Dia 1 – quinta – feira (28/05/2015)

Chegamos em Munique por volta de 11h depois de 2h e meia de vôo desde Dublin. Descemos no único aeroporto da cidade, o Flughafen Munchen e compramos o passe diário de transporte do tipo família por 22.30 euros (valeu a pena pelos nossos cálculos), que nos deu direito a usar transporte público o dia todo. Pegamos o metrô S1 desde o aeroporto até o nosso hotel, mas poderíamos ter pego o S8 também, como o próprio site do aeroporto indica.

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Descemos na estação de metrô da principal estação de trem, a Hauptbanhof, pois o nosso hotel era bem ao lado. Ficamos hospedados no Hotelissimo Haberstock – escolha de uma amiga – mas não sei se ficaria lá novamente. Nos colocaram em um quarto no último andar que pareceu bem pior que os quartos dos andares inferiores.  Não gostei da cama e do carpete no quarto, o ralo do box estava entupido e o hotel ainda estava com a recepção em obras. Achei a energia da região do hotel bem caída (as regiões perto das estações principais de trem costumam ser esquisitinhas, né?), mas nada que fosse um absurdo. Em contrapartida, o café da manhã e o atendimento dos funcionários foram ótimos e nós só precisamos caminhar uns 10 minutos para chegar até a região top da cidade

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 Fomos direto almoçar no biergarten Augustiner Keller, de 1812, que ficava bem perto do nosso hotel. Para quem não sabe, biergarten (em alemão) ou beer garden (em inglês) é um lugar aberto onde as pessoas bebem e comem em mesas grandes compartilhadas. A energia do lugar é uma delícia, assimmarke com a cerveja Augustiner e as comidas típicas alemãs, nem um pouco saudáveis.

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Pegamos o bonde 17 na estação Hackerbrucke e seguimos para a atração principal do dia, o Nyphemburg Palace (ou Palácio das Ninfas), que é um palácio ficou pronto em 1675 e era a residência de verão oficial dos governantes da Bavaria. Nós pagamos 6 euros para visitarmos apenas o palácio, mas existe um pacote que dá direito a mais lugares de visitação, por 11.50 euros por pessoa. Achamos os ambientes lindos, principalmente o Great Hall. Depois de meia hora de visita, seguimos para o jardim que fica na parte de trás do castelo (e é de graça!) e aproveitamos o bar e os bancos ao sol para relaxarmos em alto estilo.

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Great Hall
Great Hall

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Jardim atrás do palácio
Jardim atrás do palácio

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Lugar perfeito para descansar
Lugar perfeito para descansar

Voltamos para o hotel com o bonde 17 e nos arrumamos para assistirmos o ballet Romeu & Julieta na Staatsoper (Opera de Munique). Entramos com antecedência no site deles e como já estava quase esgotado, compramos o ingresso mais barato que tinha (8.50 euros cada), lá em cimão, no que meu pai chama de “puleiro”. Para nossa surpresa, nossos lugares eram EM PÉ e nós ficamos 3 horas desejando uma cadeira. Ainda bem que valeu cada dorzinha sentida, porque os caras arrasaram nas coreografias, figurinos e na orquestra. O prédio da Opera em si não me impressionou tanto, porque certamente ele foi bombardeado na segunda guerra e a sua arquitetura é meio confusa.

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Jantamos em um restaurante indicado por uma amiga alemã que fica bem em frente à Opera, o Spatenhaus. Comida típica da Bavaria excelente, com ótimo atendimento. Recomendo!

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Dia 2 – sexta – feira (29/05/2015)

Tomamos um belo café da manhã no hotel e fomos conhecer a região central da cidade. Entramos nela pela Karlsplatz, que é uma praça interessante com uma grande fonte de água no meio. Cruzamos o Karlstor, portão medieval que foi destruído na segunda guerra, e nos deparamos com uma rua bem larga somente para pedestres, com várias lojas, restaurantes e igrejas dos dois lados.

