Roteiro detalhado pela Bretanha, Normandia e Parc Asterix

Índice

Já contei o resumo desta viagem em Abril de 2026 neste post aqui 10 dias na Bretanha, Normandia e no Parc Asterix, mas se você quiser saber todos os detalhes dela, está no lugar certo! Nós passamos 10 dias rodando de carro com as crianças por esses lugares e neste post vou contar o que fizemos cada dia. Colocamos de tudo nesse roteiro: parque de diversão, museus da Segunda Guerra Mundial, vilas medievais, falésias brancas, cidades muradas, praias da Batalha de Normandia, vilas pesqueiras, fortalezas e até castelos emblemáticos. Se prepare para ver de tudo!

Mapa do Roteiro

Aqui vai o mapa com os 4 apartamentos que ficamos em vermelho e paradas feitas em azul:

Roteiro Resumido

Roteiro Detalhado

Dia 1 – quinta-feira (02/04/2026)

Pegamos o vôo da empresa Easyjet por volta das 12h em Lisboa e chegamos com Nantes umas 16h, porque tivemos algum atraso. No aeroporto pegamos um Uber até a empresa Sixt fora do aeroporto, porque calculamos que era mais barato do que alugar dentro do aeroporto. Pegamos o carro alugado e seguimos para o nosso primeiro apartamento em Saint-Meloir-des-Ondes, bem perto de Saint-Malo e Cancale, na Bretanha.

Como as crianças dormiram no carro, achamos melhor parar logo em um supermercado e eu desci comprar o que precisaríamos para os próximos dias enquanto o Celo ficou com eles no carro. Seguimos depois para o apartamento Émeraude Lumineux T3 au cœur du village, à 5 min des plages e adoramos a vila onde ele está. Olha que fofa:

O apartamento era muito aconchegante, como mostrava as fotos do Booking, então ficamos bem felizes com a escolha. Descansamos um pouco, ligamos para um restaurante com boa avaliação perto e felizmente tinha mesa disponível.

Fomos jantar no Bistrot 1936, que está no Guia Michelin e possui ambiente mais refinado, e senti que começamos a viagem com o pé direito!

Comemos ostras e uns bolinhos fritos de entrada, as crianças comeram frango empanado e peixe, e eu e Celo comemos carne e frango com molhos. Pratos bonitos, leves e deliciosos, com o vinho tinto da casa que caiu super bem.

Voltamos felizes pro apê!

Dia 2 – sexta-feira (03/04/2026)

Tomamos café no apê e dirigimos por 20 minutos para conhecer Dinard, uma elegante cidade costeira da Bretanha francesa, conhecida por suas praias refinadas, vilas históricas e atmosfera charmosa à beira-mar. O tempo estava chuvoso, mas ainda assim deu para ver que o lugar é especial.

Depois de passarmos por algumas mansões lindíssimas, paramos o carro de frente para a Plage du Prieuré, tiramos algumas fotos e dirigimos até o centrinho da cidade para conhecer a famosa Promenade du Clair de Lune. Estacionamos e fizemos um passeio gostoso a pé passando pela Piscine de Mer, pelo Casino Barrière Dinard e depois andamos pela Promenade sem pressa, aproveitando que estava bem vazio. Imagino que no verão não fique assim.

Achei a Promenade linda! Há muitas flores, alguns restaurantes e a vista de Saint-Malo é bem legal. Vi que há barcos que fazem a travessia Dinard – Saint-Malo na alta temporada, algo que deve ser bem interessante.

Saímos de lá e no caminho para o Cap Frehel, paramos para almoçar em um restaurante com boas avaliações para as famosas crepes da Bretanha, o Au Gré Du Vent. Restaurante simples, com atendentes que não falavam muito inglês, com crepes gostosos e preparados rapidamente. Paddy não gostou muito porque achou com muito gosto de manteiga, mas nós 3 adoramos.

Seguimos na estrada e vimos muitos campos com flores amarelas e depois de alguma pesquisa, descobri que eram campos de canola. Tivemos que parar para tirar fotos, claro! Olha que lindo:

Depois seguimos até o Farol do Cap Frehel, onde fizemos uma pequena caminhada. A vista é linda e olha que estava nublado… imagino com sol!

