4 dias em Estocolmo com as crianças

Fechamos a nossa viagem para a capital sueca em janeiro deste ano, quando descobrimos que o Jordan Peterson, psicólogo canadense que adoramos, ia fazer uma palestra lá no dia 5 de junho. Ele na verdade faria um tour pela Europa toda, então tratei de procurar uma cidade desconhecida por nós e Estocolmo foi a escolhida. Matamos dois coelhos com uma só cajadada e como as crianças são bem pequenas e ainda não podem ficar com os avós, levamos as 2 junto! 🙂

Hospedagem

Para minha surpresa, os preços dos hoteis estavam surrealmente caros mesmo com 5 meses de antecedência. Não sei se porque houve uma Maratona e um evento da ONU neste mesmo final de semana (descobrimos isso depois), mas fato é que não deu para ficar no centrinho de Estocolmo como eu queria. Acabei escolhendo no Booking um estúdio bem avaliado no subúrbio, o ApartDirect Solna (nota 8.3) e apesar de termos que sempre pegar transporte público para as atrações, gostei bastante.

Ele era bem pequeno, clean e otimizado, mas o melhor de tudo é que ficava ao lado de um parque enorme que tinha um playground excelente para as crianças, que tinha até uma piscina!!! Caiu como uma luva para nós que fomos nossos filhotes de 4 e 1 anos, mas foi uma pena ter descoberto isso apenas no penúltimo dia. Fica a dica caso você vá com crianças e se hospede lá também.

Atrações

Depois com as passagens compradas e apê reservado, comecei a procurar o que fazer na cidade e fiquei espantada com a quantidade de atrações interessantes para famílias. São museus, parque de diversão, zoológicos, piscinas, palácios, parquinhos…coisa que não acaba mais. Este site oficial da cidade é bem completo e serviu de base para montarmos o roteiro. Nós fizemos uma lista do que queríamos ver e depois colocamos em um mapa as atrações, nosso apê, local da palestra, estações bonitas de trem/metrô e o aeroporto só para nos localizarmos melhor. Como deu pra perceber pelo mapa que a geografia da cidade é confusa com muitas ilhas, achei que ver tudo no mapa antes ajudou bastante a gente na hora de circular por lá.

Ficou assim o mapa, olha:

Abaixo está a lista de tudo que queríamos visitar e o que realmente vimos:

  1. Drottningholm Palace – Sim!
  2. The Royal Palace – só por fora
  3. Storkyrkan (catedral) – Sim, maravilhosa por dentro!
  4. Stortorget (prédios coloridos)– Sim!
  5. Vasa Museum – Sim, achei incrível!
  6. Stockholm City Hall – Sim!
  7. Junibacken – Sim, apenas a livraria que é a maior infantil do país.
  8. Gröna Lund (parque de diversão) – Não
  9. Skansen (museu aberto, zoo) – Não
  10. Monteliusvägen (promenade com vista bonita) – Não
Recomendadas para crianças

As atrações 7, 8 e 9 são as mais recomendadas para quem vai com crianças, mas como a Juju era bem pequena ainda (quase 13 meses), nem forcei muito a barra para visitá-las. O Grona Lund era o que eu mais queria visitar, mas ao mesmo tempo estava apreensiva em ter que ficar com a Ju esperando o Celo ir com o Paddy – ou vice versa – nos poucos brinquedos permitidos pro tamanho dele, e acabaríamos não curtindo tanto como família. Fora que para o dia que queríamos ir, pagaríamos cerca de 140 euros, o que achei bem salgado. Ainda assim, saímos de Portugal super empolgados falando sobre as montanhas russas suecas… O que realmente fez a gente desistir de ir foi o nosso baixinho falando que não queria ir de jeito nenhum.

Não sei se deu medo ou se ele estava cansado, mas acabamos cancelando e indo no parquinho ao lado da nossa casa e nunca vi o menino tão feliz! HAHAHA …e o melhor, for free. O Skansen nós queríamos ir mas deixamos para o final do dia e eu e Celo acabamos ficando cansados porque tínhamos andado o dia inteiro, então deixamos para lá. Já o Junibacken, o Celo achou que não fazia muito sentido porque era um passeio interessante para quem conhecia a personagem Pippi Meialonga, o que não é o nosso caso, então passamos rapidamente só para eu visitar a maior livraria infantil do país. No final das contas, acabamos fazendo um roteiro mais para nós do que para eles, mas adianto que todos ficaram felizes, que é o que importa : )

Agora vamos aos detalhes do nosso roteiro!

