Dia 1 – sábado (19/09/2015)

Como voamos de RyanAir, descemos no aeroporto de Ciampino, que não é o principal da cidade de Roma (o principal é o Fiumicino). Para sair de lá, você pode pegar um ônibus até a estação de trem da cidade e depois um trem até a estação Termini (Roma) ou então um ônibus que vai te levar direto para a estação Termini. Nós escolhemos a segunda opção por ter menos etapas e compramos os tickets com a cobradora dentro do ônibus (4 euros por pessoa), mas dá para comprar nos balcões dentro do aeroporto.

Como nós chegamos perto da hora do almoço, as 5 atendentes dos 2 balcões estavam tagarelando e comendo ao mesmo tempo, então todas as pessoas que tinham interesse em comprar o ônibus ficaram perdidas e saíram a procura dos ônibus. Uma ineficiência típica da Itália, segundo Celo.

 O trajeto de ônibus até a estação de trem Termini levou quase 1 hora, por causa do trânsito que pegamos em Roma. Descemos na estação e caminhamos por uns 20 minutos até a nossa hospedagem, Budget Rooms (71 euros a diária, com um café mixuruca). O prédio onde este guest house está é residencial e bem antigo, mas possui um elevador relativamente novo que  está bem no meio do vão central. Subimos até o quinto andar com o nosso anfitrião, bem simpático por sinal, e entramos em uma apartamento com 3 suítes independentes e sala/cozinha compartilhadas. O local tem uma decoração alegre, mas não diria que chega a ser aconchegante. É justo para o preço que pagamos, entende? Roma é uma cidade cara e nós temos uma política de não gastar muito com hospedagem, então foi o que conseguimos de mais arrumadinho com banheiro privativo. Ah! Há muitas opções com localização melhor, mas o banheiro é compartilhado, hein…bastante atenção na hora da reserva!

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Elevador improvisado
Elevador improvisado

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Reservamos a tarde para passear pela cidade sem nenhum compromisso marcado. Como era a minha primeira vez lá, Celo ficou encarregado de montar o nosso mini roteiro, me mostrando os principais pontos da cidade. No final das contas, fizemos este trajeto aqui:Roma_dia1

Paramos em uma lanchonete que tinha por perto e compramos a nossa primeira fatia de pizza (pizza ao taglio) da viagem. Que delícia! Andamos enquanto comíamos a pizza com a mão (isso é bem típico) e a nossa primeira parada foi na Basílica di Santa Maria Maggiore, que fica bem perto da estação de trem Termini. Quando estávamos entrando na igreja, eu fui barrada pelo segurança porque estava com as pernas de fora (estava de shorts) e tive que colocar uma capa descartável que eles oferecem na entrada. Que mico! Bom, valeu a pena usar a capa que passou por várias pessoas, porque fiquei surpresa com o teto dourado bem trabalhado, com os afrescos bem trabalhados e com o baldaquino (cobertura cerimonial) do altar mor. Destaque deste local: o seu campanário de 75 metros de altura é o mais alto da cidade e há um relicário com fragmentos da manjedoura de Jesus bem abaixo do altar.

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Relicário
Relicário
Baldaquino
Baldaquino
Capa para cobrir as pernas
Capa para cobrir as pernas

Seguimos andando e paramos na Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri. O seu exterior é bem diferente do resto das igrejas da cidade (tipo em ruínas) e o seu interior é lindíssimo também, principalmente o seu teto abobadado projetado pelo Michelangelo. Eu tive que pagar 1 euro para alugar um lenço para cobrir as pernas, mas assim que saí de lá, decidi comprar o meu para não ter dor de cabeça mais para frente.

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Cúpula linda!

Andamos até a maior e mais famosa fonte da cidade, a Fontana di Trevi, mas ela infelizmente estava em obras, então não deu para apreciar por completo os seus detalhes. A quantidade de turistas ao redor é impressionante e praticamente todas as pessoas (inclusive a gente) jogam uma moeda lá dentro enquanto fazem o desejo de voltar a Roma (esta é a tradição). Nas ruas ao redor, é bem comum encontrar vários artistas pintando, cantando, criando objetos, etc.

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A nossa próxima parada foi no Panteão, que é um templo impressionante com mais de 2 mil anos de idade. A entrada é gratuita e vale muito a pena, porque ele é magnífico por dentro, com todos seus detalhes e grandiosidade. Acho que foi um dos meu lugares favoritos de toda a viagem…

Detalhes deste local:

  • Possui a maior cúpula de concreto sem reforço já construída,
  • Só foi consagrado como igreja no ano de 608,
  • Serviu de inspiração para  Duomo de Florença,
  • Abriga o túmulo do grande artista Rafael (além de túmulos de 2 reis),
  • É considerada a maior realização arquitetônica da Roma Antiga, por causa de vários fatores. Além de seu tamanho, possui uma simetria calibrada com precisão (o diâmetro do prédio mede 43,3 metros, que é exatamente a altura do seu interior) e ainda há um sistema de drenagem da água da chuva com cerca de 22 buracos no chão.

