Dia 1 – quinta-feira (27/10/2016)

Pegamos um vôo de Dublin para Zurique com a Swiss Airways e adoramos o atendimento, o lanche e os chocolates que eles nos deram. A viagem de 2h podia ser até um pouco mais longa…rs. Chegamos lá por volta das 14h30 e fomos pegar o carro alugado na empresa Dollar sem nenhum stress. Do aeroporto, seguimos direto para Lucerna, a nossa primeira parada do roteiro (veja mais detalhes neste post).

Achamos que a nossa internet da Meteor (Dublin) ia funcionar na Suíça, mas o pacote de roaming DATA EU que normalmente usamos nas nossas viagens (15 euros por 1GB) não deu certo lá. Vimos depois que a Suíça não está na lista dos países do pacote (falta de atenção no planejamento) e até pensamos em comprar o específico para o país, mas achamos melhor nos aventurarmos com as placas e com os wifis dos hoteis. Assim fizemos durante toda a viagem e não tivemos nenhum problema…ê país bem sinalizado!

Dirigimos por menos de 1 hora do aeroporto até Lucerna só seguindo as placas e quando chegamos na cidade, procuramos pelas placas de estacionamento e paramos em um bem perto do centro com muitas vagas livres (dá para ver o número de vagas nessas placas eletrônicas). Andamos por umas 2 horas e vimos o cartão postal da cidade, a Ponte da Capela, algumas igrejas, a prefeitura (só por fora), várias fontes e ruas fofas.

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Decidimos jantar em um restaurante de frente para o rio, o Zunfthausrestaurant Pfisterndepois de vermos no Starbucks (eles sempre têm wifi!) que a avaliação era boa. Pedimos uma mesa do lado de fora com uma vista linda da cidade, mas em compensação não deu para pedir um dos pratos principais do país – o raclette – pois eles só são servidos na parte de dentro do restaurante. Pedimos umas bruschettas e queijos suíços de entrada, uma cerveja local e o refrigerante gostosinho Rivella para mim (a motorista da viagem). Foi um lanche gostoso, mas depois bateu fome de novo e acabamos jantando de verdade no restaurante do nosso hotel.

Pegamos o carro e seguimos viagem para o nosso primeiro hotel da viagem, o Hotel Kaiserstuhl. Fizemos checkin, deixamos nossas malas no quarto e descemos para jantar no restaurante do hotel, com um ambiente super acolhedor. Pedimos pratos com carne e peixe e uma garrafa de vinho e tudo estava ótimo. Adoro só precisar subir as escadas para chegar no quarto. 🙂

Dia 2 – sexta-feira (28/10/2016)

Acordamos com uma vista linda bem na janela do nosso quarto e descemos animados para o café da manhã. Fiquei impressionada com a vista do restaurante e com a apresentação e variedade de itens, então eu diria que foi um dos melhores cafés da minha vida. Olha só a localização privilegiada desse hotel:

Comemos com calma, fizemos checkout e depois dirigimos por uma estrada secundária ao redor do lago Lungerersee. Apesar de estreitas, lamacentas e às vezes sem saída, achei que valeu a pena nos arriscar por essas estradinhas para ver de perto as florestas no meio do outono e as vistas das vilas e do lago e ouvir as vacas com seus sinos enormes barulhentos….rs.

Depois de algum tempo, pegamos a estrada principal e seguimos as placas até o nosso segundo hotel da viagem, o BrienzerseeEle fica bem perto da cidade de Interlaken, em uma vila chamada Ringgenberg, e a vista que ele tem do lago com mesmo nome é “de lascar”, como dizem meus conterrâneos baianos.

Nós fizemos o checkin, subimos para deixar nossas malas no quarto e apesar de termos escolhido o quarto mais barato do hotel, babamos com a vista da janela para a montanha. Se você quiser pagar um pouquinho mais, vai ter direito a vista do lago super azul, então eu acho que nenhuma das duas opções é um mal negócio, hein…

Conversamos bastante com a dona do hotel, uma senhorinha muito esperta e ativa, e pegamos algumas dicas ótimas de lugares para visitar na região com o carro que alugamos. Li em vários blogs e alguns amigos falaram muito bem do passeio para o Jungfrau, um dos picos mais famosos do país, mas como só dá para subir até seu topo de trem e a passagem ida e volta era cerca de 200 euros por pessoa, nós achamos melhor deixar esse passeio para uma outra viagem pela Suíça, quando rodaremos de trem com o Swiss Pass e compraremos também o Half Fare Card (se tiver dúvidas, é só me perguntar que explico melhor). Desta vez, nós aproveitamos para ir em lugares que só rolam de carro mesmo e vamos falar já sobre eles…

