Dia 1 – sábado (07/03/2015)

Voamos de Ryanair (50 euros por pessoa, ida e volta) para Beauvais, que é uma cidade que fica a 1 hora de ônibus de Paris. Pegamos o ônibus no próprio aeroporto (17 euros por pessoa) e por volta de 10h30 chegamos na cidade mais romântica do mundo. Descemos perto da estação de metrô Porte Maillot, mas como o dia estava lindo, decidimos andar pela Av. des Champs Élysées até o Arco do Triunfo, já que era relativamente perto.  Esta avenida é realmente agradável, como todos falam. Ela é bem larga e os prédios são lindos padronizados, com restaurantes e lojas no térreo. O Arco do Triunfo é lindo também e tem uma riqueza de detalhes que me deixou encantada e sem conseguir parar de tirar fotos (para chegar até ele, tem uma passagem subterrânea). Ele foi construído em 1806, tem 50 metros de altura e é possível subir nele, mas como estávamos com nossas bagagens, achamos melhor seguir para nosso cantinho.

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Tentamos comprar um chip da empresa Orange para podermos nos comunicar com meu irmão (ele ficou hospedado na casa de um amigo), mas todos os chips estavam esgotados e assim ficaram pelos próximos quatro dias, para meu espanto. Seguimos para o metrô, compramos 10 passagens por 10,40 euros e descemos na estação Notre Dame des Champs, que ficava bem perto do nosso apê. Isso mesmo! Alugamos pelo AirBnb um estúdio bem parisiense que adoramos (80 euros a diária). Ele realmente era um ovo, como as fotos mostravam, e tinha um sofá cama ao invés de cama, mas nós nos sentimos como locais, que era exatamente o que queríamos quando estávamos planejando a viagem. Ele fica em uma rua super residencial perto do Jardim de Louxemburgo e de várias estações de metrô, ou seja, localização perfeita e tranquila. Quando chegamos no apê, o nosso querido anfitrião tinha deixado alguns queijos e pães de presente para nós, como presente de boas vindas. Como não adorar, né?

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Rua do nosso apê

Saímos para passear e fomos andando direto para o Jardim de Luxemburgo. O dia estava bonito e o jardim estava lotado de pessoas se exercitando, fazendo picnic ou apenas passeando. Infelizmente, como fomos no inverno, não deu para ver flores, mas achei o parque encantador mesmo assim.

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Alugamos a bicicleta Velib em um estação por perto. Foi só colocar o cartão de crédito para sair pedalando…super fácil. Pagamos 8,40 euros para usar por 7 dias, mas só usamos por 4 dias e mesmo assim, achamos que valeu muito a pena! A cidade é praticamente toda plana e os motoristas são bem educados, então andar de bicicleta é super tranquilo (esqueça seus traumas do Brasil, por favor!). O metrô pode ser legal para distâncias maiores, mas já aviso que são bem sujos e fedidos, então o que deu para fazer de bike ou andando, nós fizemos.

Fomos até o Rio Sena, que não impressiona com a sua cor marrom, mas tenho que admitir que o conjunto da obra é apaixonante: rio + museus + pontes + prédios clássicos. Passamos em frente ao Musée D’Orsay, que fica em uma antiga estação de trem linda, e seguimos andando até pararmos em uma estação de bicicleta perto do Les Invalidés, que é onde o Napoleão está enterrado. O prédio é lindo por fora e deve ser incrível por dentro também, mas como o ingresso dava direito ao Musée de l’Armée e meu irmão não quis entrar, vamos deixar para visitar quando estivermos sozinhos, já que o Celo se amarra em tudo relacionado a armas.

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D'Orsay
D’Orsay
Musée de l'Armée
Les Invalidées
Napoleão está enterrado neste prédio
Napoleão está enterrado neste prédio

De lá, fomos andando até a famosa Torre Eiffel, parando no meio do caminho para comer uma crepe maravilhosa de Nutella e depois para comprar queijos e vinhos em lojas especializadas. Fomos até o jardim da torre e ali mesmo montamos o nosso mini picnic com os nossos itens recém adquiridos. Achei a atmosfera do lugar uma delícia, apesar de ter turistas até demais, para o meu gosto. A torre impressiona pelo tamanho (300 m de altura) e pela estrutura também, mas o que me chocou mesmo foi a fila para subir nela. Não estava com muita paciência para esperar, mas sei que um dia terei que fazer isso, porque dizem que a vista é linda! Acho que até dá para comprar o ingresso com antecedência e evitar filas, então da próxima vez eu vou me esforçar para ir, né? 🙂

Queijos e mais queijos!
Queijos e mais queijos!

