On the way …

Rumo ao outro lado do mundo – Austrália e Nova Zelândia!!!  O nosso vôo para Sydney partiu de Guarulhos no sábado, dia 19 de maio de 2012. Saímos do Rio na sexta, direto do trabalho, com dois mochilões enormes e muita animação para uma viagem de 30 dias juntos. Descemos em Guarulhos e esperamos o transfer do hotel que reservamos, que era o mais barato da cidade. Que muquifinho!

O quarto e banheiro eram até arrumadinhos, só que a barulheira do corredor atrapalhou um pouco o sono. O café da manhã foi excelente, para compensar a madrugada…muitos bolos, suco, pães, cereais e outros. Comemos bastante e pegamos o transfer até o aeroporto, que saiu pontualmente do hotel, conforme solicitamos.

No aeroporto, despachamos as malas, ficamos esperando na sala de embarque e na hora prevista, entramos no avião da TAM, rumo a Santiago. A nossa passagem SP – Santiago – Sydney foi comprada no site da LAN, mas acabamos voando de TAM e QANTAS (excelente por sinal!).

Dormimos no vôo de 3 horas até Santiago e ao chegarmos lá, aproveitamos para passear pelas lojas da sala de embarque e depois sentamos para fazer hora no bar The Last Pisco Sour. Bebemos pisco e cerveja e comemos um sanduba, até que o nosso embarque foi anunciado, bem pontual por sinal. Entramos no vôo por volta das 13h30 do sábado e só chegamos em Sydney às 18h de domingo..fds inteiro no vôo. =P Dado o fuso horário de 13h, o vôo só durou mesmo 16 horas. E que vôo bom…poltronas confortáveis (e olha que fui de econômica), comidas e lanchinhos deliciosos, bebidas de todos os tipos (vinho, cerveja, blood, etc) e filmes excelentes, super atuais.  Como passou rápido…

Almoço bomzão.

Dia 1 – domingo (20/05/2012)

Chegamos em Sydney e ao passarmos pela imigração, tivemos que apresentar a aprovação do visto (e-mail impresso), o comprovante de vacina de febre amarela, as passagens de voltas e ainda tivemos que explicar o nosso roteiro.  Momento tenso! rs Tudo aprovado, fomos em frente e ao chegarmos no saguão principal do aeroporto, lindo por sinal, compramos logo o chip mais barato que encontramos, com alguns gigas de internet, da empresa Optus. Compramos também dólares australianos na Travelex, que tinha uma taxa melhor do que no Brasil, mas que com certeza era mais cara do que as casas de câmbio da cidade. Em seguida, fomos em direção à estação de trem, que fica dentro do aeroporto e compramos os tickets para a estação mais perto do nosso hotel, em Kings Cross.

Metrô com dois andares, na estação do aeroporto.

Estávamos bem cansados, desnorteados com a diferença de fuso. Achamos bem facilmente o Formule 1, que estava mais barato do que os quartos privativos em albergues. Compramos água em uma lojinha perto do hotel e tivemos o nosso primeiro baque financeiro => AUS$ 5, ou seja, R$11 uma garrafa de 500ml. Vai ser caro assim, hein… depois descobrimos que a água da torneira era potável, mas já era tarde…rs. Chegamos no hotel e desmaiamos na cama.

Dia 2 – segunda (21/05/2012)

Acordamos às 5  da manhã, prontos para passear. Saímos andando pela cidade, ainda no escuro, sem ninguém nas ruas. Apesar de terem falado que Kings Cross era meio barra pesada, sendo o red light district  de Sydney, não me senti nem um pouco ameaçada. Andamos em direção ao centro, passando pela Saint Mary’s Cathedral,  Hyde Park e pela base da Sydney Tower, que estava fechada ainda.

St Mary’s Cathedral às 6h da matina

Passeamos pelas ruas do centro, praticamente sozinhos, já que não tinham muitos carros nem pessoas nas ruas. Estas do centro são repletas de lojas, restaurantes e galerias dentro de prédios modernos e antigos, que misturados, dão um clima delicioso ao centro.

Entramos na galeria no estilo vitoriano mais famosa da cidade (e mais bonita, na minha opinião), a Strand Arcade, que tinha acabado de ser aberta para os funcionários da limpeza. Conseguimos entrar para tirar  fotos, mas todas as lojas estavam fechadas.Depois entramos no Queen Victoria Building, que é um shopping tradicional da cidade, com lojas e bistrôs bem chiques. Como estávamos morrendo de fome, compramos alguns salgados (bem caros, por sinal!) em um quiosque de café e continuamos andando. Paramos para descansar perto do Town Hall, em uma praça que dava acesso à Saint Andrew’s Cathedral, repleta de pássaros com bicos pretos e tortos, bem estranhos até.