Dia 1 – Quinta -feira (02/06/2022)

Saímos de Cascais por volta das 10h porque nosso vôo de Lisboa para Estocolmo era às 12h50. Graças às filas de fast track por causa das crianças, fizemos checkin e passamos pela segurança rapidinho, e conseguimos almoçar no McDonalds a tempo do nosso embarque. Juba comeu comida de potinho Nestlé, claro. Santos potinhos!

O vôo para Estocolmo durou cerca de 4h e a primeira metade dele foi perrengue, porque a pequena queria andar o tempo inteiro ou então puxar o cabelo da senhora sentada na nossa frente…rs Quando ela decidiu finalmente dormir mamando, o voo ficou tranquilo e pudemos descansar também, já que Paddy dormiu praticamente o tempo inteiro.

Indo para o apartamento

Chegamos por volta das 18h na Suécia com nossas 3 malas de mão e carrinho, e fomos a procura dos tickets do Arlanda Express, o trem que vai direto do aeroporto até o centro da cidade. Vimos no Google Maps que o jeito mais fácil de chegarmos até o nosso apartamento era pegarmos esse trem até o centro e de lá pegarmos o metrô, então lá fomos nós. Compramos os tickets nas máquinas do aeroporto e pagamos cerca de 40 euros para apenas um trecho para nós 2 (crianças não pagam), porque havia um aviso dizendo que o trem não funcionaria nos dias 5 e 6 de junho, exatamente quando precisaríamos voltar.

O trem sai do aeroporto a cada 15 minutos e rapidinho estávamos dentro dele super animados. Achei-o bem confortável, silencioso e vazio, exatamente o que eu esperava dele…rs. As crianças adoraram o passeio!

Momento tenso…

Chegamos na estação central e este foi o momento mais caótico da viagem. Não sabíamos direito para onde ir porque as placas estavam em sueco, havia muita gente para todos os lados, tínhamos que circular de elevador porque estávamos com carrinho (e todos sempre estavam cheios) e as crianças estavam inquietas também, talvez sentindo a nossa tensão. Acabamos achando um mercado dentro da estação e fizemos uma pausa na busca do metrô para comprarmos o básico para o início da nossa estadia. Uma vez abastecidos e mais calmos, seguimos para o metrô e pouco tempo depois, estávamos descendo na nossa estação fofinha, a Solna Centrum. Olha só que graça:

Andamos por uns 10 minutos até o nosso apartamento e quando entramos, bateu aquele alívio delicioso de “chegamos!”, sabe? Muito bom. Achamos o apê, ou melhor, estúdio, super fofo e funcional. Descobrimos que o sofá-cama era daquele tipo que o colchão de casal fica escondido, e decidimos tirá-lo e deixá-lo no chão para não haver quedas durante o sono do Paddy. Foi a melhor decisão que tomamos no dia (hahaha) porque aquele colchão no chão virou um parquinho para as crianças, que brincavam loucamente com os brinquedos que o Paddy levou na malinha Trunki dele. Conseguimos organizar as coisas e fazer o jantar em paz, enquanto as crias gastavam energia. Perfect! Jantamos, tomamos nossos banhos e dormimos como pedras, super empolgados para o dia seguinte.

Dica importante!

Praticamente não usamos dinheiro na cidade. Para pagar as passagens de metrô e ônibus, só foi preciso aproximar nossos cartões de crédito nas máquinas, e todos os restaurantes, atrações e lojas também aceitavam. Nem precisa se preocupada com levar coroas suecas…

Dia 2 – Sexta – feira (03/06/2022)

Acordamos com a claridade entrando no apartamento e ficamos putos da vida com as cortinas blackout que foram insuficientes para todas as janelas. Já deixei esse feedback pros caras, by the way. Aproveitamos para tomar um café da manhã generoso com calma e nos arrumamos para sair e passar o dia inteiro fora. Quanta empolgação para explorar com os pequenos!