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Aproveitamos que estava começando a escurecer e atravessamos a ponte até o Jardins du Trocadéroque é um lugar onde as pessoas ficam sentadas apreciando a torre. Estava rolando um show de artistas locais e a galera estava bem animada, principalmente quando as luzes da torre se acenderam e ela ficou ainda mais bonita. Vale a pena pegar esta transição (li em algum lugar isto e agora posso recomendar também!).

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Voltamos para o apê e nos arrumamos para jantar. Pegamos a bicicleta em uma estação bem perto do apê e fomos até o restaurante Bouillon Camille Chartier. Este restaurante foi indicado pela minha sogra, que vai a Paris todos os anos pois é apaixonada pela cidade. Não teve erro, né? O restaurante é lindo, a comida estava ótima e a garçonete foi uma simpatia. Noite perfeita. ❤

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Dia 2 – domingo (08/03/2015)

Tomamos café da manhã correndo em uma padaria no caminho para a Notre Damepois queríamos pegar a missa de cantos gregorianos às 10h, que é super recomendada em vários blogs. Nós chegamos bem em cima da hora e por sorte, não tinha fila para entrar. A catedral começou a ser construída no século XII, mas sofreu várias reformas ao longo dos anos e você consegue ver a evolução lá dentro da catedral em uma exposição. Ela é divina por fora e por dentro e realmente passa uma paz maravilhosa. Achei a missa bem emocionante com os cantos gregorianos. Valeu a pena a correria!

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Saímos da catedral e atravessamos a ponte para visitar a outra ilha no Sena (Saint Louis), que é uma graça! Acho que é o lugar mais charmoso e mais calmo que vi na cidade, então foi o meu lugar preferido de todos. Andamos pela rua principal que tem lojas fofíssimas de decoração e tem a famosa sorveteria Berthillon, fundada em 1954. Apesar de ainda ser de manhã, fizemos questão de tomar sorvete lá e olha, são bem gostosinhos mesmo.

Ponte com os cadeados
Ponte com os cadeados

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Atravessamos a Pont Marie e fomos para o bairro de Marais, que é super badalado nos finais de semana. Passamos no meio de uma maratona super animada e cruzamos com muitas pessoas estilosas andando pelas ruas. Achei o lugar super vibrante e alternativo e a energia deliciosa (talvez fiquemos hospedados lá da próxima vez). Andamos até a Place des Vosges, que é a praça planejada mais antiga da cidade, para fazer nosso picnic com o vinho que compramos por ali mesmo. Que energia boa…

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Hotel de Sully

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Vinhos baratíssimos!
Vinhos baratos!
Place des Vosges
Place des Vosges

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Fomos em busca dos restaurantes indicados pela minha sogra e acabamos ficando no Chez Camillepois era o que estava menos cheio. Apesar de ter me confundido com meu super francês e ter pedido fígado ao invés de vieiras, achamos tudo ótimo, inclusive o atendimento. Andamos até a Saint Eustache, passando pelo Centre Pompidou e vários outros lugares citados no nosso guia.

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Pompidou
Pompidou

De lá, pegamos um táxi até a Sacre Coeur (15 euros), que é uma basílica maravilhosa (no pictures inside, sorry) com uma vista da cidade espetacular. Aproveitamos para ver o entardecer ali e depois fomos passear pelo bairro de Montmartre, passando por uma feirinha de quadros e pinturas e por várias ruas super agradáveis. Compramos doces maravilhosos na patisserie La Galette des Moulins e depois de algum tempo passeando, paramos para tomar umas taças de vinhos no restaraunte Le Saint Jean. (nada demais)

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Ruas com lojas de souvenirs
Ruas com lojas de souvenirs

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Fomos jantar no restaurante Petit Fernand, também indicado pela minha sogra. Ele é bem pequenininho, super aconchegante e a comida é ótima, assim como o atendimento (73 euros para nós dois, com o vinho da casa).