Arquitetura do QVB

Continuamos andando e chegamos no Tumbalong Park, onde o Chinese Gardens of Friendship está. Ele estava fechado quando passamos por ele e só iria abrir às 9h. Continuamos passeando e decidimos rodar por Chinatown e redondezas. Passamos em frente ao Paddy’s Market, que também estava com suas lojas fechadas, mas conseguimos entrar e tirar algumas fotos.

Mercadão

Fizemos hora passeando pelas ruas até que decidimos tomar café da manhã e como tudo era muito caro, procuramos o supermercado mais perto (Coles) e compramos pães, queijo, presunto e bebidas. Apesar dos preços bem caros (pacote de pão de forma por AUS$ 4, ou seja, R$9), nos divertimos no supermercado em busca do que tinha de mais barato e principalmente, na hora de pagar, em que nós mesmos fazemos o papel da pessoa que fica no caixa do supermercado, passando os produtos e pagando por eles. Haja confiança nos clientes! Sentamos na praça de alimentação do shopping e montamos nossos sanduíches para o dia inteiro. Que delícia ficaram! Comemos bem e quando estava perto de 9h, voltamos para o Jardim Chinês. Que lugar lindo…um canto de paz no meio da cidade, com vegetação e organização impecável, por um preço bem acessível. (AUS$6)

Refúgio.

Saímos de lá bem relaxados e continuamos andando até que chegamos ao nosso lugar favorito: Harbourside. Um complexo com restaurantes e lojas bem na beira da baía, com muitos pássaros e pessoas alegres passeando. A vista deste ponto da cidade é simplesmente linda, com todos os prédios modernos do centro e o reflexo da baía com água super limpa. Sentamos em um banquinho para comer mais sanduíche e biscoitos e aproveitamos para interagir com os pássaros que são lindos, bem diferentes dos pombos cinzentos que temos por aqui. Vale a pena a visita!

Harbourside.

Seguimos andando e chegamos ao Australian National Maritime Museum. Adivinha só … Tinha acabado de atracar o barco réplica do James Cook, que saiu pela costa da Austrália refazendo todo o percurso deste  marinheiro que marcou a história do país. Um vento super badalado, com muitos comes e bebes, discursos e nós estávamos lá por coincidência.

Chegada da fragata.

De lá, seguimos pela ponte até a área onde estão o Jardim Zoológico de Sydney, o Aquário de Sydney e o Museu Madame Tussauds. Compramos um pacote para visitar os três lugares (não necessariamente no mesmo dia) e também a Torre de Sydney, onde dá para ver toda a cidade de cima. Um preço bem mais em conta do que se comprássemos os quatro separados…

Começamos pelo aquário e adoramos! São tantas espécies diferentes, que só existem na Austrália…ficamos bastante impressionados. O mais legal foi ficar em um túnel onde tubarões, raias e outros animais grandes nadavam ao nosso redor, com funcionários do zoológico alimentando-os de pertinho. Deu um certo medo de estar ali, mas curtimos.

Túnel com aquário em cima.

Saímos de lá bem cansados (acho que a diferença de fuso começou a bater) e decidimos andar até a Opera House, antes de voltarmos para o hotel. Acabamos pegando um caminho não muito movimentado, bem na margem da baía…a vista era bem bonita, mas estava em obras, então ficamos com uma sensação meio estranha. Passamos por baixo da ponte Sydney Harbour Bridge, tiramos algumas fotos e seguimos andando até que finalmente …

A ponte.

Tchan rannn… conseguimos vê-la, toda majestosa! A Opera House é realmente linda e se encaixa perfeitamente na cidade, na posição em que está…Ficamos do outro lado da baía, só apreciando-a, enquanto tomávamos nossas primeiras cervejas no restaurante Peter Doyle (cerca de AUS$ 11 cada garrafa de 500ml, aproximadamente). Ouch! =P

Vista do restaurante.