Fonte com o palácio da Justiça atrás, atravessando a avenida
Fonte com o palácio da Justiça atrás, atravessando a avenida

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Entramos primeiro na Burgersaalkirche, que foi construída em 1710 para ser um lugar de uma organização católica ligada aos jesuítas, mas que a partir de 1778, se tornou uma igreja. O seu prédio foi massivamente destruído durante a 2ª Guerra Mundial, mas os afrescos são originais.

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Seguimos para uma igreja mais famosa, a Michael’s Church, de 1597, que é a maior igreja renascentista ao norte dos Alpes. Ela também foi destruída na 2ª Guerra, mas foi restaurada em dois anos, ficando pronta em 1948.

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Seguimos para a terceira igreja do dia, a Asamkircheconstruída de 1733 a 1746 pelos irmãos Asam para ser uma igreja somente para família. Por causa de uma revolta da população, eles foram obrigados a tornar a igreja pública. Ela é linda por fora e por dentro e fica ao lado de um prédio onde era a casa da família.

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Andamos pela rua Sendlinger, que é bastante agradável e paramos onde é o Sendlinger Tor, outro portão medieval da cidade que foi reconstruído depois da 2ª Guerra. De lá, seguimos para a St Jakobs Platz, onde está a Ohel Jakob synagogue e o Jewish Museum.

Rua Sendlinger
Rua Sendlinger
Sendlinger Tor
Sendlinger Tor
Sinagora e Museu
Sinagora e Museu

 Seguimos para a St Peterkirche, de 1368, que é a igreja paroquial mais antiga da cidade e muitos acreditam que é de onde a cidade começou a surgir. Ela tem uma torre de 91 metros conhecida como Alter Peter, que pode ser explorada por turistas que tiverem disposição de subir os seus mais de 300 degraus claustrofóbicos.

(OBS: Dizem que a vista de lá é linda, mas eu achei melhor pagar 2.50 euros para subir de elevador na prefeitura, no último dia da viagem).

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Passamos pela Marienplatz, que é a praça principal da cidade desde 1158, com os seus 2 prédios lindíssimos: Neues Rathaus (nova prefeitura) e o Altes Rathaus (antiga prefeitura), esta última utilizada até 1874.

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Estávamos morrendo de fome e o Viktualienmarkt caiu como uma luva para nós. Este lugar é o mercado mais antigo da cidade (desde 1807), e é aberto com vários restaurantes e mesas enormes que são compartilhadas, no estilo biergarten. Nós optamos por sair da comida tradicional alemã e comer no restaurante norueguês Nordsee. A lagosta e os camarões estavam maravilhosos e são bem mais saudáveis que joelho de porco ou linguiça, né?

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Entramos na igreja Theatine Church, construída de 1663 a 1690 por Ferdinand Maria e sua mulher, Henriette Adelaide, como gesto de agradecimento pelo nascimento do filho Max Emanuel, futuro herdeiro da coroa da Bavaria. A frente dela estava em obra, infelizmente, mas deu para entrar e ver a sua beleza branca.

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Ali do lado está o parque Hofgartenque fica bem atrás do Residenz. Decidimos passear um pouco por lá para descansar de tantas informações históricas e para curtir o sol maravilhoso que estava fazendo.

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Encerramos o dia no bar mais famoso da cidade, o Hofbrauhausque é conhecido por ser um dos lugares onde o Hitler fez memoráveis discursos. Fomos surpreendidos com música ao vivo típica da Bavaria e adoramos o esquema de comprar pretzels com os funcionários que ficam passeando pelas mesas. A comida do restaurante é bem gostosinha, mas nada espetacular não.

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Dia 3 – sábado (30/05/2015)

Depois do café completo, fomos conhecer a catedral da cidade, Frauenkirche, construída em 1494 com estilo gótico e torres do estilo renascentista. Ela possui duas torres de 99 metros cada e foi severamente destruída na 2ª Guerra Mundial.