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Andamos até a Chiesa San Luigi dei Francesi,  que possui um interior com muitos detalhes dourados e nada menos que 3 telas do artista Caravaggio, conhecido pelo seu marcante contraste entre luzes e sombras (chiaroscuro).

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Saímos de lá e logo chegamos à famosa Piazza Navona. Ela é bem grande e possui muitas fontes ornamentadas, artistas de rua, vendedores ambulantes e claro, restaurantes e cafés sempre cheios, que ofuscam um pouco a beleza das mansões barrocas que estão ao seu redor. A embaixada brasileira está localizada em uma dessas, que foi estimada em alguns bilhões de reais.

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Embaixada Brasileira
Embaixada Brasileira

Demos uma pausa nos passeios e sentamos para comer belisquetes em no Rosticcerì, indicado pela minha sogra. Este lugar é a aposta econômica do chef Massimo Riccioli e possui a mesma matéria-prima do seu outro restaurante, o caríssimo La Rosetta. Nós comemos MUITOS bolinhos fritos de arroz com vários recheios e frutos do mar avulsos e tudo estava maravilhoso! Pedimos copos de vinho também, mas teria sido mais barato se comprássemos a garrafa…rs. Nunca podíamos imaginar que íamos amar tanto a comida dali. Recomendo MUITO!!! (Ps. Obrigada, tia!) 

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Íamos comprar o ROMA CARD em um quiosque de turismo que tinha ali perto, mas a moça nos disse que os museus iam ficar de graça por alguns dias e depois de fazermos algumas contas, desistimos. A nossa situação foi a seguinte: Além das atrações gratuitas, nós queríamos visitar o Coliseu + Fórum + Monte Palatino (28 euros nós dois), os Museus Capitolinos (agora de graça) e o Castel Sant’Angelo (21 euros nós dois). O cartão de 48 horas custa 36 euros por pessoa, com direito a transporte liberado e outros descontos em atrações. Como nós gostamos muito de andar e não tinha nenhuma outra atração paga que queríamos ver (Museu do Vaticano já estava pago e não é considerado no pass), nós achamos melhor pagar 49 euros ao invés dos 72. Se o Capitolinos fosse pago, talvez valesse a pena…

Andamos alguns metros e compramos o ingresso do pacote Coliseu + Fórum + Monte Palatino no Museo di Roma, pagando uma taxa de 4 euros por isso (o ingresso custa 12 euros). Recomendo que compre com antecedência e se preciso, pague esta taxa, porque a fila lá é enorme (vimos no dia seguinte)!!!

Andamos até a Ponte Sant’Angelo, que possui uma vista lindíssima do castelo, rio e Basílica de São Pedro, e depois de algumas fotos, entramos no Castel Sant’Angelo (10.50 euros por pessoa). O castelo tem algumas exibições de armas e possui uma passagem secreta até os palácios vaticanos, que fez com que alguns papas sobrevivessem em tempos de perigo. O mais impressionante do local, na minha opinião, é o terraço com vistas maravilhosas de Roma e do Vaticano, que foi imortalizado por Puccini em sua ópera Tosca. Merece uma visita, não? Ps. O pôr do sol é incrível!

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Voltamos andando para o nosso guest house e paramos no meio do caminho para apreciar o Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II (ou Il Vittoriano) iluminado e vazio. Achei lindo, mas descobrimos que os locais o detestam!

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Continuamos andando e passamos por algumas ruínas bem iluminadas no meio da cidade, que ficaram com um contraste lindo. Mais a frente, paramos para apreciar o Coliseu iluminado, enquanto bebíamos uma garrafa de vinho e comíamos queijos e outros quitutes.

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Para forrar de vez a barriga e dormir sem fome, paramos em uma pizzaria bem perto do nosso guest house e compramos algumas fatias de pizza. Como elas caem bem e são baratas! 🙂

Dia 2 – domingo (20/09/2015)

Pegamos alguns croissants disponíveis na cozinha e este foi o nosso café da manhã. Andamos até o Coliseu e quando chegamos lá, ficamos chocados com a fila de pessoas que não tinham ingresso. Gente, não consigo entender isso! Se todo mundo que já visitou avisa que é melhor comprar com antecedência, porque ainda tem gente que não o faz? Não pegamos nenhuma fila para entrar e seguimos as instruções do guia para visitá-lo. O lugar é IMPRESSIONANTE!

