Sábado (06/02/2016)

Aproveitamos o feriado de Carnaval no Brasil e tiramos alguns dias de férias na Irlanda para conhecermos a República Tcheca. Compramos com muita antecedência os vôos (159.76 euros para nós dois) e às 13h40 do sábado de carnaval partimos de Dublin.

Chegamos em Praga por volta de 17h e nossos amigos nos pegaram no aeroporto e dirigiram até o nosso hotel, o Inturprag. Escolhemos este hotel afastado do centro por ele ser bem barato e estar perto de uma estação de metrô. O quarto era bem básico (e verde! rs) e o banheiro tinha o vaso e o chuveiro separados em cubículos, o que foi bem claustrofóbico mas ao mesmo tempo uma mão na roda.

Deixamos as nossas malas no hotel e saímos pela região a procura de um restaurante legal para termos o nosso primeiro jantar. Entramos no restaurante/pizzaria Cerreto e tivemos um jantar ótimo, com pizzas gostosas e cervejas tchecas excelentes. Recomendo!

Dia 1 – domingo (07/02/2016)

Tomamos café da manhã no hotel e saímos por volta de 9h para conhecer a cidade. Andamos até a estação mais perto, a Českomoravská, e pegamos o metrô até a estação Mustek, que era a mais perto do relógio astronômico, na Praça da Cidade Velha. 

Metrô arrumadinho

OBS: Nós compramos o passe para 3 dias de transporte ilimitado em um jornaleiro (310 coroas por pessoa, ou 11 euros). É só validar o ticket na primeira vez que usar e guardá-lo com você pelos 3 dias para evitar problemas em caso de fiscalização. 

Chegamos na Praça da Cidade Velha e demos de cara com o famoso Relógio Astronômico (Orloj), que fica no prédio da Prefeitura da Cidade Velha. Este relógio é de 1490 e dizem que os conselheiros da cidade cegaram o relojoeiro-mestre que o construiu pois eles tinham medo que ele reproduzisse a obra-prima em outro local. O mecanismo atual dele é o mesmo que foi aperfeiçoado em 1572. Chegamos bem perto de 10h e deu para ver o showzinho com os bonecos do relógio (tem show a cada hora exata). É bem fofinho! Dizem que o melhor show é o de meio dia, mas nós não chegamos a assistir para confirmar a informação…rs.

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De lá fomos para a Ponte Carlos, o monumento mais conhecido da cidade, fundado em 1357 por Carlos IV. A ponte está aberta apenas a pedestres, mas na época em que foi construída, era possível passar até 4 carruagens lado a lado. As estátuas são bem interessantes…

Descemos uma escada no meio da ponte para chegarmos até a ilha Kampa, uma das muitas ilhas do rio Vltava. Que lugar agradável! Passeamos pelas ruas calmas com casas fofas e chegamos ao Lennon Wall, que é um muro dedicado ao cantor John Lennon. Qualquer um pode chegar ali e escrever uma homenagem…

Seguimos para a Igreja Nossa Senhora Vitoriosa, que além de ser o primeiro prédio barroco da cidade, é famosa pelo Menino Jesus de Praga. Esta imagem está guardada em uma caixa de vidro em um altar de mármore e está associada a um número considerável de curas milagrosas.Acho que é a primeira vez que eu vi uma imagem de Jesus fora da cruz…

Rodamos um pouco mais na região e entramos na minha igreja mais esperada, a São Nicolau (custou 140 coroas para nós 2 – 6 euros aprox). Esta igreja começou a ser construída em 1703 e só foi finalizada em 1761, tendo passado por um processo de restauração recentemente. É considerada uma obra prima barroca e na minha opinião, é o prédio com interior mais lindo da cidade (empatado com a Biblioteca Nacional – vou falar mais a frente dela).

 Subimos umas ladeiras para chegar até o Castelo de Praga, o maior castelo do mundo. (OBS: Eu fico muito animada quando visito algum lugar que é “o maior”, “o menor”, “o mais antigo” do mundo…rs). A vista do castelo é espetacular…que cidade linda, meu Deus! Ficamos algum tempo ali apreciando e depois entramos para visitar o castelo.

Passamos pelo primeiro pátio cara nos deparamos com uma fila enorme na Catedral de São Vito, mas depois descobrimos que as pessoas estavam esperando abrirem os portões. Compramos nossos ingressos na bilheteria (500 coroas para nós – 19 euros aprox, mas tem várias opções de combinados) e fomos direto para a fila da Catedral.

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A Catedral começou a se construída em 1344 e só foi concluída no século XX.  Lá estão as joias da Coroa e o túmulo do “Bom Rei Vesceslau”, que foi assassinado em 934 pelo seu irmão Boleslau quando ele ia assistir a uma missa matinal. Atenção aos vitrais, túmulo de prata de São João Nepomuceno, Capela de São Venceslay e ao painel de madeira com os mínimos detalhes da cidade no século XVII ( Fuga de Frederico).