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Segunda-feira (09/03/2015)

Comemos algumas coisas em casa e fomos de bicicleta direto para o Louvre. Não entramos pela entrada principal, porque li no blog Conexão Paris que a melhor opção era uma entrada lateral, na Rue de Rivoli (várias pessoas me deram essa dica também)Quando você entrar, vai se deparar com várias lojas e vai achar que está em um shopping center, mas é isso mesmo. É essa a entrada. Siga andando que você vai ver a fila da segurança e vai ganhar alguns minutos/horas se comparar com a entrada principal. Aproveitamos que a fila estava grandinha e compramos nosso café da manhã em um restaurante e também alguns macarons no Laduréeque é uma loja de doces bem famosa de Paris. São deliciosos e você pode escolher de vários sabores, mas tenha em mente que são bem doces. Eles custam 1,90 cada e os meus favoritos foram chocolate e pistache. 🙂

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Depois de passar pela segurança, entramos em uma mini fila para comprar os ingressos (12 euros) e finalmente entramos no museu. (Acho que dá para comprar os ingressos com antecedência para evitar filas, mas não sei se você fica livre da fila da segurança, que é a maior. Dá uma pesquisada melhor antes!) Bom, o que falar do Louvre, né? É um museu enorme mesmo, com muitaaaaaa coisa para ser vista. No início, ficamos um pouco perdidos com o mapa que nos deram, mas é só uma questão de alguns minutos para você traçar seu roteiro e seguir. Meu irmão comprou o audioguia e foi nos falando os detalhes mais importantes, então acho que é uma boa dica para você não ficar tão perdido. Até o site do museu te ajuda a não ficar tão perdido, oferecendo material para você já ir lendo antes de chegar lá. (não fizemos isso, mas vai que é uma boa para você…) Nós ficamos encantados com as exposições da Grécia e do Egito, assim como com os cômodos e objetos da realeza. No total, acho que ficamos umas 5 horas lá dentro e olha que nem andamos devagar não. O lugar é enorme mesmo e certamente dá para passar dias ali olhando as coisas com calma, mas acho que para uma primeira vez, esse tempo foi suficiente para mim. Ah, já fui preparada para ver uma mini Monalisa cercada de uma multidão, então não me frustrou tanto. Fica a dica!

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Venus de Milo
Venus de Milo

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Saímos de lá exaustos e fomos comer no restaurante Les Deux Magotsque fica relativamente perto do museu, do outro lado da ponte. Comemos omeletes, croque monsieur (uma espécie de misto quente divino) e um petit gateau por 100 euros. Uma fortuna, eu sei, mas tudo estava maravilhoso!

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Atravessamos a ponte novamente e fomos andar pelo Jardin de Touleries, que fica entre o Louvre e a Place de la Concorde. Não deu para ver flores (acho que existem na primavera e no verão), porque estávamos no inverno, mas achei lindo mesmo assim, principalmente por causa da vista da cidade a partir dele. Passamos pela Place de la Concorde, que é a maior praça da cidade, e seguimos até o Petit PalaisGrand Palaisambos museus atualmente. Não conseguimos entrar, porque já estavam fechados, mas ficamos encantados com eles por fora.

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Petit Palais
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Grand Palais

Andamos pela margem do rio até a Flamme de la Libertéque é um monumento que hoje homenageia a princesa Diana, que sofreu o acidente de carro em um túnel que fica bem embaixo. A energia do lugar é estranha, mas a torre Eiffel iluminada deixa esse energia melhor. Sentamos em uma praça que tinha por perto para tomar o nosso vinho (tivemos que abrí-lo em um restaurante) e comer os pistaches que compramos em uma loja especializada.

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A fome começou a apertar e fomos jantar em um restaurante italiano que tinha por perto, super bem recomendado no TripAdvisor, o Maitre PierreFomos extremamente bem atendidos e amamos a comida e o vinho. Recomendo!