Detalhes do local:

  • Ele foi construído na Roma Antiga entre os anos de 69-79 para ser uma arena de lutas e possuía cerca de 50 mil lugares.
  • Os gladiadores se enfrentavam em lutas mortais e os condenados tinham que enfrentar feras de todos os tipos, enquanto a plateia ia ao delírio.
  • O piso da arena era de madeira mas era coberto com areia, para evitar que os combatentes escorregassem e também para absorver o sangue.
  • Embaixo do piso de madeira existia o hypogeum, que era um complexo subterrâneo de corredores, jaulas e elevadores, que fazia o papel de bastidores.
  • A arquibancada era dividida em 3 níveis, sendo o mais inferior o mais nobre, e o pódio (terraço em frente à arquibancada) era o espaço para imperadores, senadores e convidados.
  • Com a queda do Império Romano no século V, o Coliseu foi abandonado e depois foi utilizado até como forte.
  • Há uma batalha contínua para preservar o prédio da poluição e vibrações atuais. A restauração que está em andamento agora foi estimada em 25 milhões de euros.

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Dá para ver a restauração
Dá para ver a restauração

Saímos do Coliseu e fomos para o Palatino, que é uma região com várias ruínas, altos pinheiros e vistas interessantes. Segundo a lenda, foi ali que Rômulo e Remo foram salvos por uma loba e anos mais tarde,  a cidade de Roma foi fundada por Rômulo. Nós não achamos nada demais o lugar, principalmente porque a sinalização e as informações das ruínas são bem fracas. O interessante deve ser ir com um guia que explique os detalhes…o nosso guia da Lonely Planet deixou a desejar nesse quesito.

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Seguimos para o Fórum Romano por dentro do Palatino e gostamos mais do que vimos, apesar de acharmos tudo muito confuso. De novo, o nosso guia pecou na quantidade de informações sobre as ruínas e ficamos boiando em várias situações. Definitivamente a melhor opção é contratar um guia para entender as minúcias do lugar.

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Saímos de lá e almoçamos em um restaurante bem turístico na Via Cavour, porque estávamos morrendo de fome. Normalmente nós fugimos dessas pegadinhas, mas como já eram umas 15h, muitos restaurantes bem avaliados no TripAdvisor estavam fechados para o almoço. Fomos no Massenzio Bar e pedimos duas massas que estavam boas até. Na saída do  restaurante, passamos na sorveteria que tem ao lado, Flor,  e garantimos a nossa sobremesa. Delícia!

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Andamos até o monumento Il Vittoriano e quando estávamos subindo as suas escadas de mármore, ouvimos o guarda apitar para reclamar com uma pessoa que estava sentando em um degrau. Em menos de um minuto depois, ele apitou novamente, desta vez para pedir que uma turista não abrisse os braços na sua foto com o monumento. Pouco tempo depois, outro apito por outro motivo. Achei um saco isso, mas entendi que é porque eles querem que os turistas tenham respeito ao monumento. Paciência né…

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Entramos nos Museus Capitolinos de graça e achamos que valeria a pena ter pago também. Eles são os museus nacionais mais antigos do mundo e são possuem muitos itens interessantes expostos. Algumas fotos do que vimos de mais legal:

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A Loba com Remo e Rômulo
A Loba com Remo e Rômulo
Estátua de Medusa
O busto de Medusa
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Gaulês moribunbo

Já estava escurecendo e nós decidimos jantar ali por perto, em um restaurante bem menos turístico que o anterior. Escolhemos o Vinando (nota 4.5 no TA) e recomendamos!! Pedimos duas entradas deliciosas e dois pratos de massa ótimos também, além de uma garra de vinho. Tudo por 68 euros. Fomos muito bem atendidos por garçons realmente italianos e amamos sentar na calçada de uma rua calma, vendo apenas os locais passeando. Finalmente paz em Roma! 🙂

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Resumo do que visitamos neste dia:

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Dia 3 – segunda (21/09/2015)

Dia de conhecer o Vaticano!!! Êeeeee!!! 🙂

Tomamos café da manhã em uma cafeteria bem italiana e percebemos que os italianos gostam de comer doce no café da manhã! Vimos muitos bolos e salgados com recheios doces, mas depois de algum esforço, conseguimos encontrar paninis para nos salvar. Pegamos o metrô na estação Repubblica e descemos na estação Ottaviano, que é a mais próxima da entrada da Praça de São Pedro. Roma tem apenas 3 linhas de metrô – azul, vermelha e verde, então é bem tranquilo de circular. Nós usamos as máquinas que existem na estação para comprar 6 tickets únicos de metrô por 9 euros. Basta selecionar o idioma inglês e não tem erro. Se você comprar o Roma Pass, não vai precisar comprar os tickets, né..

