Dia 1 – segunda-feira (22/12/2014)

Pegamos o ônibus 150 na MirabellPlatz em direção à Bad Ischl por volta de 11h. Pagamos 10,40 euros (cada) e a viagem durou cerca de duas horas, com direito a uma parada de 15 minutos em St Gilgen, que é uma cidade austríaca fofa entre montanhas e o lago Wolfgangsee, na lindíssima região de Salzkammergut.

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St Gilgen
St Gilgen
St Gilgen

Esta região possui mais de 70 lagos rodeados por montanhas e é perfeita para prática de esportes no verão e no inverno. Além disso, ela é uma das poucas regiões da Europa que preservam tradições populares, então merece realmente ser visitada. A estrada é de tirar o fôlego! Pena que as fotos não ficaram tão boas…mas acredite, vale a pena dar esta esticadinha.

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A cidade de Bad Ischl é conhecida por suas fontes de água termais, que no início do século 19 foram receitadas por um médico para a arquiduquesa Sophie, que tinha problemas de fertilidade. Depois desses banhos, Sophie tornou-se mãe de vários filhos, entre eles Franz Joseph, futuro imperador. Ele e sua mulher costumavam passar os férias no local (Kaiservilla) e foi ali, em 1º de agosto de 1914, que ele assinou a declaração de guerra contra a Sérvia, fato que deu início à Primeira Guerra Mundial.

Quando chegamos,  fomos em busca dos horários dos transportes para Hallstatt, para não termos problemas de perder a hora. Vimos que existiam vários trens e ônibus na parte da tarde, então nem compramos as passagens, pois não sabíamos quanto tempo precisaríamos ali. Fomos em direção ao centro da cidade, depois de pedir direções para um adolescente simpático. Queríamos ir basicamente na Kaiservilla, por ser o único lugar apontado no nosso guia.

Conhecemos um pouco o centro da cidade e até uma igreja simpática em uma praça. A cidade é uma graça! Passamos em frente aos portões da Kaiservilla, que estavam fechados, mas como estávamos com muita sede, fomos ao mercado comprar água. Quando voltamos para lá, os portões estavam abertos, mas pareciam permitir somente carros. Fomos entrando devagarzinho, procurando alguém para nos dar informações, mas não encontramos ninguém. Subimos até o topo e tiramos várias fotos. Queríamos entrar na casa, mas não tinha nenhuma indicação que podíamos, assim como não tinha ninguém à vista, então depois de alguns minutos de registros, descemos para ir embora. O portão estava se fechando e como não tinha ninguém na portaria, decidimos correr para não ficarmos presos ali dentro. Friozinho na barriga retado, mas valeu a pena conhecer de perto. PS: Agora que vi que só é possível entrar nos finais de semana (no caso de dezembro, quando estávamos lá), ou seja, não podíamos ter feito isso. Sorry, guys!

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Entrando na Kaiservilla
Entrando na Kaiservilla
Kaiservilla
Kaiservilla

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Jardins da Kaiservilla
Jardins da Kaiservilla

Voltamos para a estação de trem/ônibus e decidimos pegar o trem para Hallstatt, para mudar de modal. Eu amo trens e como custava apenas 4 euros (cada), achamos super pertinente. O trem chegou pontualmente e era bem confortável. A vista continuou espetacular, mas a sensação é que é que a vista é mais bonita só porque estamos no trem, talvez por ser mais romântico, não sei. Depois de pouco tempo, infelizmente, chegamos à estação de trem de Hallstatt, que não fica na cidade, propriamente dita. Ela fica do outro lado do lago Hallstatter see e por isso, você precisa pegar um barco para chegar até a cidade, que é sincronizado com os trens que passam ali. A vista da estação de trem é incrível e o passeio de barco é bem tranquilo, então achamos que valeu muito a pena! Se tivéssemos ido de ônibus, ele pararia no centro da cidade e perderíamos o que vimos de longe. Fica a dica!

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A cidade é perfeita ao vivo, assim como em todas as imagens que vi no guia e na Internet (ela aparece em vários sites que listam as cidades mais bonitas ou mais românticas para serem visitadas). Ela é conhecida por possuir, talvez, a mina de sal mais antiga da Europa, a Salzweltenfechada no inverno (uma pena para nós!) e acessível por teleférico. Acredita-se que o mineral era extraído dela já por volta de 3000 a.c, ou seja, há muitoooo tempo, então é com certeza um lugar que precisa ser visitado.

 Descemos do barco e como não tínhamos o mapa do nosso hotel bem explicado, entramos em um restaurante em frente ao píer para pedir direções. Para nossa surpresa, o garçom disse que ia ligar para o dono do hotel, pois ele iria nos buscar lá. Achei simpático e ao mesmo tempo preocupante, porque não tinha entendido que o hotel ficava em algum lugar alto na montanha a ponto do dono ir buscar a gente com as malas. O dono chegou com cara amarrada no restaurante e nos disse que quando recebemos a confirmação da reserva pelo Booking, estava escrito que era para pedirmos para o marinheiro ligar para ele. Eu mostrei a nossa reserva, sem esta informação, e ele simplesmente ignorou, mantendo-se antipático.

O hotel Gasthof Pension Gruner Anger não fica na montanha, como pensei por alguns minutos, mas há uns 10 minutos andando do píer, ou seja, o dono busca as pessoas lá com pena de elas andarem 10 minutos no plano com as malas. Já comecei a gostar do hotel ali, principalmente quando o dono deixou de ser antipático nos explicando os detalhes da estadia. Deixamos nossas coisas e fomos aproveitar as poucas horas de sol para passear pela cidade. Existem algumas trilhas pela montanha, que devem valer bastante a pena por causa das vistas, mas não deu tempo de fazermos, porque já ia escurecer. Aproveitamos para andar por toda a extensão da cidade, apreciando a vista do lago. Olhem que coisa mais linda…

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Entramos na igreja ao lado do píer que é protestante e gótica e depois subimos uma escadaria até a Pfarrkirche, que é católica e foi construída no século 15. A vista de lá de cima é linda, então imagine de cima da montanha.  Descemos, compramos algumas lembrancinhas e fomos jantar no restaurante indicado pelo rapaz do nosso hotel, o BrauGasthof (#4 de 14 no TripAdvisor), que fica bem em frente ao lago. A comida estava ótima (comi goulash e Celo comeu peixe), assim como o vinho austríaco, cujo nome não me lembro. Aliás, todos os vinhos que pedimos na viagem eram ótimos, então por favor, experimente-os quando estiver lá!

Nosso restaurante
Nosso restaurante

 Dia 2 – terça-feira (23/12/2014)

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã bem completo e pegamos carona com o dono até o píer, para pegarmos o barco na hora certinha para pegarmos o trem para Melk, que tinha poucos horários. Quando saímos do hotel, nos deparamos com uma neblina bizarraaaaaaaa, que o dono comentou que acontece um ou dois dias do ano. Será que é verdade? É muito azar nosso ter pego justo esse dia, mas pelo menos posso alertá-los agora! Pegamos o barco, fizemos o passeio sem ver absolutamente nada, compramos nossas passagens de trem e pontualmente, o trem chegou.

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  • Budapeste em 2 dias – veja aqui  todos os detalhes
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