Saímos de lá e paramos no Fort La Latte, que exigiu uma caminhada maior dessa vez. Este lugar é um castelo medieval na costa da Bretanha, construído no século XIV para defesa marítima. Fica sobre falésias com vista para o Canal da Mancha e é um dos lugares mais famosos da região. Nós adoramos passear por lá e imaginar como eles viveram e lutaram ali. Sucesso com as crianças e adultos! Pagamos 8.50 por adulto, 6 euros para o Patrick e a Ju entrou de graça por não ter ainda 5 anos. Veja mais detalhes no site oficial – https://www.lefortlalatte.com/

Saímos de lá quando fechou às 17h e dirigimos por 1h até Dinan, nossa última parada do dia. As crianças dormiram no caminho e pudemos ouvir nossas músicas e conversar tranquilos, o que foi muito bom. Passamos rapidamente em Lehon, que é uma graça, e depois seguimos para o centrinho medieval de Dinan, que é um dos mais bem preservados da França com ruas de pedra, casas de enxaimel e muralhas históricas.

Passeamos sem pressa pelo centrinho e escolhemos o restaurante La Lycorne para jantar. Ambiente interessante, comida boa, mas nada espetacular não. Pedimos mexilhões com fritas, um prato de peixe e frango empanado para as crianças. De lá descemos a famosa Rue du Jerzual, que liga o centro histórico ao porto e é conhecida pela forte descida, casas medievais em enxaimel, ateliers de artistas e lojas artesanais. Uma graça!

Chegamos lá embaixo no porto e achamos o ambiente super agradável, com muitas opções interessantes de restaurantes. Se eu pudesse voltar ao tempo, teria jantado em algum daqueles ali embaixo, de preferência com a vista para o rio Rance.

Pensamos em pegar um uber até o carro porque a subida era bem pesada e já eram quase 20h, mas vimos que demoraria 30 minutos para chegar, então achamos melhor subir na raça com os meninos. Milagrosamente eles estavam bem dispostos e conseguiram subir tudo, e quando chegamos no carro, foi um alívio danado.

Decidimos parar no hospital de Saint-Malo porque o Paddy estava com uma inflamação no pênis, e acreditem: ficamos 3h esperando e não conseguimos ser atendidos pelo médico. Passamos pela triagem com enfermeiras simpáticas que falavam pouco inglês, mas depois de tanto tempo de espera e cansaço de um dia longo, decidi desistir do atendimento e cancelei a papelada que tinha preenchido juntamente com o seguro de viagem IATI. Ah, sim! Sempre viajamos com o seguro IATI e praticamente em todas as viagens a gente os aciona. Não sei se é sorte ou azar… (Se quiser comprar pelo nosso site, clique nesse link e nós ganharemos uma comissãozinha – https://www.iatiseguros.pt/?r=41760880988198. Thanks!) Segui passando a pomada que a pediatra de Portugal recomendou e felizmente ele ficou bom!

Voltamos para o apê exaustos da espera, tomamos nossos banhos e dormimos super bem.

Dia 3 – sábado (04/04/2026)

Acordamos sem pressa, tomamos café e saímos para conhecer Saint Malo. Fomos primeiro no Marche de Rocabey, fora da cidade murada, pois tínhamos lido boas reviews deste mercado. Um lugar cheio de frutas, queijos, mariscos, pães e outros quitutes da Bretanha. Compramos algumas coisas e fizemos um mini almoço ali mesmo, já que já era perto de meio dia.

Passamos depois na Église Notre-Dame-des-Grèves, que fica bem em frente, e voltamos para o carro para seguir até o centro histórico. Depois de procurar vaga por algum tempo, achamos um lugar em um estacionamento perto da muralha. Há vários ao redor da muralha, mas por volta de 13h é bem difícil achar vaga, por isso que todo mundo recomenda chegar cedo. Nós confirmamos essa dica!