Saímos da Catedral e fomos no Antigo Palácio Real, que era a residência dos príncipes da Boêmia (região onde Praga está). Existem 3 projetos arquitetônicos diferentes e eu confesso que não achei nada demais.

Entramos depois na Basílica de São Jorge, que é a mais preservada igreja românica da cidade. Ela foi construí´da em 915 pelo príncipe Vratislau, mas teve que ser reconstruída em 1142 depois de um incêndio que ocorreu ali.

Por fim, fomos até a Viela Dourada, que é assim chamada por causa dos ourives que moraram ali no século XVII. As casas foram construídas no final do século XVI para abrigar os 24 membros da guarda do imperador Rodolfo II e um século depois vieram os ourives. No século XIX a área virou moradia de pobres e criminosos da cidade e somente na metade do século XX esta área foi restaurada para mostrar o aspecto original.  Achei bem legal entrar nas casinhas coloridas e ver como eles viviam…são bem pequenas e aconchegantes.

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Saímos do Castelo bem cansados e pegamos o metrô até a estação do nosso hotel. Almoçamos no shopping Harfa, que ficava bem perto do hotel e depois fomos descansar um pouco. Saímos do hotel por volta de 20h e fomos para o centro da cidade em busca de um bar/restaurante legal. Entramos no Kotleta e pedimos goulash e algumas cervejas. Ótimo ambiente!

Passeamos um pouco pela cidade a noite (super segura) e depois voltamos para o hotel. Que cidade mais linda….

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Dia 2 – segunda (08/02/2016)

Tomamos café da manhã no hotel e pegamos o o metrô direto para o Bairro Judeu. Compramos o ingresso que dava direito ao cemitério e várias sinagogas (600 coroas para nós 2 – 22 euros aprox) e começamos o passeio ali mesmo. Entramos primeiro na Sinagoga Pinkas, que tem os nomes dos judeus tchecos mortos no holocausto em suas paredes.

De lá seguimos para Velho Cemitério Judaico, que possui cerca de 12 mil lápides em um espaço muito pequeno, mas acredita-se que existam cerca de 12 camadas de sepulturas ali. O túmulo mais visitado é o do Rabino Low, que possui muitos pedidos em papel e pedregulhos, símbolo de respeito.

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 Entramos na Sinagoga Klausen para ver o acervo do Museu Judaico e depois seguimos para a Sinagoga Staranová, que é a mais antiga da Europa (1270). Como lemos que o interior dela não tinha nada muito marcante para nós, que não somos judeus, não compramos o ingresso que dava direito a entrar nela. Passeamos por fora e vimos algumas fotos do nosso guia.

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Fomos visitar a Sinagoga Espanhola, que está no local onde foi construída a primeira sinagoga da cidade (não há vestígios). Tanto o interior como o exterior do prédio tentam imitar o estilo mourisco (eu amo!), principalmente fazendo alusão ao Alhambra (palácio na Andaluzia). Eu fiquei encantada com os detalhes e adorei a mostra dedicada à história dos judeus da Boêmia.

Saímos da última sinagoga já na hora do almoço e a Zu decidiu nos levar em um dos seus restaurantes favoritos da cidade, que não é nem um pouco turístico :). Andamos bastante até chegar no U Staré Pošty, já que ele fica ao lado da estação de trem, mas valeu muito a pena. Eles escolheram os nossos pratos e tudo estava divino. Gostamos tanto que até voltamos no último dia da viagem….

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Andamos até o Teatro Nacional (lindíssimo!) e atravessamos a ponte para apreciarmos a vista da cidade de uma outra ilha do rio Vltava. Olha que vista linda…

Pegamos um bonde (de graça, pois compramos o passe de transporte para 3 dias) para o Clementinum, pois a Biblioteca Nacional está dentro deste complexo. Eu sou apaixonada por bibliotecas e eu vi há muito tempo uma foto desta biblioteca barroca lindíssima. Ela é considerada uma das mais bonitas do mundo e depois de vê-la ao vivo, posso dizer que não é nenhum exagero. É demais mesmo! Nós compramos o ingresso que dava acesso à ela e também à torre com uma guia explicando os detalhes em inglês (44o coroas para nós dois – 16 euros aprox). Não é possível circular pela biblioteca e nem tirar fotos. A guia abriu a porta da biblioteca e de lá mesmo a gente pode ficar apreciando o seu interior, enquanto ela dava inúmeros detalhes (já não lembro mais de nada agora e não encontrei nada no guia, mas entre aqui para ver mais detalhes). Eu achei que valeu muito a pena, mas tenho certeza que as pessoas viciadas em foto vão se frustrar…um senhorzinho do grupo ficou bem triste. Aqui vai uma foto que encontrei no Google

Biblioteca Praga

Saímos da biblioteca e começamos a subir os degraus  do prédio, passando por vários relógios e objetos criados por físicos tchecos. No final do passeio, a gente visitou a torre e pudemos ver a cidade à noite toda iluminada. Coisa mais linda, gente!

Saímos de lá animadíssimos e compramos um Trdelník, doce típico tcheco com canela e ácucar. Pedi o meu com chocolate e achei delicioso!