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The Devil's Foot
The Devil’s Foot

Saímos de lá e fomos para a Marienplatz, para ver uma das principais atrações da cidade, o Rathaus-Glockenspiel. Todos os dias às 11h, 12h e 17h, os 43 sinos da nova prefeitura tocam e os 32 bonecos se movimentam atuando em dois momentos marcantes do século 16:  o casamento do duque Wilhelm V com Renata de Lorraine e uma dança que simbolizava lealdade e perseverança em tempos difíceis de praga. No final dos 13 minutos, um galo no topo cacareja bem discretamente anunciando o fim do espetáculo. É fofo e merece ser visto.

Seguimos andando até o Deutsches Museumque fica fora da região central, em uma ilhota dentro do rio Isar. Este museu foi aberto em 1925 e é o maior museu de tecnologia e ciência do mundo! Lá estão exibidos mais de 28 mil itens de cerca de 50 áreas diferentes e você pode ver tudo isso por apenas 11 euros. A lojinha é bem interessante também!

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Fomos almoçar no restaurante italiano L’Osteria, que fica perto da Karlsplatz e tem boa nota no TripAdvisor (4). Eu achei o atendimento péssimo e dos 4 pratos que pedimos, 3 estavam mais ou menos. Acho que o pessoal avalia bem porque a casa é bem bacana e o forte da casa deve ser pizza. Como pedimos massas, não achamos nada demais.

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De lá, fomos para o famoso English Gardenque é um dos maiores parques urbanos do mundo, superando o Central Park em NY, por exemplo. Nós passamos em frente ao local onde os surfistas pegam onda em um rio (na rua Prinzeregentenstrasse onde o rio Eiscach está) e achamos sensacional. Veja um vídeo aqui. Depois fomos até o meio do parque  (Pagode Chinês) para comer comida típica alemã e beber cerveja boa em mesas enormes compartilhas. Tudo ao som de uma banda bem animada. Adoramos!

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Para terminar o dia, paramos no caminho do hotel no restaurante/bar Augustinerque fica na rua Neuhauserstrasse, aquela principal de pedestres quando você entra na área central pelo Karlstor. Ambiente legal e cerveja ótima, para variar.

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Dia 4 – domingo  (31/05/2015)

Alugamos um carro com antecedência na Hertz e pegamos a estrada rumo aos famosos castelos do rei Ludwig II da Bavaria, Hohenschwangau e o Neuschwanstein. Eles ficam a duas horas de Munique de carro e a estrada é maravilhosa, tendo alguns trechos do tipo autobahn, que são conhecidas por não terem limite de velocidade. É sensacional dirigir por elas e ser ultrapassado por carrões a 300 km/h, mas tem gente que prefere fazer o passeio de ônibus também (dá uma olhada aqui).

Como já sabíamos que as filas para comprar os ingressos lá na hora eram enormes, reservamos com antecedência neste site, pagando uma taxa de 1.80 euros por pessoa por castelo. Quando chegamos no centro de turismo, ficamos chocados com o tamanho da fila para comprar, mas encontramos a fila de reservas, com absolutamente ninguém nela. Foi um alívio retado na hora e eu tenho que recomendar isto aqui! Por favor, não passem pela frustração que aquelas pessoas passaram só para economizar 1.80 euros. Nem é garantido conseguir comprar os ingressos na hora, pois há um número limitado de visitas por dia (conhecemos uma pessoa que chegou lá e não conseguiu entrar). Ah! Só um detalhe: quando você reserva os ingressos, você escolhe o horário da visita e tem que chegar com até 1 hora de antecedência para pegar o ingresso neste centro. Se perder o horário, eles dizem que tentam te encaixar depois, mas não é garantido. Atenção, hein!!!!

