Dia 1 – sábado (02/07/2016)

Dia 1 - BorgonhaChegamos no aeroporto de Beauvais às 10h, pegamos o carro na Budget e seguimos para Sens, pois queríamos visitar a Cathédrale St-Etienne. Ela começou a ser construída antes de 1140, sendo uma das primeiras construções góticas do país e é a maior do seu estilo. Achei-a linda, mas eu sempre morro de amores pelas catedrais góticas…rs.

Passeamos um pouco pela cidade e depois paramos para almoçar no restaurante La Cuisine de Lolie, um dos poucos abertos depois de 14h. Adorei a decoração, mas não morri de amores pela comida não. Achei caro até – 50 euros para 2 pratos principais e 2 taças de vinho – mas não tínhamos muitas opções de restaurantes bons abertos…

Agora almoçados, seguimos viagem a cidade de Chablisconhecida pela produção de vinhos brancos de altíssima qualidade, todos feitos exclusivamente com a uva Chardonnay. Os vinhos de Chablis são categorizados em quatro AOCPetit Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru, sendo este último nível o superior. Paramos em um estacionamento gratuito no centro da cidade e fomos direto para a La Chablisienne, uma cooperativa local criada em 1923, que possui quase 300 vinhedos espalhados pela região de Chablis, cada um supervisionado por seu viticultor independente. Provamos vários vinhos das 4 categorias sem pagar nada (podíamos até repetir, se quiséssemos) e acabamos comprando uma garrafa de Petit Chablis e outra de Premier Cru. Ainda bem que não gostamos do nível mais caro…rs. Recomendo muito a visita se você quiser fazer uma boa degustação de vinhos brancos!

Passeamos pelas ruas fofas e compramos uns doces deliciosos na boulangerie Degand. Aproveitamos para passar no mercado Casino para comprar alguns lanches da região, principalmente queijos e torradinhas, porque ficamos com medo de chegar na cidade seguinte e não encontrar nenhum mercado aberto.

A nossa próxima parada foi em Vézelay, vila onde dormimos neste primeira dia da viagem. Escolhemos o hotel Sy Les Glycines (81 euros sem café, nota 9.3), porque os quartos são bem transados e a localização é ótima, bem perto da atração principal da cidade, a Basilique Ste-Madeleine. Recomendo muito a estadia lá, principalmente se der para pegar um quarto com uma vista bacana – olha a nossa! Só uma dica: pare o carro no estacionamento que existe lá no topo do morro (é pago, mas é barato), perto do hotel, porque a subida a pé com malas pode ficar bem pesada… Nós tivemos que parar lá embaixo porque não queríamos passar pela polícia (bafômetro…) e fizemos um baita exercício. O bom é que nem precisamos sair do quarto depois, porque comemos e bebemos o que tínhamos comprado em Chablis. Aliás, que queijo divino esse epoisses. É o meu favorito até agora! Por favor, experimente quando estiver na região. 😉

 Dia 2 – domingo (03/07/2016)

Borgonha-dia2Aproveitamos os lanches comprados no dia anterior e tomamos nosso café da manhã dentro do quarto também. Saímos para visitar a abadia e nos deparamos com uma peregrinação de pais da França, que aparentemente ocorre todos os anos. São 4 dias de peregrinação e somente os pais de família podem participar. Conversamos com um padre e ele nos disse que eram quase 3 mil homens! Achei a energia muito boa, principalmente porque eles estavam cantando, orando, conversando, relaxando…deve ser interessante para quem tem o perfil.

