Chegando em POA

Chegamos em Porto Alegre na madrugada de quinta para sexta e fomos direto para o hotel InterCity, que é ao lado do aeroporto e tem uma estrutura excelente. O ideal seria chegar mais cedo para curtir a cidade, mas esta era a melhor passagem de milhas disponível. Olha que quarto aconchegante…

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Dia 1 – sábado (19/04/2014)

Tomamos café da manhã bem completo e fomos pegar o carro na locadora GMC, bem ao lado do aeroporto. Esta foi a locadora mais barata de acordo com o site CarroAluguel (adoro este site!) e olha, valeu a pena, pois o atendimento foi excelente.

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 Pegamos a estrada rumo a Bento Gonçalves e depois de 2 horas de asfalto lisinho e paisagem agradável, chegamos na casa de nossos amigos. A cidade é uma delícia e as pessoas são muito educadas…nada de buzinas ou barracos na rua, para nossa felicidade. Paz.

 Fomos em busca de um restaurante pois estávamos famintos, mas os 2 que foram indicados (Casa Valduga e Mamma Gema) estavam lotados, com fila de espera de no mínimo 1 hora. Acabamos indo em um bistrô bem pequeno na vinícola Vallontano, que não tinha nenhuma fila. A comida estava boa e foi barata, assim como os vinhos servidos. Nada espetacular não…mas rolou.

 Saímos do bistrô e fomos conhecer as vinícolas do Vale dos Vinhedos. Fomos primeiro na vinícola Marco Luigi, que é uma das favoritas dos nossos anfitriões. A estrutura é linda e os funcionários foram bem simpáticos. Fizemos o tour pelas instalações e depois a degustação de alguns vinhos e espumantes, muito bons por sinal. Para quem não sabe, o atual dono desta vinícola é irmão do dono da Casa Valduga (vinícola mais famosa) e é irmão também do dono da Don Giovanni. As 3 vinícolas ficam na mesma rua e são lindas, cada uma com seu porte.

Marco Luigi - entrada
Marco Luigi – entrada
Tour na Marco Luigi
Tour na Marco Luigi

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Degustação boa...
Degustação boa…

               Saímos da Marco Luigi e fomos na Casa Valduga. Não deu para fazer nem o tour nem a degustação, porque estava lotado, mas passeamos por lá e depois fomos na lojinha, onde deu para fazer a degustação de alguns vinhos, antes de escolhermos qual levar para casa.

Casa Valduga bombando
Loja da Casa Valduga bombando

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 Fomos depois para o hotel Spa do Vinho, pois eles disseram que valia a pena a visita. E vale mesmo! O hotel é lindo, com sua decoração majestosa, e a vista também, pois dá para ver várias vinícolas de cima. Paramos no bar para tomar os cafés e aproveitamos para curtir a lareira, ouvindo música somente instrumental ao vivo. Para nossa sorte, estava tendo um evento do tipo happy hour e nos serviram champagnes maravilhosas. Deu para sentir a riqueza do lugar…

Hotel Spa do Vinho
Hotel Spa do Vinho
Vista da entrada do hotel
Vista da entrada do hotel
Lareira enorme
Lareira enorme

 Voltamos para casa e jantamos pizza, com um friozinho delicioso.

Dia  2 – domingo (20/04/2014)

 Depois do café da manhã, nos despedimos de nossos amigos (que iam viajar) e fomos para a região de Caminho de Pedras, onde estão outras vinícolas famosas também. Fomos primeiro na Cave Geisse, pois o Celo adora o espumante de lá. E olha, o lugar é lindo e tem uma paz surreal, pois é bem afastado. Valeu muito a pena a visita! O legal de lá é que o dono é chileno e sempre trabalhou neste ramo. Chegou ali, estudou o solo, plantou a melhor uva pra região segundo ele e pronto, fez um dos melhores espumantes do país (quiçá o melhor!).

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 Fizemos o tour pela vinícola e depois fizemos a degustação de espumantes e vinhos MARAVILHOSOS. O espumante de que mais gostamos é o sem açúcar, por incrível que pareça. É absurdamente suave. Fizemos a festa na lojinha, comprando os espumantes feitos ali e os vinhos deste mesmo cara produzidos em lugares diferentes (acho que no Chile na maioria). Tenho certeza de que todos são sensacionais (El Sueno). Postaremos depois o resultado no aplicativo Vivino.

 Saímos de lá revitalizados e ficamos passeando com calma pela região. Passamos na vinícola Fornasier apenas para apreciar o mirante …

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Vista do Mirante
Vista do Mirante

Depois passamos na Casa do Tomate, que é um lugar bem agradável, com forte tradição italiana e muitos quitutes gostosos. Experimentamos várias coisas e acabamos comprando um molho delicioso.