Decidimos começar o nosso tour pela Suécia pelo Palácio Drottningholm, que é a residência oficial da família real sueca. Ele foi o primeiro lugar do país a ser classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1991, e fica nos arredores da capital, em uma ilha chamada Lovon. Segundo o nosso querido Google Maps, o palácio ficava a quase 50 minutos do nosso apartamento indo com o ônibus 176 ou 177, então lá fomos nós para o ponto indicado. Em menos de 10 minutos, o 177 parou e subimos a bordo. O motorista nos avisou que por estarmos com carrinho de bebê, 1 adulto andaria de graça, mas o outro teria que pagar a passagem. Isso não acontece no trem ou no metrô, então se você quiser economizar e estiver com carrinho, já sabe, pegue ônibus!

A viagem foi super tranquila, com nenhum trânsito e com o  ônibus boa parte do tempo vazio. Deu para ver que encheu quando chegamos na estação de Brommaplan, que é também onde tem baldeação para o trem. Quando estava chegando na nossa parada, já conseguimos avistar o Palácio e ficamos super empolgados.

Palácio Drottningholm

Descemos e andamos em direção ao palácio pelo caminho do lado da água e foi a diversão do Paddy jogar pedrinhas lá. Mais alguém aí tem filhos loucos por jogar pedras em qualquer poça de água? 🙂

Fomos direto para o jardim, que é enorme e estava infelizmente em manutenção, mas deu pra imaginar como ele deve ficar lindo quando está pronto. Depois estacionamos o nosso carrinho na base da escada e seguimos a pé para o tour do palácio. Subimos as escadas lindíssimas e demos de cara com a bilheteria. Pagamos quase 30 euros para mim e para o Celo (crianças de graça) e achei bem bacana que eles deram uma atividade infantil de caça de imagens de animais para fazermos durante o passeio. Estávamos praticamente sozinhos no palácio, então deu para apreciar as salas com certa tranquilidade, considerando que estávamos com crianças super pequenas. Achei as salas lindíssimas, principalmente a biblioteca, e se não estivéssemos tão cansados de segurar a Juju para não cair enquanto andava, teríamos visitado também o Pavilhão Chinês e o Teatro. 

Almoçando no Palácio

Quando acabamos o tour, só queríamos sentar em algum lugar para comer e descansar, então lá fomos nós para o Karamellan Café & Restaurang vid Drottningholm. Aproveitamos que estava sol e sentamos do lado de fora com as crianças, que ficaram loucas com a quantidade de pássaros à procura de restos de comida. Pedimos as famosas almôndegas suecas, que vieram acompanhadas de batata e um molho doce de lingonberry, bebemos umas cervejas, e deixamos  o tempo passar enquanto o Paddy se esbaldava no jardim. A ideia era pegar o barco da empresa Stromma que faz um trajeto de 1 hora até o centro de Estocolmo, mas descobrimos lá na hora que ele só funcionaria no sábado e domingo, e era sexta-feira. Tenha atenção a este detalhe caso queira pegar o barco!

Depois desse balde de água fria, decidimos pegar o ônibus até Brommaplan e de lá pegarmos um trem até a estação central. Foi um trajeto com certeza mais sem graça, mas que foi perfeito porque as crianças capotaram no carrinho e sling e nós aproveitamos para andar muitooooo e curtir a cidade a “sós”. Saímos da estação central e fomos em direção às atraçöes de adultos da nossa lista acima. Atravessamos a ponte apenas para pedestres e passamos por dentro do prédio do Parlamento Sueco, o Riksdagshuset, super grandioso. 

Conhecendo a Old Town

Atravessamos outra ponte e chegamos até a ilha Gamla Stan, old town em sueco, que é considerada um dos mais bem preservados centros medievais da Europa. Andamos com calma pelas ruas, com algumas ladeiras para nossa surpresa, vimos por fora o Palácio Real (Kungliga slottet) e o Museu no Prêmio Nobel e tiramos aquelas fotos clássicas com os famosos prédios coloridos atrás.