Ver o centro Intra-Muros de fora é bem interessante, mas andar nas muralhas é mais legal ainda. O centro histórico Intra-Muros sofreu bombardeios intensos e incêndios que destruíram cerca de 80% da cidade antiga durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, Saint-Malo foi reconstruída pedra por pedra, respeitando o estilo medieval original. Por isso, hoje a cidade mantém a aparência histórica, mesmo grande parte sendo reconstruída no pós-guerra.

Demos a sorte da maré estar baixa e de haver um caminho na praia até as ilhas Île du Grand Bé e Île du Petit Bé. Fomos até a primeira e a vista de Saint Malo de lá é maravilhosa! Olha só isso:

Infelizmente a Ju pegou em alguma planta que a deixou com muita alergia e coceira e ela ficou aos prantos ali, o que fez a gente querer voltar logo para a cidade. Se não fosse por isso, eu até tentaria ir para a outra ilha, porque é realmente um lugar especial.

Andamos pelo outro lado da muralha, para quase completar todo o perímetro dela, e descemos para ver o centrinho de perto, com suas lojas e restaurantes charmosos, e a sua famosa Catedral. Paramos em uma boulangerie deliciosa ao lado dela, a Boulangerie de la Cathedrale e tudo que nós pedimos estava delicioso! Tivemos que pedir o kouign amann, um doce típico de região, e gostei bastante.

Andamos um pouco pelo centrinho e paramos para comprar um sorvete para a Ju no Sanchez. Depois desse boost de açúcar, foi fácil caminhar com eles de volta até o carro, que estava a uns 30 minutos dali.

Pegamos estrada para Cancale, e claro que eles dormiram no carro nesses 20 minutos de estrada. Eu também aproveitei para descansar com eles no carro, enquanto o Celo quis explorar o famoso O Marché aux Huîtres de Cancale um dos lugares mais emblemáticos da costa da Bretanha. Ele fica no Port de la Houle, bem em frente ao mar, com vista direta para a baía do Mont-Saint-Michel. O mais especial é o cenário: você come as ostras sentado no muro do porto, com a maré mudando na sua frente e a paisagem da baía.

Quando as crianças acordaram, nos juntamos ao Celo no mercado e comemos umas ostras frescas com vista para os criadouros. Achei impressionante como a maré encheu no tão pouco tempo que estivemos ali. As crianças adoraram jogar as conchas das ostras na areia, uma prática recomendada pelos vendedores de ostras. É por isso que a areia daquela praia tem um aspecto diferente, olha:

Quando foi chegando a hora da nossa reserva no restaurante La Marine, fomos andando pela orla até ele. Com ambiente acolhedor com o teto que parece o fundo de um barco e frutos do mar deliciosos, nós tivemos um belo jantar. Pedimos a famosa homard bleu (lagosta azul) e também um caranguejo grande e para minha surpresa, gostei mais do caranguejo. A lagosta era gostosa também, mas eu adoro a experiência de quebrar um caranguejo, então acho que foi isso que me fez curtir mais o segundo. Saímos de lá bem felizes com o dia e voltamos para nosso apê.

Dia 4 – domingo (05/04/2026)

Domingo de Páscoa! Acordamos cedo e para a nossa surpresa, o coelhinho tinha deixado ovinhos de chocolate por toda a casa, então foi uma festa danada catar todos eles. Tomamos café da manhã com certa pressa, arrumamos nossas coisas e fizemos checkout antes das 8h30, pois queríamos chegar cedo no Mont-Saint-Michel,.

Dirigimos por uns 40 minutos até lá e ficamos felizes quando vimos que os estacionamentos ainda estavam vazios. Andamos até o lugar do shuttle – podíamos andar até lá também, mas não recomendam com crianças, porque a subida no Mont é um pouco puxada – e em menos de 20 minutos estávamos dentro do ônibus gratuito.

O ônibus parou em um ponto na ponte e caminhamos uns 5 minutos dali até esta ilha rochosa coroada por uma abadia medieval, que parece “flutuar” entre o mar e o céu. Chegamos com a maré cheia e andamos sem pressa pela rua principal, repleta de lanchonetes e lojinhas fofas até chegarmos a abadia. Nós tínhamos comprado ingressos para visitar a abadia com antecedência no site oficial para um pouco mais tarde, pois pensamos em assistir a missa de Páscoa antes, mas lá na hora desistimos da missa – que seria toda em francês – e fomos direto visitar a abadia. Achei ótimo que não nos barraram por causa do horário errado.

