1° dia – sábado (11/06/2011)

Meu vôo de Cálama para Santiago atrasou um pouco por causa do vulcão que entrou em erupção no sul do Chile e fez um caos nos aeroportos. Cheguei em Santiago por volta de 21h (deveria chegar umas 17h) e peguei um ônibus até a estação de metrô Los Heroes, a mais perto do meu albergue.

Fiquei neste albergue no bairro Brasil e não gostei. Achei que fosse bem mais perto da estação de metrô e que por ser no centro da cidade o bairro seria movimentado numa sexta a noite, com vários happy hours acontecendo. Doce ilusão… Um breu danado, ninguém andando ou nenhum carro passando. A rua do albergue é bem escura e ele fica um pouco distante da avenida Libertador Bernardo O’Higgins, onde tem a estação do metrô. Até quis pegar taxi, mas como nenhum passou, o jeito foi correr com uma mochila de 20 quilos nas costas. Parei de correr no meio do caminho, felizmente, porque encontrei um casal andando e fiz quesão de colar neles. (Esta é uma das coisas que a gente leva pro resto da vida depois de morar no Rio de Janeiro. Qualquer lugar desértico em qualquer lugar do mundo me faz pensar que serei assaltada e me deixa em pânico. Ô raiva…). Quando cheguei no albergue, tive que pagar pela noite que não apareci, porque decidi ir dormir no aeroporto. Achei chato ter que pagar só porque eu tinha reservado pelo site do HI Hostel, mas estava tão cansada que deixei rolar.

Subi para o meu quarto e ele era bem arrumadinho, todo colorido, com 6 camas em beliches totalmente VAZIAS. Como fiquei feliz!!! Queria um pouco de espaço e conforto depois da experiência no Deserto do Atacama. Dormir bemzão…

2°dia – domingo (12/06/2011)

Acordei por volta de 9h, tomei banho, um café da manhã mara (se comparado aos outros albergues dessa viagem) e me preparei para ir para Vina del Mar e Valparaíso by myself, porque achei os passeios oferecidos no albergue muito caros e também porque estava com espírito aventureiro. Porque não ir sozinha, né!?

Fui até a rodoviária de Santiago e busquei por ônibus até as duas cidades, que ficam bem pertinho uma da outra. Tem diversos ônibus para lá com espaços de tempo muito curtos, então nem fiquei muito tempo esperando.  Logo subi no ônibus e depois de umas 2 horas, estava em Valparaíso. Confesso que me decepcionei um pouco quando cheguei na cidade… É meio suja, tem muita gente nas ruas, os prédios são meio velhos, enfim… acho que fui com altas expectativas.

Quando desci na rodoviária por volta de 14h, logo fui abordada por várias empresas de turismo oferecendo passeios em Valparaíso e Vina del Mar. Tentaram me cobrar 20.000 pesos (quase 90 reais) pelo passeio que duraria no máximo 4 horas e expliquei que estava sem grana, então acabaram fazendo por 10.000 pesos. Achei que o desconto valeu a pena e como eu estava cansada (viajar por 30 dias cansa, gente!), topei na hora.

Uma van apareceu para me buscar e logo seguimos para Vina del Mar, que é muito mais charmosa que Valparaíso. Paramos em alguns hotéis e apartamentos para pegar os outros turistas da van e começamos o passeio parando no Parque Quinta Vergara, muito bonitinho por sinal. Tem árvores de vários lugares do mundo, muitos cachorros e o Anfiteatro Quinta Vergara, onde diversos concertos são feitos. A gente passou em frente a uma casa dentro do parque que estava completamente rachada por causa dos frequentes terremotos que acontecem na região. Deu uma pena…

Saímos de lá e fomos visitar o famoso relógio da cidade, que é uma graça, olha:

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Depois fomos no Museo de Arqueologia Isla de Pascuacom um moai original bem na frente. Ele é pequeno se comparado aos que ainda estão an Ilha de Páscoa, mas foi legal vê-lo para ficar intrigada e querer visitar a ilha.

Depois seguimos para a praia para um descanso de meia hora. Algumas pessoas foram lanchar e eu achei melhor ficar na praia mesmo, observando o pacífico pela primeira vez (!!!). Dah, é um mar normal, nada demais, mas senti que o momento merecia ser apreciado. Lanchei batatinhas fritas e fiquei observando as crianças brincando na areia. Não tinha ninguém no mar, porque a água estava estupidamente gelada (não sei se é sempre assim).

Depois dos 30 minutos combinados, fui em direção à van para seguirmos com o passeio. Voltamos para Valparaíso, agora para visitar a La Sebastiana, uma das casas do poeta Pablo Neruda. A vista de lá é muito linda, olha:

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Depois seguimos para o último ponto do passeio, um mirante no topo de um morro, de onde é possível ver toda a cidade de Valparaíso. Pegamos o fimzinho de tarde e achei bem legal…

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Quando acabou o passeio, a van me deixou na rodoviária e comprei a passagem de volta para Santiago. Tentei ficar acordada na estrada, mas o balançar do ônibus me ninou tão bem… Quando cheguei em Santiago, parei em um mercadinho para comprar o jantar (miojo) e alguns lanches e depois fui direto para o albergue porque estava faminta. Me surpreendi: o miojo era picante!!! Um horror, gente…acabei jantando o chocolate…rs.

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Aproveitei para ficar um tempo na internet conversando com o pessoal pelo facebook e fui dormir. Nenhum hóspede de novo no meu quarto! Aeeee! 🙂

3°dia – segunda (13/06/2011)

Acordei, tomei café da manhã, banho e saí para passear em Santiago. Como era a segunda vez que visitava a cidade, fiz passeios que não fiz em 2010. Passeei principalmente pelo centro, passando por vários prédios bonitos, olha:

Segui andando pela cidade, observando as pessoas em seus horários de trabalho/almoço e aproveitei para subir o Cerro Santa Lucia, que é um espaço verde no meio do centro da cidade, com uma vista bem bacana da cidade. Olha que delícia:

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Depois de rodar por todo o centro da cidade, decidi almoçar no Mercado Central de Santiago, que é iinteressante. Escolhi um restaurante até grandinho e pedi um peixe da região (não lembro o nome) com purê, que estava bom, mas nada sensacional não.

Depois de lá, saí para fazer algumas compras e achei as roupas de frio bem mais baratas que no Brasil. Tem várias lojas de departamento bem grandes, com tudo o que você puder imaginar…adorei! Voltei para o albergue com algumas sacolas que depois me deram um baita trabalho para enfiar na mochilona. Tomei banho, agendei meu taxi para o dia seguinte para o aeroporto e fui deitar, repassando cada segundo desta viagem sozinha.

Quantas memórias boas, quanto aprendizado…Cresci muito com esta viagem e recomedo que as pessoas tentem fazer ao menos uma viagem sozinhas na vida. A gente se redescobre, se aventura, conhece muita gente, reflete bastante sobre a vida…Enfim, acho que foi uma experiência riquíssima que eu com certeza repetiria.  Já estou com saudades… ❤

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