A única atração que fizemos questão de visitar foi a Catedral da cidade, a Storkyrkan, mas para isso tivemos que nos revezar para manter o Paddy dormindo no carrinho do lado de fora. Celo entrou primeiro (custou 8 euros aprox) e saiu encantado, daí  eu entrei logo em seguida super empolgada. A igreja por fora estava em obra, mas pode dentro é linda demais, com as paredes e colunas de tijolo e tetos abobadados que impressionam. Lá existem vários pontos de interesse destacados no papel da visita, entre eles a famosa escultura medieval de madeira de São Jorge e o dragão, que simboliza a vitória da Suécia sobre a Dinamarca, e a pintura mais antiga de Estocolmo, Vädersolstavlan, que representa um fenômeno astronômico peculiar da Idade Média. Algumas fotos:

As crianças acordaram e começamos a nossa jornada de volta ao apartamento. Decidimos voltar por outra ponte, dessa vez que passava carros também, e vimos um navio americano de desembarque anfíbio atracado bem perto e o Celo foi a loucura (ele gosta muito de assuntos militares). Depois de alguma pesquisa, descobrimos que estava havendo um evento da ONU na cidade e tudo ficou mais interessante…rs

Kungsträdgården

Atravessamos a ponte e demos de cara com uma linda praça, a Kungsträdgården, onde compramos hot dogs para acalmar a fome. Pegamos o metrô na estação de mesmo nome até a nossa estação e quando chegamos em Solna, fomos ao shopping Solna Centrum comprar comida no Lidl. Celo foi e eu fiquei com as crianças em um playground indoor bem bonitinho por sinal, que fechou pontualmente às 18h. 

Voltamos exaustos para casa, jantamos, tomamos banho e cama! (agora escrevendo eu consigo entender melhor o pq da nossa exaustão extrema rs)

Dia 3 – Sábado (04/06/2022)

Dia de visitarmos as atrações infantis!

Tomamos um café da manhã reforçado e fomos em direção a ilha Djurgården, onde estão o Skansen, o Museu Vasa, o Junibacken, o Grona Lund, entre outras atrações. Pegamos nosso metrô de sempre e descemos na estação Kungsträdgården, porque queríamos explorar mais aquela região e precisávamos comprar mais potinhos de comida para a Ju, já que não encontramos nada do Lidl. Penamos um pouco para achar um mercado, mas finalmente encontramos um dentro da estação de Östermalmstorg, e fizemos a festa para a Ju. Que alívio que deu!

Seguimos andando pelos quarteirões da região e naquele momento, me vi cativada por Estocolmo. Que cidade linda e agradável de passear! Nos dias anteriores, só tínhamos andado pelos subúrbios e pela old town, né, mas nesse dia andamos por ali e me encantei com os prédios e ruas charmosas. Olha só isso: 

Para nossa surpresa, os 2 desmaiaram juntos no carrinho (Ju na cadeirinha e Paddy no cesto embaixo, ele que pediu…rs) e pudemos de novo curtir a cidade sem nos preocuparmos com os pirralhos. Decidimos andar vendo o mar e cruzamos a pista da maratona com muitas pessoas na expectativa pelos corredores. Que vibe boa! O dia estava ensolarado, as pessoas estavam animadas e nós também. Passamos perto de alguns yatchs e logo depois vimos alguns restaurantes em barcos e decidimos entrar em um que parecia super cool, o Angbatsbryggan.

Almoçando em um restaurante – barco

Vimos preços não muito absurdos no cardápio do lado de fora e entramos felizes com a esperança das crianças continuarem dormindo. E não é que dormiram? 🙂

Pedimos croquetes, ostras e cervejas (a minha sem álcool, já que tô amamentando ainda) e ficamos curtindo o ambiente sem pressa. Aprendemos a lição no dia anterior de descansar enquanto os pequenos descansam também. Depois de mais de 1 hora ali, a Ju acordou e demos o almoço dela. Quando ela começou a querer andar e explorar, achamos melhor sair do barco e ir para terra firme.

Voltamos para o calçadão deles e os corredores já estavam passando por ali e havia muita gente vibrando por eles. A Ju adorou e eu também, claro. Sempre me emociono nesses eventos, sei lá pq….

Seguimos andando com os atletas correndo do nosso lado até a ponte que dá na ilha das atrações infantis. Foi uma boa caminhada e para nosso espanto, Paddy seguiu dormindo.