Um resumo deste lugar: A Abadia de Mont Saint-Michel foi construída a partir do século VIII e foi dedicada ao arcanjo São Miguel, que segundo a lenda teria aparecido ao bispo Aubert ordenando a construção do santuário. Ela é Patrimônio Mundial da UNESCO e pode ser visitada por escadas (muitas!) e corredores estreitos, oferecendo vistas incríveis da baía e do fenômeno das marés.

Saímos de lá felizes com a visita e fomos andar na muralha com uma vista linda dos arredores da ilha. Impressionante como a maré baixou rapidamente…

Decidimos ir almoçar no restaurante La Mere Poulard depois da minha sogra ter indicado os crepes deliciosos, porém caros de lá. Demos sorte de conseguir uma mesa quando chegamos, pois o restaurante estava cheio, e tivemos uma refeição maravilhosa!

Um pouco da história desse lugar: A receita nasceu porque os peregrinos chegavam cansados e famintos ao monte, muitas vezes sem horário previsível por causa das marés. Annette criou então uma omelete rápida, extremamente aerada e preparada em grandes tigelas de cobre batido. Até hoje ela é feita diante dos clientes, batida à mão e cozida no fogo aberto e é considerada por muitos “a omelete mais famosa do mundo”.

Saímos da ilha a pé e vimos algumas pessoas fazendo o passeio com guia de caminhar pelo fundo do mar durante a maré baixa, atravessando areia, água rasa e áreas de lama ao redor do monte. A baía é famosa pelas mudanças rápidas da maré e pelas zonas de areia movediça, então não é seguro fazer sozinho. Eu tinha lido sobre isso, mas não achei tão interessante assim pra gente, mas fica a dica pra quem se interessar.

Andamos sem pressa até o nosso carro com as crianças brincando com seus brinquedos medievais recém adquiridos e pegamos estradas repletas de plantações de canola até a nossa segunda hospedagem em La Cambe, perto das praias da Normandia. Ficamos hospedados no Gîte de la Grenouille, uma casa de 2 quartos dentro de uma fazenda, com decoração fofa de sapos e tudo o que a gente precisava. Como tínhamos parado no caminho em um dos poucos mercados abertos, jantamos macarrão com molho pronto e um belo vinho francês no conforto de casa.

Dia 5 – segunda-feira (06/04/2026)

Dia de ver coisas da Segunda Guerra Mundial, para alegria do Celo!

Acordando com calma, tomamos café da manhã e saímos para explorar a região da Normandia, começando primeiramente pelo Maisy Battery. Diferente dos museus tradicionais do Dia D, aqui é possível caminhar por trincheiras, bunkers e túneis originais usados pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O local ficou escondido por décadas sob a vegetação e hoje oferece uma experiência muito mais imersiva e silenciosa, quase como voltar no tempo.

Foi bem interessante ver de perto algumas coisas e ler as placas espalhadas, mas depois de 1h eu e as crianças já queríamos ir embora de lá, para tristeza do Celo. Ficamos mais um tempinho e depois seguimos para uma atração chamada Pont du Roc, que também teve importância durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi integrado ao sistema defensivo alemão do Muro do Atlântico. Na época, a região foi fortificada com bunkers e pontos de observação para proteger a costa de possíveis invasões aliadas. Hoje, ainda é possível ver alguns vestígios dessas estruturas misturados à paisagem, lembrando o passado militar do local.

Achei a energia do lugar pesada, não sei explicar, e fiquei bem feliz quando saímos de lá. Seguimos para Omaha Beach para o almoço e fomos comer um bom hambúrguer no D-Day House Omaha Beach.

