Áustria, Hungria e Eslováquia em 16 dias

Aproveitamos as duas semanas de recesso no final do ano para conhecer países novos para nós dois: Áustria, Hungria e Eslováquia. Começamos a pesquisar passagens em novembro para lugares que tivessem inverno de verdade, com muita neve (Dublin quase não tem), e para nossa surpresa, as mais baratas que encontramos pelo Google Flights foram Dublin – Salzburg (Áustria) – Dublin.

Compramos e a partir daí fomos montando o roteiro, levando em consideração o que cada um tinha vontade de conhecer, os custos associados às cidades, deslocamentos, etc. Queríamos passar o reveillon na República Tcheca, mas achamos os preços muito altos para a qualidade dos hotéis oferecidos e acabamos indo conhecer esse país em outras viagens – veja aqui. )

No final da pesquisa, fechamos o seguinte roteiro (tabela e mapa com cidades visitadas):

roteiro

Escolhemos passar o natal em Viena, porque queríamos opções de coisas para fazer para não ficarmos tão tristes por passarmos o primeiro natal longe de nossas famílias. Tínhamos pensado em jantar em algum restaurante para virarmos a meia noite em alto estilo, mas todos os jantares que encontramos terminavam antes deste horário, além de serem bem caros. Acabamos comprando no mercado comidinhas gostosas para nossa ceia, que acabou sendo no quarto do hotel, e depois saímos para a missa da meia noite na catedral da cidade. A cerimônia foi linda! A virada de ano foi na Bratislávia, porque queríamos um hotel top sem ser muito caro em um lugar com fogos e shows gratuitos. Assistimos à queima de fogos na margem do Danúbio e  curtimos as bandas locais na praça principal. Foi ótimo também. ❤

Não gostamos de repetir cidades quando viajamos, mas esses dias em Salzburgo no final da viagem foram estratégicos, pois queríamos pegar trem/ônibus para cidades próximas para esquiarmos. Podíamos ficar hospedados nestas cidades também (Bad Ischl, Flachau, Gmunden, etc), mas os preços dos hoteis disponíveis estavam muito mais caros do que em Salzburg e quando reservamos, não sabíamos se haveria neve pra valer. (Quando chegamos na Áustria em dezembro, não tinha!). No final das contas, acabamos não esquiando, mas curtimos a cidade novamente, que desta vez estava coberta de neve e linda, até mais do que sem, na minha humilde opinião.

HOSPITALIDADE

Considerando que não falamos alemão, húngaro nem eslovaco, nos viramos até direitinho com algumas mímicas e diálogos em inglês com pessoas jovens. É impressionante como as pessoas mais velhas entendem inglês, mas não falam com você, talvez por vergonha ou medo, não sei. Passamos várias vezes por esse problema. Em relação à simpatia, posso dizer que nenhum dos 3 povos ganha muitos pontos neste quesito. Achamos os austríacos simpáticos, mas muito diretos e sérios quando perguntávamos algo óbvio para eles. Os húngaros então, nem se fala. Não foram hospitaleiros e muitas vezes quando perguntávamos algo em inglês, eles respondiam em húngaro. Para nossa surpresa, os eslovacos foram mais simpáticos do que os húngaros e apesar de muitos não falarem inglês, eles tentaram nos ajudar com mímicas, sorrisos, pedidos de desculpa e até mesmo nos levando até os lugares certos. Uns fofos!

MOEDA

A moeda na Áustria e na Eslováquia é o EURO, então foi tranquilo para nós, pois já usamos euro aqui na Irlanda. No entanto, na Hungria, eles usam FORINTS (1 euro = 330 forints) e nós trocamos na estação de trem mesmo, assim que chegamos em Budapeste. Acabamos tendo uma agradável surpresa com a cotação na estação, que foi 1 euro – 300 forints. Em muitos lugares da cidade e inclusive nesta mesma estação de trem, achamos 1 euro – 270 forints, então, cuidado para não comprar no primeiro lugar que encontrar.

CLIMA

O clima estava deliciosamente frio na maior parte da viagem. Digo deliciosamente agora, porque acho o frio gostoso quando penso nele, mas quando estávamos do lado de fora das atrações, parados por causa de alguma fila ou para tirar alguma foto, sofri pacas, mas o Celo nem tanto. Chegamos a pegar -11º na Bratislávia, o que foi absurdamente punk para nós, mas depois de alguns dias com temperaturas negativas e mais camadas de roupa a cada dia que passava, posso dizer que tiramos de letra no final. . Pegamos neve em Budapeste, na Bratislávia e nos últimos dias da Áustria e mesmo já tendo visto neve várias vezes, a gente continua bobo quando vê os flocos caindo ou quando a cidade está toda branquinha. A neve será sempre mágica para nós!

Update: Hoje em dia, depois de alguma experiência com o frio, diria que a melhor estratégica é ter um casaco muito bom, proteger cabeça e mãos, usar meia e sapatos próprios para o frio e blusas/calças térmicas para não precisar de tantos layers de roupa.

TRANSPORTE

Não alugamos carro nesses países, porque temos medo de dirigir no inverno com neve, já que requer cuidados especiais com correntes, pneus, etc. Optamos por fazer tudo de trem e não nos arrependemos. Os trens nesses países são ótimos, principalmente na Áustria, que de longe é o país com mais infraestrutura desses 3. A estação de trem principal de Budapeste (Keleti) assusta um pouco, porque é um pouco suja e velha, mas o pior de tudo não é o visual dela: nós tivemos que pegar uma senha em uma fila para conseguir comprar a passagem de Budapeste para Bratislávia e só conseguimos comprar depois de duas horas. Coisa de louco!  Não sei se foi algo pontual ou se é sempre assim, né, mas estávamos acostumados a comprar nossas passagens em máquinas nas estações e tivemos esta péssima surpresa por lá. Eu li em vários lugares na internet que era melhor comprar lá na hora, pois alguns sites cobram taxas extras, mas me arrependi demais de não ter comprado do conforto do meu lar. A estação principal da Bratislávia é bem simples, mas não assustou tanto quanto à de Budapeste. Os trens que pegamos eram bem confortáveis e pontuais, mas como estavam sempre cheios, sempre rolava uma correria para pegar os melhores lugares, principalmente nos trens que tinham cabines fechadas com 6 cadeiras, mesa, temperatura própria, etc. Enfim, nada do fim do mundo não….deu para sentar junto, tomar nossos vinhos, comer besteirinhas e ler nossos guias e livros, já que não tínhamos ainda o vício dos smartphones…rs.

HOSPEDAGEM

Felizmente, nossas experiências com os hoteis escolhidos foram ótimas em todos os aspectos. Normalmente ficamos em hoteis mais em conta ou até mesmo em albergues, mas quando estávamos montando este roteiro, pensamos que por ser Natal e Ano Novo, nós merecíamos mais conforto, então abrimos um pouquinho a mão. Nada de cinco estrelas, claro, mas foram melhores do que o nosso normal. 🙂

Veja abaixo a lista dos hoteis e os transportes que usamos de uma cidade para outra, com seus respectivos detalhes:

HOTEIS E TRANSPORTE

Veja abaixo os posts das cidades que visitamos:

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