Dia 1 – 30/09/2015 (quarta-feira)

Saímos do Colle Bertini no interior da Toscana e entregamos o carro em Florença perto de meio dia. Nosso trem para La Spezia estava comprado para 13h, então não tivemos muito tempo para passear na cidade. Escolhemos La Spezia como base para conhecermos Cinque Terre, pois uma amiga querida disse que era mais em conta e mais prático também. Realmente é. Vou te explicar o porquê.

Para quem não sabe, Cinque Terre é uma região da Itália composta por 5 cidades fofas na costa oeste (em vermelho no mapa), sendo elas: Riomaggiore, Vernazza, Corniglia, Manarola e Monterosso.  La Spezia (em azul) é a maior cidade da região, mas ainda assim é bem pequena e dá para fazer tudo andando, além de você conseguir pegar trem ou barco para essas 5 cidadezinhas. Tem também uma cidadezinha que é considerada a sexta terra e que só pode ser acessada de barco: Portovenere (em amarelo). Esta foi a nossa favorita, by the way. As terres são bem pequenas e acho que as hospedagens são mais caras também, então para mim, La Spezia é o melhor lugar para se hospedar.

5 terre

Nós chegamos em La Spezia a tarde e fomos direto para a nossa guest house, a Affitacamere City Rest (71 euros a diária sem café da manhã)que fica bem ao lado da estação de trem. Fomos muito bem atendidos e adoramos as instalações da nossa suíte…tudo estava impecável. Tivemos problemas com o wifi no início da estadia, mas depois que descobrimos que era só desligar e ligar o modem, tudo ficou bem.

Deixamos as nossas coisas no quarto e saímos para conhecer a cidade. Como eram quase 15h, os restaurantes estavam fechados (a siesta é bem comum na Itália) e o jeito foi lanchar em uma das cafeterias que encontramos abertas. Passeamos pela cidade sem pressa, indo até o porto, e quando voltamos, as lojas e os restaurantes já estavam abertos.

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Escolhemos um restaurante super bem avaliado no TripAdvisor para jantarmos, o Hosteria Cicchetteria Marinerei. Fomos muito bem atendidos pelo dono e tudo estava uma delícia, principalmente a lagosta do Celo. Tudo deu 70 euros, com garrafa de vinho local. Recomendamos!

Dia 2 – 01/10/2015 (quinta-feira)

Tomamos o café da manhã no restaurante parceiro (2 euros por pessoa) da nossa hospedagem e andamos até o porto para pegar o barco das 10h (nós olhamos os horários no dia anterior). Só existe uma empresa que faz o passeio de barco para as Cinque Terre e eles têm preços/horários diferentes de acordo com a quantidade de cidades envolvidas e época do ano (veja fotos abaixo do nosso dia).  Uma coisa importante: como há vários horários de saída do barco, você pode fazer seu roteiro pela cidade sem se estressar tanto com o horário para pegar o barco para as outras cidades.

Como o clima estava ruim, nós achamos melhor ir de barco apenas para Portovenere e Riomaggiore, porque a primeira só é acessada de barco e a segunda é a primeira e principal de Cinque Terre, com trem para todas as outras. Pagamos 14 euros por pessoa para este trajeto e valeu muito a pena, mesmo com o clima ruim, porque as cidades de longe são uma graça!

O barco é bem confortável e grande, mas estava cheio de grupões turísticos, sabe? Nós sentamos no andar de cima, que é aberto, e apesar do vento e da chuva, adoramos o visual. Depois de pouco mais de meia hora de passeio, chegamos à fofíssima Portovenere.

Nós seguimos o roteiro do nosso guia (com muita escadaria!!!!) e passamos por vários lugares interessantes. O nosso favorito foi a Chiesa di San Pietro, que é uma igreja bem pequenininha com um visual lindo. Deu uma vontade retada de casar lá 🙂

Ali perto tem um lugar bem legal para mergulho, a Gruta di Byron, mas como o clima estava ruim, não rolou para nós. A nossa amiga que foi para lá e nos deu todas as dicas mergulhou no verão e disse que a água estava ótima!!!

Nós pegamos o barco de 12h para Riomaggiore, depois de passar por todos os lugares que queríamos em Portovenere. Olha só que trajeto lindo de Portovenere para Riomaggiore:


Descemos em Riomaggiore e já ficamos com vontade de tirar mil fotos. Ela é mais espremida entre as rochas que Portovenere e super colorida também, então é fácil achá-la fofa. Essa vista da entrada da cidade está estampada em vários cartões postais e souvenirs de Cinque Terre, então bate aquela sensação de “CHEGAMOS”, sabe?

Paramos para comer um cone de frutos do mar fritos (8 euros) no restaurante Il Pescato Cucinato, que estava uma delícia! É uma ótima pedida para quem não quer sentar em um restaurante e perder algumas horinhas com a refeição.

Passeamos pela cidade e eu achei tudo uma graça. O Celo já se sentiu no meio de uma grande favela, com as casinhas coloridas uma em cima da outra, um pouco zoneadas até. Vai de cada um né…

Andamos um pouco pela Via dell’Amore, pois ela é famosa pela vista linda, mas ela estava interditada por causa de obras de restauração. O pouco que vimos da vista já foi suficiente para recomendarmos a visita.


Andamos em direção à estação de trem de Riomaggiore, onde compramos uma passagem do tipo que permite várias paradas, contanto que você vá no mesmo sentido (4 euros por pessoa).Muita gente compra o Cinque Terre Card, pois dá direito a trens ilimitados e entrada no parque para realização de trilhas, mas como o clima estava ruim e nós só queríamos os trens, fizemos as contas e não valeu a pena para nós. Nós pagamos 24 euros para os dois dias de transporte (mas poderia ter sido 20 euros apenas se não tívessemos errado – a explicação está mais para baixo), quando o Cinque Terre Card sairia 23 por pessoa (46 euros no total). Veja se vale a pena para você e se valer, compre o cartão nas estações de trem mesmo.