Explorando a ilha Djurgården

Quando chegamos na ilha, viramos logo à direita em direção ao Junibacken e Museu Vasa, e nos deparamos com uma exposição militar ao ar livre, para alegria do Celo. Nem preciso dizer que o cidadão quis explorar né…

Fiquei com a Ju andando por perto, enquanto o Paddy dormia no cesto, e quando ele terminou de ver tudo, fomos até o Junibacken porque eu queria conhecer a maior livraria infantil sueca. Entrei com a Ju e fiquei encantada com o que vi. Tantos livros com capas lindas, brinquedos inteligentes, souvenirs interessantes…queria comprar tudo! Uma perdição aquele lugar. Acabei comprando uma caixinha de música para a filhota da Pippi Meialonga e só…rs.

O tão esperado Museu Vasa

Paddy acordou e fomos até o Museu Vasa, onde está exposto um navio de guerra sueco, do início do século 17, que afundou em sua primeira viagem e foi recuperado depois de 333 anos debaixo de água. Pagamos cerca de 35 euros para nós 2 (kids are free) e assim que entramos no museu, ficamos chocados com o tamanho e com a perfeição do navio. Li em algum lugar que 98% do que vemos dele é original, então realmente é de ficar de queixo caído. Andamos por todo o andar principal e depois pegamos os elevadores para explorar os outros andares com exposições, paineis, etc. O museu é bem escuro e acho que isso deu aflição no Paddy, porque rapidinho ele queria sair dali e a gente teve que correr mais do que gostaríamos. Não dá para ter tudo na vida, né…

Saímos e vimos um quiosque de comida, porque sabíamos que ele estava com fome, mas a fila estava demorando tanto para andar, que acabamos desistindo e seguimos andando até um outro restaurante que o Google Maps nos indicou.

Pausa para almoço

Passamos por dentro de um cemitério para cortar caminho e depois seguimos andando até que achamos um lugar bem agradável chamado Villa Godthem, que cobrava quase 20 euros por um hamburguer. Minha vontade era procurar um lugar mais barato, mas estávamos exaustos e com fome e o ambiente do restaurante era bem maneiro, então decidimos ficar. Pedimos burgers e almôndegas e curtimos o sol e a tranquilidade do lugar sem pressa.

A ideia era sairmos dali e irmos para o Skansen, mas demoramos tanto que depois ficou apertado para irmos. Voltamos com toda a calma do mundo por um caminho no parque que beirava a água e Paddy se divertiu demais jogando pedras e mais pedras no mar. O que importa é ele se divertir, né?

Andamos até a estação de metrô mais perto e fomos para casa jantar, tomar banho e chapar na cama. Um dia delicioso e menos exaustivo, com certeza!

Dia 4 – Domingo (05/06/2022)

Dia da tão aguardada palestra do Jordan Peterson! 🙂

Como a palestra era 19h30 e ficamos hospedados do outro lado da cidade, sabíamos que o Celo teria que sair cedo do apê e que, portanto, teríamos que ter um dia curto para não atrapalhar o plano principal.

Parque pago ou grátis?

Começamos o dia cedo com a ideia de irmos para o Grona Lund, parque de diversão super badalado de Estocolmo, mas o Paddy acordou dizendo que não queria ir de jeito nenhum nas montanhas russas, brinquedos, etc. Estava com péssimo humor e na hora decidimos que não iríamos mais para ele ficar mais tranquilo. Saímos do apê meio desanimados com esse balde de água fria e começamos a andar pelo parque do lado do apê com o objetivo de encontrar um parquinho para ele ficar mais animado. Achamos um playground muito maneiro com vários brinquedos diferentes e até uma piscina! Ele ficou praticamente o tempo inteiro brincando em um barco, mas vi algumas crianças se esbaldando na piscina porque estava um sol delicioso. Se eu tivesse levado roupa de banho para ele, até mostraria para ele, mas fiquei quieta…rs.

Ficamos um bom tempo no parquinho e depois pegamos o metrô para conhecer o prédio do City Hall, uma das silhuetas mais famosas da cidade. O caminho até lá foi bem interessante, olha:

Sobre o City Hall

Todo ano no dia 10 de dezembro, acontece o jantar e o baile do Prêmio Nobel no Blue Hall e Golden Hall, respectivamente, e ambas salas podem ser visitadas no tour guiado, que eu fiz questão de fazer quando vi que a Ju adormeceu no carrinho. Pagamos cerca de 13 euros por adulto e entramos no horário indicado, começando primeiro pelo Blue Hall, um espaço impressionante que nada tem de azul…rs. Para nossa sorte, Paddy achou toda aquela explicação muito chata e decidiu se juntar à irmã e dormir no cesto do carrinho, deixando a gente aproveitar em paz toda a visita de quase 1 hora. (Obrigada, senhor!!!) 