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Entramos no bar Il Provaznice e pedimos alguns petiscos e cervejas tchecas. Que jeito perfeito de terminar um dia turístico!

Dia 3 – terça (09/02/2016)

Tomamos café da manhã e pegamos o metrô para uma estação relativamente perto do Parque Petřín, que abriga uma imitação da Torre Eiffel. A ideia era subir o parque com um funicular, mas quando chegamos lá, ele estava fechado. O jeito foi subir a pé mesmo, mas a vista compensou…

Depois de quase uma hora de caminhada, chegamos à Torre Petřín, que tem 60 metros e foi erguida para uma exposição em 1891. Compramos os ingressos que davam direito ao elevador, porque não queríamos subir os 299 degraus. (500 coroas para nós 2 – 19 euros aprox), mas eles vendem mais barato sem o elevador. Que vista incrível de Praga!!!! Amei, amei, amei e recomendo MUITO!!!! Olha só:

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Ficamos lá algum tempo apreciando a vista e quando começou a chover e ventar muito forte, achamos melhor descer. Fomos depois no Labirinto de Espelhos, cujo nome é auto-explicativo e nos divertimos com as brincadeiras com os espelhos.

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Descemos caminhando também e paramos para almoçar em um restaurante que nossos amigos acharam bom, o Pod Petrinem. (acho que o fato de não ter turistas e menu em inglês os atraiu 🙂 ) Comemos muito bem, mas não sei se é uma boa para quem não fala tcheco…rs.

Saímos de lá e a Zu fez questão de nos levar em um lugar famoso por seus doces, o Ovocny Svetozorque fica dentro de uma galeria perto da Avenida Venceslau. Pegamos uma fila básica para comprarmos fatias de tortas típicas, mas valeu a pena. Tudo que provei estava ótimo! O lugar ficou cheio o tempo inteiro, então realmente deve ser bem cotado entre os locais…

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Saímos de lá e fomos assistir a um concerto em uma capela dentro do Clementinum, a St Climent. Nós compramos os ingressos no dia anterior no próprio local com um cara que deu um desconto absurdo depois de fazermos alguma manha (saiu por 30 euros para nós 2 e descobrimos que muita gente comprou por esse preço também). Chegamos na capela 20 minutos antes de começar o concerto e a fila estava enorme. Ficamos esperando no frio até eles abrirem as portas e milagrosamente, todas aquelas pessoas couberam sentadas. Ficamos sentados na parte de trás  e não deu para ver nem ouvir os 4 músicos direito. Achei a acústica bem ruimzinha e para piorar, a capela estava um gelo. Não achei que valeu a pena… A próxima vez quero tentar ir no Teatro Nacional ou na Ópera, mas a Zu disse que é totalmente gala. Fica a dica!

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Saímos de Praga esta noite e fomos para a região da Morávia! Veja tudo neste post. 🙂

Dia 4 – sábado (13/02/2016) – metade do dia

Pegamos um trem em Zlín às 13h e chegamos em Praga às 15h30. Trem ótimo, silencioso e com direito a garçonete vendendo lanches no vagão. Serviço top!

Descemos na estação de trem e andamos menos de cinco minutos até o nosso hotel, o Chopin Hotel Prague City (58 euros a diária com café da manhã). O hotel é bem confortável e a vista do nosso quarto para a estação de trem era bem interessante.

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Fomos almoçar no mesmo restaurante que nossos amigos nos levaram, o U Staré Pošty. Apesar de apenas um garçom apenas falar inglês, nós conseguimos pedir os mesmos pratos que já tínhamos provado e adorado. Tudo ótimo de novo!

Passeamos pela cidade sem pressa e planos e no final da noite, decidimos parar em um restaurante/bar chamado Hostinec U Supa, que tem um ambiente bem amplo e aconchegante ao mesmo tempo. Fechamos o dia com algumas cervejas e vinhos gostosos.

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Dia 5 – domingo (14/02/2016) – metade do dia

Tomamos um café da manhã caprichado no hotel, fizemos o checkout, deixamos nossas malas em uma salinha do hotel e saímos para dar uma última passeada na cidade. Fomos novamente na Ponte Carlos, na Praça da Cidade Velha e aproveitamos para passear nas ruas mais calminhas. Que cidade encantadora! Amei a tranquilidade, a arquitetura, a educação das pessoas, os monumentos, tudo….é realmente uma das nossas cidades favoritas até agora.

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Como sabíamos que o ônibus para o aeroporto passava de meia em meia hora na estação de trem, nos programamos para chegarmos no ponto de ônibus às 14h10 para pegarmos o ônibus de 14h30. A fila já estava enorme! Conseguimos entrar no ônibus das 14h30, mas vimos que muita gente depois da gente ficou de fora e teve que esperar mais meia hora pelo próximo. Se programe direitinho para não perder o bus!

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Para saber mais sobre a nossa viagem de 8 dias pela República Tcheca, clique nos links abaixo:

  • Resumo da viagem de 8 dias na República Tcheca- clique aqui
  • 4 dias na Morávia – clique aqui

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