Vou começar este post já avisando: Reserve no mínimo 4 dias para os Lençóis Maranhenses e se quiser conhecer São Luís, mais alguns dias também! A viagem é cansativa (muitas horas de carro) e as paisagens são incríveis!

RESUMO 

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 PS: Os valores acima são para duas pessoas!

PREPARATIVOS

Aproveitei a proximidade do aniversário do Celo para garantir uma viagem “das boas” para nós! Depois de muito pesquisar, encontrei passagens de milhas pela Gol para vários lugares, mas acabei me animando mesmo com São Luís. Sempre quisemos ir aos Lençois Maranhenses, mas nunca encontramos passagens baratas em épocas boas, então assim que encontrei, achei que era um sinal. Tivemos que faltar um dia nos nossos trabalhos, pois um final de semana é muito pouco para lá, por causa da distância e passeios a fazer. Pô, foram 14h em vôos e conexões + 8h de transfer de São Luis para Barreirinhas e vice-versa. É coisa para caramba para 3 dias … voltamos exaustos de lá!

Fechei todos os passeios e transfers com a empresa São Paulo Ecoturismo, pois foi a empresa que me ofereceu o melhor custo benefício, dado o nosso tempo limitado. Um casal de amigos foi para lá e recomendou a empresa Tropical Adventure, mas infelizmente, os passeios oferecidos não combinavam com o nosso curto tempo. Quando comecei a trocar e-mails com as duas empresas, vi uma diferença absurda nos preços de transfers privativos e coletivos para um casal, no caso:  R$350 para transfer privativo a qualquer horário e R$100 para transfer coletivo com hora marcada. Obviamente, optamos pela segunda opção.

Dia 1 (sábado) – 23 de agosto de 2014

Pegamos o vôo na sexta às 21h  do Santos Dumont para Guarulhos e aí depois para São Luís. Chegamos lá às 03h20, mas tivemos que esperar quase 2h no aeroporto, já que o transfer para Barreirinhas saía de lá às 5h. O que fizemos neste micro aeroporto nesse tempo todo? Lanche, massagem deliciosa de cadeira, leitura e soneca, nesta ordem.

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Entramos na van e infelizmente, decidimos sentar no fundo, por ter quatro cadeiras e ser mais escurinho. Se arrependimento matasse… Passamos a viagem inteira sacolejando com pouco espaço para as pernas, porque uma pessoa acabou sentando conosco lá atrás e não foi possível deitar, como tínhamos imaginado. Para piorar, as cadeiras da frente reclinavam muito e nos apertaram pacas. A sorte é que o cansaço estava grande demais para não conseguirmos dormir, então foi isso que fizemos, sentadinhos. Paramos no meio do caminho, ou seja, depois de 2h de estrada, em um restaurante para as pessoas irem ao banheiro e comerem alguma coisa. Depois, mais 2h de viagem até finalmente nosso destino, Barreirinhas, a cidade base para os Lençóis Maranhenses.

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O centrinho é até mais arrumadinho, com casas pintadas.

Chegamos por volta de 9h e confesso que não curtimos muito o que vimos. A cidade é grande (imaginávamos menor) e muito feia, com muitas casas com os tijolos à mostra. Acho que nunca visitamos uma cidade turística tão pobre como esta. O motorista parou em algumas pousadas para deixar os turistas e não gostei de nada do que vi. Seguimos finalmente para nosso hotel, o Gran Solare e fiquei tão feliz ao vê-lo! [Detalhe: o mesmo casal que indicou a Tropical Adventure nos indicou outro hotel para ficar, o Porto Preguiças Resort, que é o melhor e mais caro da cidade. Quando fomos verificar a disponibilidade, não havia mais quartos disponíveis, para meu alívio e para frustração do Celo. (Pô, R$500 a diária não rola!!)]. O nosso hotel era bem arrumadinho, todo moderno com uma baita infra e um preço justo. Tem um esquema de condomínio ali também, em que alguns quartos têm proprietários e para diferenciar os donos dos hóspedes, ganhamos pulseiras diferentes. Achei bem legal!

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PS: O nosso quarto tinha duas camas de solteiro, mas assim que liguei para reclamar, eles juntaram e colocaram uma capa por cima, que ficou perfeito para nós. A cama ficou gigante, sem buraco no meio. Ponto para eles!