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A quantidade de gente que desceu com a gente na estação Ottaviano foi assustadora. Graças a Deus, não vi nenhum empurra-empurra ou confusão e não tive como não comparar com o nosso querido metrô do Rio de Janeiro. Andamos seguindo o fluxo dos turistas e logo apareceram vendedores ambulantes vendendo souvenirs do papa de todos os tipos e tamanhos. Estávamos no lugar certo! Depois de uns 10 minutos andando, vimos o muro que separa o Vaticano da Itália e confesso que foi emocionante. No entanto, quando cruzamos o muro e vimos a quantidade de gente na praça São Pedro, senti a emoção passar. A fila para a Basílica de São Pedro estava enormeeeeeee, praticamente dando a volta na praça, que é circular/oval. Eu já sabia que veríamos muita gente lá, porque li em vários blogs e várias pessoas me disseram, mas no fundo no fundo eu tinha esperança de ir em um dia vazio. Ilusão…

Nós entramos na fila às 10h20 e só fomos entrar na Basílica uma hora depois. O bom da fila é que você fica apreciando a praça, que é lindíssima, além da Basílica por fora, que merece todos os elogios. Aproveitamos para ler as informações sobre ela no guia e tirar algumas fotos, então essa hora até que passou rápido. Para minha surpresa, duas senhoras cara de pau furaram a fila bem na nossa frente, mas depois de um barraco meu e das pessoas que viram, elas ficaram atrás de nós, fingindo que não estavam entendendo nada. Atenção para esse povo esperto, hein! Eu achei que não veria isso lá, por ser um lugar altamente religioso e respeitado, mas infelizmente vi.

O muro ao redor do Vaticano
O muro ao redor do Vaticano
A Basílica de São Pedro
A Basílica de São Pedro

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A fila
A fila

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Bom, para entrar na maior e principal Basílica do mundo, você passa por um controle de segurança justo e tem que estar vestido com descrição (sem coxas e ombros a mostra). Assim que chegar à porta de entrada, não deixe de admirar a vista incrível da praça. Nós ficamos ali por um tempinho antes de entrar. Quando entrar pela porta, você vai entender o porquê este lugar é tão incrível e tão visitado (em média, 20 mil pessoas por dia). O interior da Basílica é lindíssimo e ela é enormeeee também, assim como a sua fila. Nós ficamos mais de uma hora apreciando os detalhes e ficamos impressionados com a cúpula de 119 metros de altura projetada pelo Michelangelo, com o baldaquino de 29 metros de Bernini sobre o altar papal e com a Pietà, obra do Michelangelo com 25 anos. Veja algumas fotos:

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A famosa cúpula
A famosa cúpula
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O baldaquino
Onde o papa senta
Onde o papa senta

Nós descemos para ver as Grutas Vaticanas, criadas como cripta dos papas, e quando saímos dela, estávamos perto da área de controle de segurança. Havia uma fila enorme para subir a cúpula, que dizem valer muito a pena, mas como o horário da nossa visita ao Museu do Vaticano estava chegando, tivemos que sair sem subir. Pelo que li, há um elevador que leva até metade do caminho e depois você tem que subir cerca de 320 degraus para ver as vistas espetaculares. Se um dia eu voltar lá, vou querer subir com certeza. Fica a dica!

Para chegarmos ao Museu do Vaticano, nós tivemos que andar por fora do muro e ficamos chocados com a fila de pessoas sem ingresso! A gente comprou os ingressos online, no site oficial do Vaticano, e pagamos 32 euros pelos ingressos e 8 euros pela taxa. Eu continuo achando que essas taxas valem a pena, mas pelo visto muita gente não concorda…

Pessoas sem ingresso do lado esquerdo...
Pessoas sem ingresso do lado esquerdo…

Como ainda faltavam 20 minutos para o horário comprado (13h), nós decidimos lanchar no restaurante que tem bem em frente à entrada. O lugar é bem arrumadinho, mas a comida é um horror! Nós pedimos sanduíche com batata frita e salada e não conseguimos terminar de comer, para você ter uma ideia. Muito ruim e o pior, muito caro! Pagamos 33 euros pelos dois sanduíches com acompanhamento + águas. NÃO VÁ NESSE LUGAR!!!