Passamos por algumas salas, inclusive onde os políticos se reúnem uma vez por mês para decidir questões de segurança, e o guia fez questão de falar sobre vários aspectos políticos interessantes do país. No final, entramos no Golden Hall, que é uma sala composta por cerca de 18 milhões de pedacinhos de mosaico e tem uns desenhos horríveis, na minha humilde opinião, mas é bem legal ouvir a história dos detalhes. 

Saímos de lá felizes de termos conseguido ver com calma o prédio por dentro e seguimos andando com os 2 dormindo no carrinho até a ilha de Riddarholmen, de onde temos uma vista bem bonita do prédio da prefeitura. 

Na ilha de Riddarholmen

Em seguida, entramos na Riddarholmskyrkan, onde estão os restos mortais de todos os reis suecos, mas não quisemos pagar para visitá-la por completo. Tirei apenas uma foto para mostrar para o Celo, que ficou do lado de fora com as crianças.

A fome apertou e começamos a procurar um restaurante com boa avaliação e bons preços e achamos uma hamburgueria super cool, a Barrel’s Burgers & Beers, que tinha acabado de liberar uma mesa do lado de fora. Pareceu “meant to be”! Sentamos do lado de fora com as crianças ainda dormindo no carrinho, fizemos os pedidos e ficamos curtindo a atmosfera vibrante da rua apenas para pedestres. Aos poucos os pequenos foram acordando e comemos nossos burgers maravilhosos enquanto agradecíamos silenciosamente por toda aquela experiência com os filhotes. Que benção!

Acabamos as comidinhas e partimos para a sorveteria ao lado, a Stikki Nikki, para terminar de meter o pé na jaca. Paddy ganhou uma bolinha de chocolate e ficou nas nuvens! Passeamos pelas ruas da old town e fomos a pé até a estação central para voltarmos para casa. Entrei em duas lojas maravilhosas, a Lagerhaus e a Normal, bem perto da estação central, e se não estivesse me tornando minimalista (bem devagarzinho…) e tivesse espaço nas malas, eu teria me perdido nelas. Recomendo a visita!

Demos uma caminhada pelo parque e quando chegamos no apê, adiantamos os banhos das crianças para o Celo sair sossegado para ver o nosso querido guru. Depois eu e elas brincamos, arrumamos (e desarrumamos) as malas, jantamos e perto das 22h os pirralhinhos decidiram que era hora de dormir…rs. Descanso merecido pra mamãe!

Celo voltou com um sorriso largo e muitas histórias da palestra, que foi sucesso absoluto. Ahhh, um dia eu verei ao vivo também! 🙂

Segunda-feira (06/06/2022) – Saindo do apartamento para o aeroporto

Acordamos, comemos tudo o que tínhamos de café da manhã, arrumamos nossas coisas e nos preparamos para sair para pegar 2 ônibus até o aeroporto, já que tínhamos lido que os trens não iriam funcionar nos dias 5 e 6. Nos enrolamos um pouco e saímos correndo para pegar o ônibus recomendado pelo Google Maps, mas não chegamos a tempo. Que nervoso que deu… tenho pavor de chegar atrasada no aeroporto.

Ônibus para o aeroporto…

Uns 15 minutos depois pegamos outro ônibus e descemos em um lugar perto do ponto do Flygbussarna, um ônibus que faz o trajeto direto do centro até o aeroporto. Vimos uma fila e bateu mais nervoso ainda. Não conseguimos entrar no primeiro bus, mas no segundo entramos. Felizmente, em menos de 40 minutos já estávamos no aeroporto. 

Tivemos uma surpresa desagradável no aeroporto quando pegamos uma fila enorme para passarmos pela segurança e não vimos nenhuma opção de fast track por causa das crianças. A Ju estava no sling e o Paddy no carrinho e assim ficaram por 1 hora até passarmos pelo raio-x. Tudo estava caótico, mas mesmo assim as crianças conseguiram dormir e nós ficamos mais tranquilos. 

Passamos pela segurança, compramos sanduíches em uma loja de conveniência e fomos correndo para o portão. Já estavam embarcando e deixamos para 

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