Andamos até a Basilique Ste-Madeleine e nos deparamos com a sua fachada imponente com apenas uma torre. Construída no século XII, acredita-se que aqui ficaram os restos mortais de Maria Madalena, e por isso alguns peregrinos fazem questão de passar por ela. A entrada magnífica, os capitéis entalhados, a cripta impressionante e a luz dourada do seu interior merecem destaque. Dá para subir na torre também, mas nós não subimos…

Seguimos para a próxima atração do dia, a Abadia de Fontenay (10 euros por pessoa)que é a fundação cisterciense mais antiga da França, tendo sido construída por um monge no início do século XII. Depois da Revolução Francesa, ela foi vendida a um fabricante de papel e em 1906 ela começou a ser restaurada por um banqueiro francês. Patrimônio da UNESCO desde 1981, a abadia merece a visita pela beleza dos seus prédios e também seus jardins. Que paz!

Continuamos viagem para um dos lugares mais esperados por mim, Flavigny-sur-OzerainEsta pequena e medieval vila foi cenário do filme Chocolate e eu a achei encantadora no filme e tive a oportunidade de confirmar ao vivo. Que alegria! A casa do filme é bem ao lado da praça principal da cidade, onde está a igreja, então não tem erro. Paramos para almoçar no restaurante da praça principal, o La Grange, que é um restaurante bem simples que oferece pratos com ingredientes locais por preços justos. Morri de amores pela quiche de queijo epoisses (aquele que eu já disse ser o meu favorito!). Melhor quiche da minha vida! Passamos na loja dos doces famosos da cidade e compramos uma lembrancinha. Eles são bem tradicionais…

A nossa próxima parada foi em um castelo na vila Chateauneuf-en-Axois, que assim como Flavigny e Vézelay, faz parte da lista de Vilas Mais Charmosas da França (veja a lista completa aqui). Seguimos para o Château de Châteauneuf (5 euros por pessoa) e fizemos o tour por nossa conta em cerca de uma hora. Não achei o castelo nada demais, mas pelo menos só custou 5 euros por pessoa.  A vila é uma graça com todas as suas flores, brasões e casas fofas, mas o que realmente vale a pena é o seu mirante, que tem uma vista espetacular da região.

Chegamos em Beaune e alguns restaurantes estavam lotados ou já fechados por ser domingo. Entramos no Brasserie Le Carnotque me pareceu bem turistão, mas que tinha uma comida gostosinha. Saímos de lá para o nosso Bed & Breakfast Le Colombier (80 euros com café da manhã)que fica a uns 10km de Beaune, em uma vila bem pacata. O lugar é muito bem decorado (eu adorei, Celo não) e aconchegante, os donos são simpáticos mas falam pouquíssimo inglês, e ainda dá para curtir uma piscininha atrás da casa. Achei uma delícia tudo!

  Dia 3 – segunda (04/07/2016)

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Tomamos um café da manhã delicioso preparado pela dona do B&B. Quanto capricho na apresentação da mesa. Adorei!

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Partimos para a cidade de Nolaypois um dos meus guias de viagem disse que havia uma feira interessante nas segundas-feira, mas quando chegamos lá, a feira que vimos era uma derrota. É possível que exista realmente uma feira melhor, mas com o nosso francês limitado e o inglês quase inexistente dos locais, foi o que deu para achar. A cidade pelo menos é bonitinha…

Passamos em algumas vilas da região (Pommard, Mersault e Puligny-Montrachet) pensando em almoçar em uma delas, mas por causa do horário (13h-14h) e da ausência de reserva, não conseguimos encontrar nada bacana. Existem vários restaurantes Michelin nessas vilas e com certeza devem valer a visita, portanto, reserve com antecedência!

O jeito foi seguir para Beaune e catar um restaurante por lá, coisa que também foi bem complicada porque os restaurantes fecham por volta de 14h/15h! Um horror isso. Achamos um aberto com boa avaliação no tripAdvisor – Dame Tartine – e a comida estava boa, mas não mudou nossas vidas…

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Agora alimentados, seguimos direto para o Hôtel-Dieu des Hospices de Beaune (7.50 euros por pessoa)que é a principal atração da cidade. Fundado no século XV, esse hospital está muito bem preservado e a sua história é muito interessante (dá uma lida neste link que ele é bem resumidinho). Nós ficamos impressionados com o que vimos e lemos. Recomendo a visita!