Passeamos pela praia, paramos em alguns memoriais para ler as placas e tirar fotos e depois fomos no Overlord Museum, que é dedicado ao Dia-D. O espaço é organizado de forma imersiva, com cenas recriadas que mostram soldados, tanques e o cotidiano da guerra, ajudando a entender melhor os acontecimentos do desembarque na Normandia. É muito completo e achei interessante pras crianças também, principalmente porque o Celo tinha a paciência para explicar tudo. 🙂

Tentamos ir no Normandy American Cemetery que estava ali perto, mas já tinha fechado, então voltamos para casa para descansar e jantar.

Dia 6 – terça-feira (07/04/2026)

Outro dia dedicado à Segunda Guerra Mundial.

Tomamos café e fomos direto para Saint-Mére-Église, uma pequena cidade da Normandia que ficou famosa durante o Dia D, na Segunda Guerra Mundial. Ela foi uma das primeiras cidades libertadas pelos paraquedistas americanos na madrugada de 6 de junho de 1944. O episódio mais conhecido envolve o paraquedista John Steele, cujo paraquedas ficou preso na torre da igreja, cenário que se tornou um dos símbolos do desembarque na Normandia.

Tiramos algumas fotos, entramos na igreja e depois o Celo e o Patrick foram ao Airborne Museum, dedicado aos paraquedistas do Dia D, com exposições imersivas que recriam a invasão da Normandia em 1944. Eu e Ju ficamos no carro ouvindo música e brincando de faz de conta e eles se divertiram por lá.

Dirigimos até o restaurante Chez Arsene, onde almoçamos carnes deliciosas em um ambiente bem acolhedor.

Seguimos para Utah Beach, onde decidi ficar com as crianças brincando na praia, e o Celo foi ver a Crisbecq Battery – Celo gostou mais dessa do que da Maisy – da região por algumas horas. Quando cansamos de ficar na praia ventosa, fomos tomar um chocolate quente no café Le Roosevelt.

Quando o Celo chegou, entramos no Museu do Desembarque de Utah Beach e ficamos até fechar. Confesso que eu e as crianças já estávamos de saco cheio de ver coisas de guerra, mas foi bom ver o Celo feliz vendo tudo aqui ali que desejava conhecer há tanto tempo.

Saímos de lá e fomos para o La Cambe German War Cemetery , e como as crianças dormiram no carro e eu não sou lá fã de cemitérios, ficamos os 3 a descansar enquanto o Celo ia ver tudo o que queria.

Voltamos para casa e jantamos macarrão para alegria de todos. 🙂

Dia 7 – quarta-feira (08/04/2026)

Último dia de visitar atrações de guerra. Ufa! rs

Tomamos café e arrumamos nossas coisas para fazer o checkout. O bom de ter pouca mala é que esse processo é bem rápido!

A primeira parada foi no Normandy American Cemetery. Muito impressionante o museu na entrada, o seu tamanho e cuidado com o jardim.

Depois seguimos para o Longues-sur-mer Battery e enquanto o Celo visitava os bunkers, eu e as crianças fomos comprar sanduíches em um restaurante bem simples chamado Le Chalet Gourmand. Estavam deliciosos!

Dirigimos depois até Bayeux, onde visitamos a sua catedral, conhecida por sua arquitetura medieval e por ter sido originalmente construída para abrigar o famoso Tapeçário de Bayeux. Que vitrais lindos!

Depois tomamos sorvete e andamos um pouco pelo seu centrinho até o carro. Pegamos estrada rumo a Honfleur, mas no caminho paramos para assistir um filme rápido resumindo a Batalha da Normandia em 360 graus no Arromanches 360. Uma experiência diferente, porque ficamos em pé na sala de cinema circular com filme passando em todos os ângulos. As crianças ganharam fones de ouvido para abafar um pouco os sons de bombardeios, e felizmente não havia muita fala nem cenas chocantes. Foi pensado realmente para todas as idades.

Passamos depois em Beuvron-en-Auge, uma vila medieval LINDA que a minha sogra recomendou! Como as crianças estavam dormindo, achamos melhor não parar para passear e só passamos de carro lentamente pelas ruazinhas. Olha que fofa:

Chegamos na nossa terceira hospedagem da viagem, L’Escale du Vieux Port – 1st floor – Airco, em Honfleur e ficamos encantados com a vila. Nosso apartamento de 1 quarto era bem aconchegante e de todas as nossas hospedagens, esta foi a nossa favorita.