Como pagamos apenas duas diárias e a diária só começava 12h, acabamos pagando pelo café da manhã e eles liberaram a entrada cedo no quarto. Nos arrumamos e fomos para a piscina fazer hora até o passeio da Lagoa Bonita, que só começaria às 14h. Ficamos bebendo no bar da piscina até que o pessoal da empresa de turismo chegou para nos buscar, pontualmente. Nos buscaram com uma Toyota com uns bancos adaptados na mala, bem legal, por sinal. Passamos para comprar águas (no mínimo 1 litro por pessoa, de verdade) e fomos para as dunas. Passamos por uma trilha roots, com vários momentos de quase atolamento do carro e quase acidente com os galhos nas pessoas, mas sobrevivemos. Chegamos à base das dunas e nos deparamos com uma ladeira de quase 70 metros, só de areia. Ninguém comentou sobre esta ladeira safada. Ninguém. Quase morremos na subida, mas valeu super a pena. Olha o visual, gente…

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Ficamos umas 4 horas ali, alternando caminhadas nas dunas com banhos nas lagoas. Achei que ia sufocar com o sol, mas foi bem mais tranquilo do que pensava. Bote um óculos escuros, bastante protetor e de preferência prenda o cabelo, porque o vento é punk, e se jogue. O lugar é uma paz só, com visual deslumbrante. Não tem como não curtir.

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Descobri, conversando com o guia, que a melhor época para ir aos Lençóis é Julho/Início de agosto, porque é quando as lagoas estão realmente cheias, já que é quando o período de chuva acabou de acabar. Fomos no final de agosto e ele disse que tinham lagoas bem vazias, que ficavam mais bonitas quando totalmente cheias. Talvez um dia a gente volte, né…

A melhor parte do passeio foi de longe, ver o pôr do sol. Imensidão branca, com céu com pouquíssimas nuvens, céu laranja, sol redondinho limpinho e um vento delicioso. Achei mágico, pena que tinha mais gente ao redor de nós, porque senão seria perfeitamente romântico.

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Saímos de lá depois que o sol se pôs, descemos a baita ladeira e voltamos pela mesma trilha roots. Chegamos no hotel por volta de 19h, nos arrumamos e fomos jantar na pizzaria do hotel mesmo, que fica na margem do rio, com clima bem gostosinho. Adoramos a pizza, o vinho (por um período curto, tivemos que beber em taças de cerveja..rs) e principalmente a rodinha de amigos tocando música sertaneja no violão…

Dia 2 (domingo) – 24 de agosto de 2014

 Acordamos, tomamos o café da manhã super completo do hotel e ficamos esperando nos buscarem para fazermos o passeio do quadriciclo. O rapaz da nossa empresa acabou aparecendo bem na hora que não estávamos na recepção e pasme, saiu do hotel sem a gente. Ligamos para a empresa depois que descobrimos que eles saíram de lá e eles nos instruíram a ir para uma loja dentro do hotel, que era onde estava um grupo grande esperando. Eu acho que eles nem chegaram a ir para lá..rs. Fizemos as aulas práticas bem em frente ao hotel e depois de quase 1 hora de espera para todos fazerem a aula prática e ouvirem as instruções, fomos finalmente passear.

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 Começamos passando por algumas ruas com casas muito pobres e bateu uma vibe ruim ali. Sei lá, a gente gastando R$350 em um passeio de quadriciclo e famílias morando em casas que nem de tijolo eram. Muita pobreza mesmo. Depois que as casas foram sumindo, acabei curtindo mais o passeio. Passamos por umas trilhas legais, com risco de atolamento e depois de quase 1 hora dirigindo, paramos em um pseudo bar para beber água de côco e ficar na sombra. Seguimos pela trilha e depois de meia hora, chegamos a umas dunas bem maneiras e algumas lagoas, onde paramos para mergulhar. Depois seguimos e tivemos que atravessar rios enormes com o quadriciclo quase coberto de água. Adoramos a experiência!

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Depois das dunas, chegamos até a praia de Caburé. Mar revolto, muito vento, areia branquinha, pitocos de árvores mortas por causa da maré e nem uma alma penada por lá. Ficamos bastante tempo andando de quadriciclo, com o barulho do vento e das ondas…uma delícia! Poderia durar o dia inteiro e não íamos cansar, principalmente se pudéssemos correr que nem delinquentes (Celo conseguiu isso algumas vezes, só…)

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Depois de algum tempo, chegamos em um restaurante bem simples, mas aconchegante, o Cabana do Peixe. Pedimos casquinha de caranguejo, peixe com molho de camarão, cocada e cerveja para acompanhar. Tudo gostoso, especialmente a cocada.

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Depois de pagarmos a conta, fomos deitar nas redes que ficavam do lado de fora do restaurante. Que delícia, gente! Na sombra, com bastante vento, rede balançando e a companhia perfeita do lado…não queríamos sair de lá.

