédio conhecido como Black Diamond, que é uma extensão da Royal Danish Library. Ele tem uma arquitetura moderna bem interessante e não é preciso pagar nada para entrar, então lá fomos nós. Ficamos impressionados com a organização e beleza do lugar…nem preciso falar da beleza das pessoas, né? Ô país para ter tanta gente linda!!!! 🙂

Depois de uma boa caminhada, finalmente chegamos a Christiania. Este lugar, para quem não sabe, foi criado por uns hippies e sem-tetos na década de 70. Eles invadiram uma área militar abandonada e decidiram que ali iriam criar uma sociedade livre, anarquista e não-capitalista (veja mais detalhes aqui neste link). Apesar de ler em vários blogs que o lugar é um must see, eu sinceramente não vejo motivo para isso. Achei o lugar sujo e caótico, tive a sensação de estar sendo vigiada o tempo inteiro, vi pessoas comprando drogas (maconha e haxixe são liberadas), as casas são decadentes, enfim…clima pesado, sabe? Não me senti segura e definitivamente não voltaria lá de dia e principalmente à noite. Fica a seu critério… Ah, dicas importantes: em determinadas áreas você não pode tirar foto e nem pode correr! Eles deixam placas à mostra e não acho que seja uma boa ideia desobeder.

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Saímos de lá aliviados (eu pelo menos, o Celo tava de boa) e fomos para o Christiansborg Slot. Pagamos 150 DKK por pessoa (20 euros aprox) e visitamos diversos cômodos lindíssimos do palácio, que são utilizados pela família real dinamarquesa. O cômodo que mais chamou a nossa atenção foi o Great Hall, mas cada um tem um detalhe especial e por isso, recomendo muito a visita!

Para terminar o passeio, subimos a torre do palácio de elevador (passeio gratuito) e adoramos a vista da cidade! Um bom jeito de nos despedirmos de Copenhagen.

Voltamos para o albergue para pegar nossas mochilas e fomos direto para estação de trem, onde compramos as nossas passagens e pegamos o trem para o aeroporto.

Este foi o nosso passeio pela Dinamarca! ❤

Quer saber mais algum detalhe sobre nossa ida? É só comentar aí embaixo!

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