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 De lá, fomos para a Casa da Ovelha, que é uma graça. Infelizmente, estava lotada e o horário para alimentá-las era só em 2 horas, então não quisemos esperar para isto.

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Loja cheinha
Loja cheinha

 Tentamos almoçar nos mesmos restaurantes que tentamos no dia anterior, mas todos estavam lotados de novo. Uma chatice viajar no feriado.  Decidimos ir comer no Spa do Vinho, apesar de acharmos que o jantar é mais apropriado, por ser um lugar tão romântico e chique. Enfim…chegamos lá e para nossa surpresa, não tinha fila de espera. O esquema do almoço era All you can eat, incluindo comida de café da manhã. No início achamos maneiro, mas depois achamos estranho. A comida é gostosa, mas falta alguma coisa. Acho que esse esquema não funciona bem em lugar chique.

 Depois do almoço, ficamos relaxando do lado de fora do hotel, apreciando a vista e o pôr do sol. Olha que coisa linda…

 Saímos de lá em busca de nosso hotel (Villa Dei Fiori)e o Google Maps nos enganou. Demos uma volta bizarra e depois de ligarmos pra pousada, finalmente estávamos no nosso quarto. Infelizmente, ele era pior do que eu imaginava. Achei que a pousada era pequena, familiar como eles disseram e que os quartos eram aconchegantes, mas quando chegamos lá, nos deparamos com um prédio recém construído, com quartos sem nenhum charme. Me arrependi de ter insistido em economizar, mas depois passou…

Dia 3 – segunda-feira (21/04/2014)

Tomamos um café da manhã razoável e pegamos estrada rumo a Cambará do Sul. Passamos por Caxias do Sul, que é maior que Bento, mas ainda assim é muito agradável. A estrada é ótima e quase não tinha carro indo na mesma direção, mas em compensação, muita gente estava voltando do feriado.

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 Depois de 2h, chegamos em Cambará do Sul. Que cidade micro e fria, gente! Paramos em uma lanchonete para comprar sanduíches (sim, este foi nosso almoço) e seguimos correndo para o canyon Itaimbezinho. A maioria das pessoas que conheço só conhecem POA, Gramado e Canela no RS, mas graças a meu pai, tive o prazer de conhecer este lugar lindo em 2006 e agora com o Celo, achei que valeria a pena voltar. Pegamos uma estrada de 20km, sendo boa parte de terra, e depois de quase 1 hora, chegamos. Perguntamos sobre as trilhas e sobre a visibilidade, porque nesta época do ano é comum ter neblina, então pode não valer a pena andar para caramba se você não vai conseguir ver nada.

Chegando em Cambará
Chegando em Cambará

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Estrada para o Itaimbezinho
Estrada para o Itaimbezinho

 Já eram quase 15h e por causa do horário, decidimos fazer a maior trilha, que leva para mirantes que dão visibilidade de 70% do canyon. Segundo eles, você demora 1h30 para ir e 1h para voltar, mas vimos que este ritmo é para gente bem lerda, porque são 6km no total, sem subidas e descidas. Talvez você gaste muito tempo apreciando o lugar, porque é sensacional…

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Como o parque fecha às 17h e queríamos fazer a trilha do Vértice, que é de onde dá para ver os outros 30% do canyon, voltamos relativamente rápido (1h30 ida e volta). Quando chegamos à base, perguntamos sobre a visibilidade e o rapaz disse que na trilha do vértice, era nenhuma. Felizmente, o Celo insistiu para irmos e foi ótimo, porque deu para ver a cachoeira Véu de Noiva, que é linda de morrer. Esta trilha demorou uns 30 minutos no total…

Na trilha do Vértice
Na trilha do Vértice
Difícil passar por ai...
Difícil passar por ai…
Véu de Noiva
Véu de Noiva

De lá, fomos atrás de nossa pousada, que fica a 3km do centro da cidade. Depois de muita estrada de terra, chegamos à nossa pousada deliciosa: Recanto dos Amigos. A pousada é uma fazenda e possui apenas 5 chalés, mas segundo ele, há mais quartos disponíveis na casa principal. Fomos muito bem atendidos pelo dono, que é um amor de pessoa, e tivemos o prazer de vê-lo alimentar as ovelhas. A fazenda é do tamanho de 300 estádios de futebol e segundo ele, os animais ficam soltos por esta área. O único perrengue é que as ovelhas precisam voltar para perto da casa principal, pois se ficarem distantes, podem ser atacadas por pumas. As vacas e cavalos podem ficar soltos o tempo inteiro, pois não são alvos deles. Para fazê-las voltarem, o Sr. Edson dá uma comida simbólica e todas as noites, elas voltam de onde quer que estiverem.