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Eis que, depois de alguns minutos deitados, ouvimos barulhos de quadriciclos e saímos correndo para ver o grupo. Não é que eles iam embora sem a gente? Um absurdo!! Dei um leve esporro no guia, fiz um barraco para recuperar o nosso quadriciclo, já que ele estava sendo utilizado por um casal que ia voltar de lancha (Ah é! Tem essa opção de passeio também!) e pronto, voltamos pela mesma trilha que viemos. =P

Chegamos por volta de 17h no hotel e aproveitamos para curtir a piscina novamente. Depois de quase uma hora no bar, tivemos uma nada agradável surpresa: quando estávamos apoiados na borda da piscina, uma aranha CARANGUEJEIRA veio na nossa direção! Isso mesmo! Eu só percebi quando ela estava bem perto do pescoço do Celo, afinal sou míope e estava sem óculos/lente. Dei um berro altíssimo, puxei o Celo para o centro da piscina, onde eu estava, e pasme, a aranha entrou na água! Continuei gritando, até que o garçom do bar conseguiu tirar a aranha da água e a matou fora da piscina. Surreal! Pareceu cena de filme. A vontade de ficar na piscina sumiu e subimos direto para o quarto.

Em compensação, tivemos a agradável surpresa de saber que o hotel, por ser longe do centro da cidade, oferece uma van a noite para os hóspedes irem jantar nos restaurantes do centro, mais tradicionais. Agendamos para sairmos às 20h30 e nos planejamos para voltar às 22h30. Chegamos no centro e confesso que não estávamos muito animados com os restaurantes que estavam por vir, porque a cidade é meio pobrezinha e tals, mas quando chegamos na rua onde ficam os restaurantes maneiros, bem à beira do Rio Preguiças, adoramos o que vimos! Olha que bacana…

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Este centro de artesanatos fica aberto até 21h. Finalmente consegui comprar meu imã!

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Olhei no aplicativo TripAdvisor e o restaurante nº1 era do Resort Porto Preguiças, mas a comida era internacional. Já tínhamos falado em comer algo típico, então optamos por ir no restaurante nº 2 da lista,  A Canoa. Sentamos lá em cima, pois achamos mais acolhedor, e de lá conseguimos ouvir a música que estava sendo tocada na rua e ainda tivemos a vista toda para nós.

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Demoramos para ser atendidos, mas a comida chegou até rápido. Estava tudo delicioso e a apresentação muito maneira. Olha só:

Pina colada!
Pina colada!
Camarão gratinado no abacaxi...delícia!
Camarão gratinado no abacaxi…delícia!

Dia 3 (segunda) – 25 de agosto de 2014

Acordei várias vezes durante a madrugada passando muito mal. Não sei se foi por causa de algo que comi/bebi no almoço ou no jantar. Queria descobrir para falar para vocês fugirem…tenho a leve impressão que foi o molho de camarão do restaurante do almoço, mas não posso dar certeza. Enfim…

Tínhamos o passeio da Lagoa Azul agendado para às 9h, mas quando deu 8h30, liguei para cancelar. Ficamos no quarto pensando se melhoraríamos e tals, e decidimos ligar para lá e falar que íamos. Acabamos pegando um taxi até o escritório deles no centro da cidade (R$20) e lá fomos nós, ainda enjoados. Fizemos praticamente o mesmo trajeto que fizemos no primeiro dia para a Lagoa Bonita, ou seja, carro quase atolando em trilha com muito buraco, plantas batendo em nós, etc. Perrengue total.

Finalmente chegamos às dunas e lá fomos nós passear por elas e nos banhar em algumas lagoas: Lagoa dos Toyoteiros, Lagoa da Paz, Lagoa Azul e Lagoa da Preguiça. Todas lindas e graças a Deus, vazias de gente. Ficamos alternando entre passar mal e passar bem, mas não nos arrependemos de ter ido.

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O bom é que voltamos para o hotel por volta de 13h, então nem sofremos tanto. Aproveitamos para arrumar as malas, tomar banho e dormir o que não dormimos de madrugada. Era para fazermos o checkout às 15h, mas conseguimos ficar até às 16h, hora que nosso transfer para São Luís passaria para nos buscar. Mais pontos para o hotel! =)

Sentamos no meio do transfer desta vez e dormimos que nem pedras. Mesmo esquema da ida…parada no meio da estrada, depois de 2h de chão. Chegamos no aeroporto de São Luís por volta de 21h, mas o nosso vôo era só às 3h da manhã. A nossa ideia inicial era sair para jantar em São Luís e fazer hora,  mas como ainda estávamos enjoados, decidimos ficar quietinhos no aeroporto mesmo. Nos revezamos para dormir nos bancos e até tentamos antecipar nosso vôo, mas custava R$800 para cada. Sem chance. Depois de 7h de vôos e conexões, chegamos finalmente no Rio. Agora estamos nos recuperando e nos divertindo com as fotos erradas da GoPro! =P

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