Voltamos para o hotel andando e dormimos feito pedras. Eita fuso danado…

Dia 3 – terça (22/05/2012)

Acordamos às 5h da manhã com todo o pique do mundo. Decidimos ir para Blue Mountains, que fica a 2h de Sydney e tem uma natureza belíssima. Para ir e voltar no mesmo dia, só saindo bem cedo, então encaixou perfeitamente para nós! Ao sairmos do hotel, passamos em um supermercado e compramos os ingredientes do nosso café da manhã, que prepararíamos e tomaríamos no trem. Pegamos o metrô com as sacolinhas nas mãos e descemos na estação Central, de onde pegamos um trem para a cidade de Katoomba. Comemos nosso delicioso café (sanduíche e achocolatados) e aproveitamos para curtir a paisagem, que era praticamente cidades pequenas, com muita vegetação. Que paz!

Chegamos em Katoomba e logo vimos a loja da empresa que oferecia o tour até os pontos turísticos mais importantes da região em um ônibus especial, do tipo Hop on & Hop off  (você sobe e desce onde quiser). Até pensamos em comprar este tour, mas pelo preço, achamos melhor tentarmos de outra forma, com ônibus comum, caminhadas e mapas na mão. Foi até bem fácil, porque tudo fica bem explicado nos pontos de ônibus e as pessoas são bem simpáticas ao explicar. Enquanto esperávamos nosso ônibus, passamos em um restaurante/café muito fofo chamado The Paragon e compramos um chocolate quente, que caiu super bem no friozinho que estava.

The Paragon

Pegamos o ônibus e descemos em Echo Point, onde fica a melhor vista para atração principal do parque, as 3 irmãs. Que lugar mágico! O visual é simplesmente incrível e o clima ameno só fez o passeio ficar melhor ainda.  Ficamos um tempo apreciando, tirando fotos e depois seguimos pelas trilhas indicadas.

As 3 irmãs…

Começamos a fazer a Prince Henry Cliff Walk, mas logo nos deparamos com um bloqueio na trilha, causado por um incêndio. Eles redirecionaram a trilha e nós continuamos andando, nos deparando com quedas d’água lindíssimas, vistas de diversos ângulos. A vegetação também era bacana e o clima ameno facilitou bastante as seguidas horas de trilhas (acho que foram 3h).

Uma das cachoeiras…

Até passamos por uma estação onde era possível pegar uma espécie de cable car, mas achamos melhor seguir andando. Chegamos até o ponto onde fica o Scenic World e aproveitamos para pegar o “carro elevador”, que nos levou até o topo da trilha, nos poupando de uma baita subida. Que experiência maneira! Lembra um pouco montanha russa, com a trilha passando entre rochas e o carrinho andando com um velocidade bem alta, com você de costas. Valeu a pena!

Montanha russa fora de parque de diversão.

Depois de lá, decidimos ir até Wentworth Falls, outra cidade, onde li que tinha a Trilha que Darwin fez em 1800, muito bem avaliada. O problema foi chegar até lá… Uma caminhada que parecia não ter fim pela cidade desértica, até chegarmos ao início da trilha. Nenhum carro ou cidadão no nosso caminho…impressionante. Ficamos andando por aproximadamente 1 hora, seguindo um mapinha que nem era muito detalhado. Que bom que deu certo, hein…

Deserto.

Chegamos no início da trilha e até vimos alguns carros estacionados, mas bem menos do que em Echo Point. Começamos a trilha com uma temperatura bem mais gelada e um cansaço absurdo…mas valeu a pena! A vista é maravilhosa e a paz do lugar consegue ser maior do que em Echo Point, por causa da quase ausência de visitantes. Só de pensarmos em voltar andando bateu um desânimo…mas conseguimos, conversando bastante e fazendo planos para o dia seguinte.

Wentworth Falls

Pegamos um ônibus até a estação de trem, onde aproveitamos para lanchar e descansar. Pegamos o trem de volta á cidade e quando chegamos no bairro do nosso hotel, Kings Cross, decidimos comer no restaurante japonês Wasabi Bistro, bem bom por sinal. Tudo o que pedimos estava divino e caiu perfeitamente bem. Voltamos para o hotel bem felizes. =D

Dia 4 – quarta (23/05/2012)

Acordamos às 6h e saímos para passear, dessa vez por Woolloomooloo. Vimos os primeiros mendigos da cidade e até fomos abordados educadamente por um. Passamos pelo Domain Park, pela Art Galley NSW e depois entramos finalmente no Jardim Botânico. Um lugar bem organizado, bonito e com um infra estrutura bacana. Paramos no restaurante/café para tomarmos o café da manhã e seguimos andando pelo jardim. Chegamos em um lugar do jardim com uma vista linda do Opera House. 