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Dia 4 – terça-feira (10/03/2015)

Tomamos café da manhã em uma padaria que fica perto da Pharmacie Bader, na Boulevard Saint Michel. Esta farmácia é indicada para compra de cosméticos e os preços realmente valem muito a pena! De lá pegamos o trem para Versalhes na estação Saint Michel – Notre Dame. Compramos o trem na hora por 3,55 euros cada trecho e esperamos cerca de vinte minutos. Nesse tempo de espera, notamos que muitas pessoas pularam a roleta para não pagar ou então passaram junto com alguém que tinha pagado. Isso pode dar uma merda federal, porque quando tem fiscal, eles multam mesmo. Já aconteceu de multarem uma brasileira conhecida da minha sogra, só porque eles não conseguiram parar o cara que passou junto com ela na roleta (50 euros, eu acho). Atenção então!

A viagem demorou uma hora e parecia que estávamos no Brasil, porque só tinha brasileiro no nosso trem. Descemos em Versalhes e apesar de muitas pessoas ficarem vendendo o ingresso para o palácio, nós achamos melhor comprar lá mesmo. Pagamos 15 euros para visitar os cômodos do palácio e os jardins, mas se quiser só visitar os jardins, é de graça. Achei tudo lindooooooo dentro deste lugar. Os cômodos são realmente bem decorados e possuem muitos detalhes nos tetos (amo), paredes, chão, etc. Os móveis são encantadores e fazem você se transportar para a época deles, principalmente se você conseguir ignorar os grupos enormes de orientais e as milhares de pessoas fazendo selfie em cada esquina (principalmente brasileiros).

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Fomos depois para o jardim, mas por ser inverno e por estar nublado, não chegou aos pés das imagens que eu vi antes no Google. Vou ter que voltar na primavera/verão em um dia com sol para poder ver a beleza real. Dá uma olhada no que vimos e compare depois no Google…

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Obras =(
Obras =(

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Mesmo com chuva e um pouco frustrados, passeamos por horas por lá, até decidirmos voltar para Paris. Já em Paris, passamos em frente ao prédio da Academie Nationale de Musique (Opera) e entramos na Galeries Lafayette,  que é uma loja de departamento francesa incrível, com tudo que você puder imaginar. O prédio principal tem um vão central maravilhoso, de deixar qualquer um babando. É lindo!

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Passeamos um pouco pelas ruas e escolhemos o restaurante Petit Vendome para jantarmos. Comida ótima, mas o atendimento deixou a desejar. Achei legal que só tinha francês no restaurante 🙂

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Dia 5 – quarta-feira (11/03/2015)

Nosso vôo para Londres era às 7h30 do Charles de Gaulle, que fica bem longe do centro da cidade. Descobrimos um trem que saía da Gare du Nord antes das 5h, mas que chegaria a tempo de fazermos check-in. Peguei um táxi até a estação de trem e marquei de me encontrar com meu irmão no primeiro vagão do trem, já que estávamos sem chip com internet. Quando entrei na estação, ela estava entregue às moscas, sem nenhuma bilheteria aberta. Fui em busca das máquinas para comprar a passagem e em menos de cinco minutos fui abordada por dois caras mal encarados, que tentaram me dizer que não havia trem naquele horário e que eu precisaria ir para outra estação de trem. Fiquei assustada com o approach deles e saí da máquina em direção à saída da estação para perguntar para outras pessoas se aquilo era verdade. Eis que encontrei um senhor bem humorado, que me explicou que ia para o aeroporto também e que eu podia segui-lo sem problemas. Compramos a passagem na mesma máquina que eu tinha ido e fomos para a plataforma esperar o trem. Uma mulher falou no alto falante apenas em francês que o trem pararia em outra plataforma e lá fomos nós correndo para subir alguns andares (a estação é enorme!). A minha sorte foi encontrar meu irmão no meio do caminho, pois certamente ele ia para a plataforma antiga e haveria um desencontro bizarro. Bendito seja o meu anjo da guarda! Enfim, chegamos no aeroporto na hora certinha, mas fiquei assustada com essa estação de trem aí. Se der para evitar pegar trem de madrugada, certamente o farei das próximas vezes. Atenção você também.

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