Nós compramos o pacote que tinha direito aos dois castelos, sendo que o primeiro a ser visitado era o Hohenschwangau às 13h15. Coletamos os ingressos às 12h e nos preparamos para subir andando até ele, em um trajeto que deve ter durado uns 20 minutos. Para quem não gosta muito de caminhar, dá para pegar uma charrete até ele também.

A área ao redor do castelo é bem legal e a vista dele é sensacional. Tiramos muitas fotos e passeamos pela lojinha e às 13h15 pontualmente, o número do nosso tour apareceu na tela em cima da roleta e nós inserimos nossos ingressos para entrarmos. Quando passamos pela roleta e entramos no castelo, pegamos o áudio guia e começamos o tour com um grupo de pessoas e com um guia, que administrou direitinho o tempo de visita em cada cômodo e ajudou com dúvidas e problemas no aparelho. O castelo é bem bacana por dentro, mas não dá para tirar fotos. Só indo lá para conferir 😉 

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Única foto permitida de dentro do castelo
Única foto permitida de dentro do castelo

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Depois de 40 minutos de tour, descemos andando por um caminho mais longo, que passou pelo lago Alpsee. Que vista linda! Recomendo a descida por lá.

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Paramos para comer uns bratwurts (espécie de cachorro quente) e entramos na fila do ônibus para o castelo principal, o Neuschwanstein. A caminhada até ele demora uns 40 minutos e nós achamos melhor evitá-la, então pagamos 1.80 euros por pessoa para apenas subir (ida e volta custa 2.60 euros). O ônibus parou bem na frente de uma trilha para uma ponte famosa, de onde as melhores fotos do castelo são tiradas, mas como estávamos com tempo contado e o lugar estava lotado de turistas, nós não conseguimos aproveitar muito. Fica a dica: vá com tempo sobrando para curtir o visual do castelo e a cachoeira.

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Caminhamos uns 10 minutos até o castelo e às 15h40, pontualmente, entramos para fazermos o tour com o áudio guia em português. Achamos o grupo muito grande (acho que umas 50 pessoas) e o tour menos completo que o do primeiro castelo, mas não sei se é sempre assim ou se demos azar. Enfim…

Entrada
Entrada

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Vista do castelo
Vista do castelo

Na volta para Munique, paramos na cidade de Seeshaupt, que fica na beira do lago Starnberger See e foi recomendada por uma amiga alemãNós aproveitamos para comer no restaurante #1 da cidade no TripAdvisor, o Cafe am See. Comida ótima, barata e uma vista espetacular!

Estrada linda
Estrada linda

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Dia 4 – segunda – feira (01/06/2015)

Fizemos o checkout do hotel, mas deixamos as nossas malas guardadas, para passearmos mais pela cidade. Fomos direto para a prefeitura, pois queríamos subir o elevador para ver a vista da cidade (tentamos ir no sábado, mas estava fechado). Pagamos 2.50 por pessoa e sem nenhum esforço, estávamos no topo da torre, com Munique aos nossos pés. Seria perfeito se não fossem as grades por todos os lados…

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De lá, fomos para o Residenz, onde compramos o ingresso completo por 13 euros,  que deu direito à visitarmos o tesouro, aposentos e teatro. O palácio serviu como residência dos governantes da Bavaria entre 1508 e 1918 e foi bastante destruído na 2ª Guerra Mundial. Quem já visitou Versalhes ou outros palácios intactos, vai se frustrar um pouco, porque vários cômodos foram reconstruídos depois da guerra, com itens não originais. Mesmo assim, achei que valeu a visita.

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Antes e depois da guerra
Antes e depois da guerra
Depois da guerra
Depois da guerra

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Teatro
Teatro

Paramos para almoçar e fazer hora no Viktualienmarkt e depois de pegarmos as malas no hotel, fomos com o metrô S1 para o aeroporto. Simples, rápido e prático. Todas as cidades deveriam ter metrôs pontuais de/para o aeroporto. Sonho. =D

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