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Passamos na igreja Collégiale Notre-Dameconstruída entre os séculos XI e XV, e depois na cave Cellier de la Vieille Grangeporque alguém nos disse que dava para fazer degustações de vinhos com pipetas direto no barril. Quando chegamos lá, não vimos nada disso e ainda tivemos a impressão que a atendente estava com pressa para nos atender (talvez por causa da hora…). O bom é que conseguimos comprar duas garrafas de vinhos locais por preços ótimos. De lá seguimos para fábrica da Edmond Fallot, que produz mostardas do tipo Dijon de diversos sabores. Deu para provar todos os tipos de graça antes de escolher a nossa favorita. Apesar de não ser fã, achei interessante as misturas e cores…

Passamos no supermercado Intermarché no caminho para o B&B e compramos mais queijos e lanches para jantarmos com calma na piscina. Delicinha de anoitecer ❤

  Dia 4 – terça (05/07/2016)

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Tomamos novamente o café da manhã delicioso do Le Colombier e seguimos viagem para Dijon, parando antes no Château du Clos de Vougeot (7.50 euros por pessoa). Este castelo do século XVI é a sede da Confrérie des Chevaliers du Tastevin desde 1945. Entramos para fazer o tour e mesmo avisando que éramos do Brasil e que queríamos um panfleto em inglês, nos colocaram para assistir a um vídeo de quase meia hora em francês com a história do château. Achei uma sacanagem e fiz questão de reclamar, então não sei se recomendaria para vocês.

Acabamos almoçando em um restaurante bem gostosinho na vila, o Au Creux de Vougeot, que tinha uma ótima avaliação no TripAdvisor. Pedimos o menu com entrada + prato principal + sobremesa (24 euros por pessoa) e achamos tudo delicioso. Pedimos alguns pratos típicos da região, entre eles o boeuf bourguignon (carne com molho de vinho tinto, cogumelos, bacon e cebola) o oeufs en meurette (ovos com bacon, cogumelos e cebola) e olha, recomendo os dois! Este restaurante fica no meio da estrada entre Beaune e Dijon, em uma região conhecida como Côte D’or, conhecida por ter as melhores vínícolas da Borgonha, então é uma ótima parada para quem quer passear com calma por elas.

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Quando chegamos em Dijon, paramos o carro no estacionamento privativo Darcy (3.40 para o tempo que ficamos rodando na cidade) e começamos a seguir as placas da coruja no chão para visitar as principais atrações (já tinha lido isso em algum lugar e tinha o guia comigo com os detalhes de cauda uma delas, mas você pode passar no escritório de turismo e pedir um mapa e mais detalhes).

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As principais atrações são a Notre-Dame (igreja do século XIII que possui um relógio Jacquemart e uma coruja que traz boa sorte quando tocada) e o Palais des Ducs et des Etats de Bourgogne, que hoje abriga o Museu de Belas Artes e a Prefeitura. Aqui vão algumas fotos:

Saímos de Dijon por volta de 18h e pegamos estrada rumo a região da Alsácia. Contei tudo sobre a nossa viagem para a Alsácia neste post. Da Borgonha, é isso aqui. Gostou? Quer compartilhar alguma dica? Manda mensagem para a gente ou deixa um comentário aqui embaixo. 🙂

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Leia o resumo da nossa viagem aqui: 9 dias  viajando pela França e Luxemburgo.

Leia sobre nossa viagem pela Alsácia: 2 dias dias e meio na Alsácia

Leia sobre a nossa viagem por Luxemburgo: Uma tarde em Luxemburgo

Leia sobre a nossa viagem por Verdun: Uma manhã em Verdun

Leia sobre a nossa viagem por Champanhe: 1 dia e meio em Champanhe

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