Saímos a pé para jantar e fomos em um restaurante recomendado por nosso anfitrião, o L’Homme de Bois, simplesmente maravilhoso! Que ambiente gostoso, atendimento impecável e comida deliciosa. Amamos tudo e recomendamos demais. Voltamos caminhando felizes pra casa. Como é bom poder andar a noite e não sentir medo….

Dia 8 – quinta-feira (09/04/2026)

Tomamos café e saímos para conhecer Etretat, o famoso lugar na França com as falésias brancas. Acho que vi pela primeira vez uma foto dessas falésias há uns 10 anos e lembro de desejar muito conhecê-las, então imagina a minha animação ao ir para lá.

Chegamos na vila e passamos primeiro no centro de turismo para pegar informações sobre as trilhas. Estacionamos o carro em uma vaga paga na rua e fomos caminhando até a praia, de onde poderíamos ver o início das duas trilhas que a senhora recomendou. No caminho, paramos em uma lanchonete fofa chamada Le Petit Accent e compramos sanduíches para almoçarmos tipo picnic nas trilhas.

As crianças não aguentaram esperar e já comeram ali mesmo na calçada, já que não havia mesas lá dentro. Quando chegamos na praia, fiquei encantada com a vista do elefante branco de pedra. Olha só:

As crianças brincaram um pouco no playground enquanto a gente aproveitava uns minutos de paz, romance e apreciação de beleza, mas aí a Ju se machucou na gangorra e voltamos ao modus operandus de pais. É o que é…

Seguimos para fazer a primeira trilha, que começava do lado direito e subia até uma igrejinha e tinha a vista do elefante também. Que subida pesadinha hein… Ainda bem que eu já tinha começado a academia há algumas semanas. Não fiquei tão sem fôlego assim e as crianças foram muito bem!

Quando chegamos lá em cima, claro que tiramos muitas fotos e ficamos apreciando o visual. Decidimos sentar nos degraus da igreja, que estava fechada, e comemos nossos sanduíches deliciosos em paz. Ju achou uma joaninha e ficou brincando com ela por horas, e Paddy juntou algumas pedrinhas e fez uma competição entre elas. Foi fofo ver os dois brincando lado a lado de coisas completamente diferentes. 🙂

Andamos mais um pouco pela trilha e vimos outras falésias, e depois descemos para curtir a praia de pedrinhas. Como estava frio, obviamente não entramos na água, mas ficamos de 1h ali ouvindo o barulho das ondas e das pedrinhas batendo nelas mesmas com o movimento da do mar. Que lugar lindo de morrer!! Algumas fotos:

Decidimos não fazer a segunda trilha para o outro lado pois estávamos em paz ali. Voltamos andando para o carro, parando no meio do caminho para comer uns docinhos e uns estalinhos para as crianças brincarem, e fizemos barulho pelas ruas com muitas pessoas se divertindo com os estalos jogados ao chão por eles. Eles são muito fofos, não dá para negar!

Voltamos para Honfleur e quis visitar a Église Sainte-Catherine. Ela é muito especial porque foi construída totalmente em madeira por construtores de barcos no século XV, o que faz o interior parecer o casco invertido de um navio. Celo achou melhor voltar para o apê com as crianças e eu tive um tempinho pra mim, o que foi maravilhoso. Olha que fofa a igreja:

Quando cheguei em casa, tomamos banho e nos arrumamos para jantar em um restaurante ali pertinho, o L’escale. Tínhamos feito reserva antes e valeu muito a pena a visita. Comemos super bem, fomos muito bem atendidos – inclusive por um garçom brasileiro – e saímos bem satisfeitos de lá.

Voltamos a pé para casa mais uma vez.

Dia 9 – sexta-feira (10/04/2026)

Tomamos café e saímos do nosso apê em Honfleur rumo ao Parque do Asterix. Sabíamos que o parque abriria às 10h, então saímos cedinho para não perder nenhum minuto de diversão. Quando estacionamos o carro no parque, não sei dizer quem estava mais animado – os adultos ou as crianças. Bom demais criar essas memórias juntos!