Voltando do Itaimbezinho
Voltando do Itaimbezinho
Ovelhinhas comendo
Ovelhinhas comendo

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 Nos arrumamos e fomos em busca de um lugar para jantar na cidade, não esperando muita coisa. Mas, para nossa surpresa, encontramos um lugar delicioso, chamado Sendero. É um bistrôzinho com no máximo 10 mesas, com música boa, decoração aconchegante, atendimento justo e comida deliciosa. Escolha perfeita 🙂

Dia 4 – terça-feira (22/04/2014)

Tomamos um café da manhã bem caseiro e saímos do hotel com gostinho de quero mais. Ele falou dos passeios a cavalo na fazenda, mas como o plano era ir até o canyon Fortaleza (20km de distância) e depois ir direto para Gramado, achamos que ia ficar corrido.

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Seguimos para o canyon, mas no meio da estrada, começou uma neblina bizarra e achamos melhor voltar.

Tentamos..
Tentamos..

Voltamos e adivinha para onde fomos? Para nossa pousada! Fizemos o passeio a cavalo somente na fazenda dele e foi incrível. 1/3 da fazenda dele é pasto, 1/3 é plantação de árvores para móveis e 1/3 é mata nativa. Durou mais de 1 hora e foi ótimo, porque conversamos sobre tudo possível. Bateu uma vontade retada de ter uma fazenda…

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Depois de lá, fomos para o restaurante Galpão Costaneira, que foi recomendado por uma pessoa na trilha. Muito bom! R$25 por pessoa, all you can eat, em um ambiente bem gaúcho. Valeu a pena!

 Pegamos estrada rumo a Gramado e depois de 2h, lá estávamos. Fomos para lá no ano passado para o casamento dos nosso anfitriões de Bento, então já tínhamos noção do que íamos vivenciar. Cidade agradável, romântica, turística, estruturada… bem diferente de Cambará. Fomos direto para nosso hotel, o Quero Quero, que fica na estrada entre Gramado e Canela. Delícia de hotel e ótimo atendimento.

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 Na hora de escolher o restaurante da noite, optei por usar o ranking do TripAdvisor. Queríamos um restaurante romântico de fondue, de preferência vazio. Escolhemos o 2º restaurante do ranking, que é o Chateau dos Platanos. Melhor escolha impossível. O restaurante é incrível em todos os sentidos. Estava vazio, com música ao vivo ótima, atendimento excelente, decoração irada e comida espetacular. Começamos pelo fondue de queijo e quase parei por ali, de tão bom que era o queijo. Cheguei a perguntar o que tinha ali dentro, mas não lembro a resposta. =P

 Depois comemos o fondue de carne na pedra, que não conhecíamos. É uma delícia e muito mais saudável que o fondue com a panela de óleo. Dá para repetir a vontade e para completar, serviram uns 14 molhos, todos deliciosos. Terminamos com um fondue de chocolate perfeito, com muitas frutas fresquinhas. Para minha felicidade, a banana e o morango também eram a vontade.

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Queijo maravilhoso!
Queijo maravilhoso!
Carne na pedra
Carne na pedra
Chocolate para fechar!
Chocolate para fechar!

 Voltamos de carro para o hotel morrendo de medo da Lei Seca. Por sorte, não vimos nenhuma. Para quem quiser visitar este restaurante, aproveitem o transfer gratuito. A gente só descobriu lá na hora!

Dia 5 – quarta-feira (23/04/2014)

Tomamos um café da manhã delicioso e fomos passear na cidade. Andamos pela região da rua coberta depois de comprarmos lembrancinhas, paramos para tomar sopa no restaurante Josephina. Estava bastante frio e começou a chover também, então caiu perfeitamente. Chegamos a descer no Lago Negro, mas estava com muita neblina, então nem valeu muito a pena.Pensamos em ir no Mini Mundo, mas a chuvinha desanimou.

Rua coberta
Rua coberta

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Lago Negro nublado
Lago Negro nublado

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 Saímos de Gramado ainda de dia e fomos para POA. Chegando lá, fomos para o bar de cervejas Bier Markt, que foi indicado por amigos. É um bar bem maneiro, com muitas cervejas importadas e comida gostosa. O atendimento não é lá essas coisas, mas é a vida…

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 Entregamos o carro e fomos para o nosso hotel, o Expressinho, com o transfer que partia do aeroporto. Que lugar horrível, gente. Hotel sujo, bem pobretão mesmo. Eu vi no booking que a avaliação era ruim, mas achei que dava para arriscar. NUNCA MAIS!  Ainda nos deram um quarto de frente, então teve barulho a noite toda. Infelizmente não posso dizer que fechamos com chave de ouro.

=(
=(

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Ainda bem que foram poucas horas ali dentro, porque nosso vôo foi bem cedinho na quinta…

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