Saímos do hotel com o mapa que a senhorinha nos deu e seguindo a ótima sinalização das estradas, fomos para um lugar chamado SchilthornAntes de falar sobre esse lugar espetacular, queria fazer uma pause e colocar umas fotos das estradas: 

Essa montanha tem quase 3 mil metros de altura e um teleférico que faz várias paradas ao longo dela, sendo a mais alta no seu topo em Piz Gloria, a 2970 metros de altura. A segunda parada mais alta é em Birg, a 2677 metros de altura, e foi nessa que paramos porque achamos que a diferença de preço não compensava (o nosso trajeto custou 65 francos e o trajeto mais alto custaria 120 francos – o preço é por pessoa). O visual de dentro do teleférico já é incrível, mas estar lá em cima em uma plataforma de vidro sem nada ao seu redor é realmente IMPRESSIONANTE. Que lugar lindo!!!

Subindo…

Lá em cima:

Ficamos horas apreciando o visual, horas mesmo. Bateu uma fominha e comemos hot dogs suíços com cervejas e refrigerantes locais (Celo e eu, respectivamente). Achei os preços bem em conta considerando que estávamos em uma puta – desculpe o linguajar – atração turística nos alpes suíços. Andamos por uma plataforma ao redor da montanha, brincamos na neve na parte de trás do restaurante e quando foi a hora do último teleférico descer, descemos.

Paramos na volta na estação de Murren, uma vila muito, muito fofa, e passeamos sem pressa pela rua principal, mas todas as lojas já estavam fechadas por causa da hora. Foi legal para tirar fotos e curtir o clima de interior, mas acho que se pudesse voltar ao tempo, pararia antes lá e depois de meia hora subiria até Birg. Fica a dica.

Pegamos o carro no estacionamento (pagamos 7 francos pelas horas que ficamos lá) e seguimos para o restaurante indicado pela dona do nosso hotel, o Laterne. Este a gente colocou no GPS aproveitando o wifi da atração turística….rs. O restaurante tem um clima e decoração acolhedores, mas a garçonete que nos atendeu não era muito simpática não. Pedimos um tradicional fondue com uma variedade boa de queijos suíços, batatas rosties, e vinho local para acompanhar. Tudo estava uma delícia e saiu por 80 francos aprox. É carinho mesmo…

Dia 3 – sábado (29/10/2016)

Meu aniversário, gente… Que dia especial! ❤

Acordei ao lado do meu bemzinho, ganhei surpresas lindas e desci animada para o café da manhã. Esse hotel também não ficou mal no quesito variedade de itens e vista, mas eu diria que o ambiente não é tão acolhedor quanto o hotel anterior, sabe? Acho que como ele tem um ar um pouco moderno, acaba parecendo um hotel normal, não sei… O que importa é que deu para comer alguns croissants com geléias e queijos locais, beber um leite absurdamente fresco e saboroso e finalizar super bem com bolinhos caseiros deliciosos.

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Pegamos o carro e fomos para a segunda atração indicada pela dona do nosso hotel, o Niederhorn, passando por uma estrada lindíssima…impossível não parar no meio do caminho para tirar fotos.

Lá perto da atração, pedimos algumas informações e paramos o carro em um estacionamento com direito a ônibus na ida e na volta para o lugar de onde saem os teleféricos (3 francos para 6 horas). Pagamos cerca de 30 francos por pessoa para subir até o topo da montanha e a vista também é sensacional. Vimos algumas pessoas fazendo de tudo lá em cima: saltando de parapente, fazendo caminhadas que levam horas, deitadas curtindo o visual (estamos nesse grupo) e lanchando em um restaurante com preços justos também. Nós acabamos almoçando por lá…

Descemos com o teleférico depois de algumas horas de relaxamento, pegamos o carro e fomos direto para o hotel, já que queríamos ir para o centrinho de Interlaken de trem para jantar e brindar em alto estilo. Apesar de o hotel não ficar em Interlaken e sim em Ringgenberg, a dona do hotel nos deu um cartão que dá direito a trens imilitados de graça (!!!) para lá. Pegamos o trem ultra mega confortável e em 5 minutos estávamos em Interlaken (a viagem podia até demorar um pouquinho mais…rs). Andamos pela rua principal, mas a maioria das lojas estavam fechadas por causa da hora. Algumas ainda estavam abertas, mas estavam lotadas de orientais comprando principalmente joias e relógios, então passamos baitidos e fomos em busca de restaurantes aconchegantes  com preços justos.