Eu acho que vale fazer um post só para o parque Asterix, então se você tiver interesse em saber mais sobre ele, clique aqui (ainda em construção). Importante dizer que AMAMOS e que poderíamos ter ficado 2 dias lá e que quem saber vamos voltar um dia. Foi espetacular!

Saímos de lá quando o parque fechou e com o nosso cansaço, achamos melhor ir direto para o nosso novo apê, o Le Factory proche aéroport CDG I Paris I Astérix e jantar por lá mesmo. Celo teve a ideia de passar no KFC e pedir os frangos fritos e as crianças adoraram! Para tudo existe uma primeira vez 🙂

Nosso apê de 1 quarto era legal, bem decoradinho, mas o prédio era bem ruim e não gostei que deixaram toalhas de mãos para as crianças. Wtf ?? Enfim…

Dormimos que nem pedras!!!

Dia 10 – sábado (11/04/2026)

Tomamos café da manhã com calma e decidimos ter uma manhã leve em casa, sem compromissos. O tempo estava nublado e estávamos cansados de tantos dias cheios de roteiro, então foi bom pra todo mundo esse tempinho de relaxamento. Saímos perto da hora do almoço e por incrível que pareça, queríamos comer saladas. Achamos um lugar dentro de um supermercado Leclerc daquele tipo que você monta sua salada fresca na hora e foi lá mesmo que comemos. Pedimos nossas saladas, sopas e uns sanduíches para as crianças e saímos felizes por ter tido uma refeição descomplicada, saudável e barata.

Seguimos para o Chateau de Chantilly e quando passamos na bilheteria para comprar os ingressos, vimos que teria um show de cavalos em pouco tempo, então fomos direto para os estábulos. Que prédio lindo por fora e fedido por dentro…rs.

Vimos os cavalos, passeamos no pequeno museu, compramos umas coisas na cafeteria e sentamos na plateia para assistir ao show. Estávamos com expectativas altas e acho que esse foi o erro. O show começou e percebemos que o show era totalmente em Francês, zero tradução para Inglês. Poucos movimentos dos cavalos, muitas palavras ditas pelas mulheres que os acompanhavam e treinavam. Trota daqui, levanta a pata dali, abaixa a cabeça, galopa, corre assim, faz assado… enfim. Um show chato, incompreensível para nós e bem mais longo do que gostaríamos. Acho que foram os 40 minutos mais longos da viagem…

Saímos bem frustrados de lá, mas entramos animados no que é considerado um dos castelos mais elegantes da França, cercado por jardins, lagos e florestas. O local mistura arquitetura renascentista, coleções de arte impressionantes e os famosos Grandes Estábulos de Chantilly, ligados à tradição equestre francesa. Ali está uma das maiores coleções de arte da França, com obras de Rafael, Delacroix e outros mestres europeus e os jardins foram criados por André Le Nôtre, o mesmo paisagista de Versailles. Ah, a famosa versão tradicional do chantilly nasceu ali e pode ser provada nos cafés do castelo.

Passeamos sem pressa pelas salas repletas de arte e depois pelos jardins e voltamos para o carro bem quando começou a chover.

Dirigimos até a vila de Senlis, pois tínhamos lido que era medieval e charmosa, e fizemos um pouco de hora no carro para as crianças descansarem da soneca. Passei no mercado para comprar o nosso jantar – uns pratos prontos deliciosos, by the way – e quando as crianças acordaram, demos uma voltinha no centrinho e entramos na Cathédrale Notre-Dame of Senlis. Sempre bom agradecer por tudo o que temos e somos, não?

Voltamos para o apê e tivemos o nosso último jantar em solo francês no conforto da nossa última hospedagem da viagem. Banho e cama!

Dia 11 – domingo (12/04/2026)

Tomamos café, arrumamos nossas coisas para irmos embora e saímos do apartamento na final da manhã para pegar o avião do aeroporto de Orly, que ficava a 1h de lá. Entregamos o carro, almoçamos com calma e antes de escurecer estávamos em nossa casa em Cascais.

Mais uma viagem construindo memórias lindas com eles. Obrigada, Deus!

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