Vista do jardim.

O clima do lugar é muito legal, com muitas pessoas praticando exercícios, fazendo picnic, passeando ou simplesmente sentadas na grama, pegando sol. Passeamos bastante e chegamos até a Macquarie’s Chair, que possui uma vista lindíssima da baía + Opera House + Neutral Bay. Ficamos um bom tempo ali, tirando fotos, pegando sol e nos curtindo, até que decidimos ir até a Opera House, para vê-la de perto.

Melhor vista da cidade.

Continuamos andando pelo jardim botânico mesmo até que chegamos ao destino desejado. Por estar em baixa temporada, algumas obras estavam em andamento. Deu para ver de pertinho e até entramos nela, pensando em fazer o tour por suas salas, mas depois de vermos o preço, achamos que não valia a pena. Queríamos mesmo comprar um ballet ou musical, mas não tinha nada passando, o que foi um pouco frustrante. Continuamos andando e paramos para lanchar na Estação Circular Quay, em um restaurante fast food de frutos do mar. Comemos patinhas de caranguejo e peixe fritos, simplesmente maravilhosos! Seguimos em direção ao Zoo e Museu, parando no meio do caminho para comprar mais comidinhas…

Chegamos no Zoo e vimos pela primeira vez cangurus e koalas ! Foi tão emocionante….o koala é o bicho mais lindo que já vi na vida! Tão gracioso, gordinho, calmo, parado entre os galhos do eucalipto, na maior parte do tempo dormindo (dome 18horas por dia). Foi incrível vê-los de tão perto… os cangurus, confesso, não me impressionaram tanto, até porque o espaço era pequeno e eles não saltaram como eu estava esperando…simplesmente se arrastaram. Tinham outros bichos legais também, mas só quis ficar com os koalas. =) Assistimos ao show dos koalas, em que uma funcionária do zoológico explica seus hábitos (eles só comem folhas de eucalipto, nada mais e nem bebem água!) e  sua história e ficamos ainda mais encantados com eles. Saímos de lá super felizes e querendo agarrar o bichinho, mas as leis de NSW não permitem toques no bicho.

Lindão.

Fomos no Madame Tussauds e gostamos bastante. Os bonecos de cera são muito perfeitos…parecem realmente de verdade. Vimos o Obama, Lady Gaga, Leo DiCaprio, Brad Pitt e muitos outros..um melhor que o outro.

Arte perfeita.

Depois de fotos engraçadas, saímos de lá e seguimos para o pub e cervejaria mais antigo da cidade, o Lord Nelson. Muito bom! Estava rolando um jogo de rugby  e o lugar estava lotado de  locais super entusiasmados com o jogo. Eu achei um esporte tosco por ser muito violento, pra ser sincera. Depois de algumas cervejas, decidimos nos dar ao luxo de pegar um taxi de volta para o hotel. =D

O pub dentro do hotel.

Dia 5 – quinta (24/05/2012)

Acordamos às 8h e arrumamos nossas coisas, para fazermos o checkout. A ideia era deixar nossas mochilonas nos lockers do hotel e rodarmos o dia todo pela cidade, até o horário do nosso vôo para Auckland, que era no final do dia.  Saímos apenas com as mochilinhas e paramos para tomar café da manhã bem pertinho do nosso hotel, em um lugar chamado Detour espresso bar. Uma delícia por sinal. Continuamos andando até a Torre de Sydney, para usarmos os tickets já comprados. Muito legal a vista da torre…vale a pena!

Nada de Opera House nesta vista…

Decidimos pegar um ônibus e ir para Bondilugar bastante recomendado nos guias. A praia realmente é bem bonita, mas como o tempo estava nublado, o visual não ficou tão deslumbrante como nas fotos que havíamos visto  nos guias. Paramos em um fast food para comer Fish & Chips (prato mais comum do país, composto por peixe e batatas fritas) e depois em um bar para beber boas cervejas e fazer hora até voltar para nosso hotel. O problema é que perdemos um pouco a hora…rs.

Pegamos o metrô até lá, pegamos nossos mochilões, pegamos o metrô até o aeroporto e ufa!, fizemos o checkin em cima da hora. Deu tempo de jantar pizza na sala de embarque e de pegarmos nosso vôo da JetStar de 4 horas rumo a Nova Zelândia. Apesar de muito animados com o nosso destino, dormimos que nem pedras no avião =)

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