Escolhemos o Ristorante Mercato, um italiano que estava vazio quando entramos, mas que depois ficou lotado de suíços (ou gringos que falam alemão tb). Pizzas e vinho gostosos por preços não escandalosos (50 francos tudo). Foi assim que fechamos com chave de ouro o meu dia! ❤

Dia 4 – domingo (30/10/2016)

Tomamos café da manhã, fizemos o checkout e partimos para a capital do país, Berna, que fica a menos de uma hora de Interlaken (já adianto que Berna é a cidade mais fofa que eu vi em toda a viagem!). Seguimos as placas com as vagas disponíveis, paramos o carro no estacionamento Casino e de lá fizemos tudo a pé. Entramos na catedral gótica Das Berner Münster (não pode tirar foto lá dentro), andamos pelas ruas cobertascruzamos algumas pontes para ver vistas lindas da cidade, vimos várias fontes folclóricas (acho que são 100 no total), a torre do relógio (Zytglogge), e também o Barengraben (parque dos ursos, mas não vimos nenhum).

Fizemos tudo com bastante calma e decidimos parar para almoçar na Altes Tramdepot, uma cervejaria bem transadinha e recomendada que tem uma vista linda da cidade e do rio. Recomendo demais!

No final do dia, pegamos o carro no estacionamento (7 francos o total) e dirigimos até o Mövenpick Hotel Egerkingen, que fica entre Berna e Zurique, o nosso próximo destino. O hotel é bem grande e confortável, tem vários restaurantes no seu térreo, mas nós optamos por lanchar sanduíches do Subway já que estávamos sem fome e queríamos economizar também. Comemos no conforto do nosso quarto, sem precisar pagar 10% de gorjeta. 🙂

Dia 5 – segunda (31/10/2016)

Não tomamos café da manhã no hotel (era bem carinho), mas comemos uns lanchinhos que tínhamos para começar o dia. Dirigimos até o nosso hotel em Zurique, o Ibis Budget Zurich Airportque como vocês podem ver pelo nome, fica bem perto do aeroporto e é IBIS, ou seja, bom, básico e barato.

Fizemos o checkin, deixamos as malas no quarto e seguimos de carro até o aeroporto, passando em um posto de gasolina perto para encher o tanque (pagamos 40 francos para todo esse trajeto que contei no post). Devolvemos o carro e dentro do aeroporto, perto da estação do trem, compramos um passe de transporte ilimitado por 24h para circularmos durante o dia e no dia seguinte do hotel para o aeroporto (a mulher do hotel fez as contas e disse que valia a pena).

Pegamos um trem bem confortável no aeroporto e em vinte minutos estávamos no centro da cidade, de cara para a rua principal e mais elegante da cidade, a Bahnhofstrasse. Dizem que embaixo dela há cofres enormes repletos de ouro e prata, mas não sei se é verdade. Fato é que ela tem muitas lojas chiques e normais também e há bondes, ônibus e carros circulando juntos com as pessoas.

Entramos em uma ruela charmosa para vermos a St Peters Kirche, que é uma gracinha por dentro e por fora, e depois entramos na Fraumunster (5 francos por pessoa, no photos), que é famosa pelos vitrais de Chagall.

Cruzamos a ponte e fomos almoçar no Sternen Grill, um restaurante de salsichas que é bem famosinho e recomendado até pelos locais. Comemos a especialidade da casa – Kalbsbratwurst mit gold burli (linguiça de vitela com pão) -, pedimos umas cervejas e tomamos um susto quando o garçom disse que não podíamos pagar com cartão, only cash. Por sorte, tínhamos o valor exato do almoço. Deus é grande e proteje os viajantes! 🙂

Passeamos por aquele lado da cidade e depois cruzamos a ponte para pegar novamente a Bahnhofstrasse. 

Fizemos questão de entrar na loja de chocolates mais famosa da cidade, a Spruengli. Quanta variedade deliciosa!!! Compraria muito mais do que eu comprei, se não fossem os preços…vale a pena dar uma passadinha lá.

 Pensamos em jantar em um restaurante legal para fechar a viagem com chave de ouro, mas com os preços que vimos e com a nossa preguiça, preferimos passar no Mc Donald’s  e comprar alguns burgers para comer novamente no quarto do hotel. Pegamos o bonde 10 para voltar para o hotel e no dia seguinte o mesmo para ir do hotel para o aeroporto pela manhã. Super pontuais, frequentes e confortáveis, como já era de se esperar…

É isso! Acho que contei muitos detalhes da nossa viagem aqui, né? Se quiser ler o post resumido da viagem, clique neste link.

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