Nós queríamos pegar o trem 14h19 para chegar em Manarola às 14h22, mas com a confusão que estava na estação e com a pouca sinalização, acabamos entrando no trem de 14h13 e de acordo com o este papel, tivemos que seguir direto até a última cidade, Monterosso. Pagamos por um ingresso que dava direito a várias paradas, mas acabamos usando-o para uma parada só, o que custaria 2.10 euros apenas e não 6 euros.

Dica importantíssima: Não se esqueça de validar as passagens nas máquinas nas estações de trem. Vimos fiscais cobrando as passagens várias vezes!

Nós chegamos em Monterosso e achamos a praia de lá muito linda, com água cristalina até em um dia nublado! Obviamente não tinha uma alma penada na areia, porque realmente estava muito frio, mas certamente deve ficar lotada em dias quentes. Olha só:

Nós saímos da praia e fomos para o centro da cidade, onde ficam as casinhas coloridas típicas e não achamos nada demais. Realmente o forte da cidadezinha é a praia, então não vá com expectativas altas para a cidade colorida em si. Visitamos umas igrejinhas fofas e andamos pelas ruas, sem muito rumo, mas não morremos de amores não.

Compramos outra passagem de trem na estação, também do tipo que permite várias paradas, contanto que você vá no mesmo sentido, e paramos na cidade seguinte, Vernazza. Ela possui um porto pequeno bem bonito e praticamente uma só rua. É fofa, mas dá para ver tudo em menos de 1 hora. Nós optamos por comprar várias foccacias diferentes para experimentar no restaurante Batti Batti. Além de baratas, elas enganaram a fome e não consumiram muito tempo – exatamente o que queríamos.

Pegamos o trem para a próxima cidade, Corniglia, e por ansiedade, não lemos a placa abaixo que fica bem na saída da estação de trem (leia agora com atenção, por favor!!!) :

Nós subimos os 365 degraus ao invés de pegar o ônibus super barato e bateu um arrependimento retado de não ter lido a placa! Foi bom para fazer exercício, mas não posso nem falar que a vista compensou, porque o tempo estava bem feio.

Quando chegamos lá em cima e vimos tudo da cidade em menos de meia hora, chegamos a conclusão que  Corniglia vai ser lembrada por nós como uma cidade para “cornos”, não no sentido literal da palavra. É que realmente a escadaria é um programa de corno, sabe? A cidade é bonitinha, claro, porque é toda colorida e tem uma vista bem legal da costa, porque fica lá no alto, mas como estava nublado não foi nada de mais. Ah, ela é a única das Cinque Terre que não tem um porto.

Saímos de lá um pouco frustrados (principalmente depois que vimos a placa!!!) e pegamos o trem para a cidade seguinte, Manarola. Acho que esta é a minha favorita das cinco terras, porque eu achei o seu contorno impressionante. Você vai conseguir entender o que eu estou falando se for em direção ao mar e pegar um caminho pela direita. A vista é linda, até em um dia nublado.

Como já tínhamos visitado todas as cidadezinhas, escolhemos Manarola para jantar com calma. Fomos nos restaurante Trattoria La Scogliera e apesar da comida ser gostosa, achamos o lugar muito turístico e barulhento. Só tinha grupos de orientais mal educados quando chegamos e isto me deixou meio P da vida, confesso. É muito chato comer com tanto barulho e ainda não entender nada o que estão falando.

Depois de um tempo, um casal de canadenses da idade de nossos pais sentaram na mesa ao nosso lado e ficamos conversando por horasssss…que delícia de encontro ao acaso. Demos muita risada, choramos, trocamos muitas experiências, muitas histórias. Foi coisa de filme, sabe? Fomos os últimos a sair do restaurante e tivemos que sair correndo para pegar o último trem disponível para La Spezia. Nem deu tempo de pegar os contatos deles na correria, o que foi uma pena, porque seria incrível encontrá-los novamente. Maria Pia é o nome dela e o nome dele não consigo me lembrar. Sei que moram em Toronto e têm 3 filhos já adultos.Vai que alguém lê este post e os conhece, né…

Dia 3 – 02/10/2015 (sexta-feira)

Tomamos o mesmo café da manhã no restaurante parceiro e ficamos descansando no affittacamere, porque não parava de chover. Pegamos um trem no meio da tarde para Riomaggiore, quando a chuva passou um pouco, e aproveitamos para comer novamente aquele cone com frutos do mar maravilhosos. A chuva voltou a apertar e voltamos para o nosso cantinho sem pestanejar.

Saímos para jantar em uma pizzaria bem avaliada perto da nossa hospedagem, a Gira dal Pomo. Eu acabei pedindo uma pizza sem queijo bem ruinzinha, mas a do Celo tinha queijo e estava gostosa. O que gostamos de lá é que não vimos turistas… Só locais lendo jornais, assistindo ao jornal da noite na TV, etc. Nos sentimos locais por uns minutos!

 Dia 4 – 03/10/2015 (sábado)

Tomamos o café da manhã de sempre e pegamos nosso trem cedo para Pisa.

Resumo de Cinque Terre: Nós pegamos clima ruim em todos os dias que estivemos lá, mas se mesmo com o tempo ruim as cidadezinhas estavam bem cheias, imagina como elas não ficam em dias de calor… Para quem foge de turistas como a gente, eu jamais iria no verão, mas entendo que aquela água do mar cristalina desperta um desejo de mergulhar. Enfim, tem que pesar direitinho antes de ir para lá e se for em alta temporada, vá preparando a paciência já! 🙂

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