Entramos às 13h pontualmente e apesar de estar bem cheio, achei relativamente OK passear pelas salas de bustos, estátuas, mapas e múmias. Achei as salas lindíssimas, com seus tetos, pisos e pinturas nas paredes impecáveis…

Jardim do Museu
Jardim do Museu

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Corredor com bustos de todos os tipos e tamanhos
Corredor com bustos de todos os tipos e tamanhos

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Caos
Caos
Entrando na Capela Sistina
Quase entrando na Capela Sistina

Quando começamos a chegar perto da principal atração do museu, a Capela Sistina, a situação começou a ficar insuportável, por causa da grande quantidade de pessoas querendo entrar juntas em uma única sala e por causa do calor também. A Capela Sistina deve receber em torno de 20 mil pessoas em dias de pico por causa de seu famoso teto do Juízo Final, pintado por Michelangelo, e também por causa dos lindíssimos afrescos. É nesta capela que o conclave se reúne para eleger os novos papas, então dá para entender a importância do local, né? Eu achei tudo lindo e fiz questão de ficar um bom tempo apreciando, mesmo com os seguranças sempre pedindo silêncio e reclamando com as pessoas que tentavam tirar foto (é proibido, mas o povo desobedece na cara dura). Foi um alívio sair de lá, confesso, mas sinto aquele feeling de dever cumprido, sabe? Só acho que não vou voltar lá nunca mais…

Saímos do museu e demos uma último espiada na Praça de São Pedro, para comprar umas lembrancinhas DENTRO do Vaticano. Isso faz a diferença na minha cabeça. 🙂

Pegamos o metrô na estação Ottaviano e descemos na estação Flamínio, que é a mais perto da Piazza del Popolo, palco de execuções públicas por muitos séculos. Visitamos a Chiesa di Santa Maria del Popolo, que possui duas obras de Caravaggio, e depois entramos nas igrejas barrocas gêmeas que ficam do outro lado da praça:  Chiesa di Santa Maria dei Miracoli e Chiesa di Santa Maria in Montesanto.

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As igrejas gêmeas
As igrejas gêmeas
Uma gêmea por dentro
Uma gêmea por dentro
E agora a outra
E agora a outra

Andamos até a Piazza de Spagna e achamos esta região uma delícia, com ruas apenas para pedestres e muitas lojas e restaurantes. Se eu voltar um dia a Roma, vou querer ficar hospedada por perto. Pesquisamos no TripAdvisor uma boa pizzaria por perto e quando chegamos na porta, eu fiquei APAIXONADA pelo lugar. A decoração é linda demais!!! Fomos atendidos por um brasileiro simpático poliglota, que nos deu as melhores dicas possíveis. Compramos algumas fatias de diferentes sabores, assim como garrafinhas de vinho, e ficamos sentados relaxando e fazendo a retrospectiva do dia. RECOMENDO MUITO este lugar! O nome é Grano, Frutta e Farina.(nota 4.5 no TA)

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Saímos de lá super satisfeitos e decidimos sentar na Escadaria da Piazza de Spagna para relaxar, enquanto bebíamos o vinho que compramos em uma loja por perto (dava para ter comprado com os vendedores ambulantes que ficam enchendo o saco). Rolou música ao vivo por quase uma hora, mas quando a polícia chegou, a música teve que parar (não sei o motivo).  Conhecemos um casal de poloneses que estava pela 4ª vez em Roma e quando terminamos a nossa garrafa, pegamos o metrô de volta para o nosso teto.

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Dia 4 – terça (22/09/2015)

Fizemos o checkout, deixamos nossas malas trancadas na recepção/sala de estar e passamos no supermercado para comprar o nosso café da manhã. Andamos até a igreja que mais impressionou na cidade de Roma, a Basilica di San Giovanni in Laterano. Por mil anos, ela foi a igreja mais importante da Cristandade, tendo sido a primeira basílica cristã da cidade e até o final do século XIV, principal local de culto do papa. Ela é até hoje a catedral oficial de Roma e assento do papa como bispo de Roma, então já dá para imaginar que ela não é uma qualquer, né? Eu vou deixar as fotos falarem por si e espero que sejam suficientes para te convencer a visitá-la. 🙂

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Caminhamos até a e tivemos pouco tempo para apreciá-la, pois ela estava fechando (ela funciona de 9h – 12h30 + 15h – 18h). O interessante dela é que ela é do século XII, mas foi construída em cima de uma igreja do século IV, que por sua vez foi construída em cima de um templo pagão do século II e uma casa do século I. Dá para fazer um passeio e visitar o que restou de cada uma dessas fases…mas infelizmente não conseguimos fazer. Ah, não pode tirar fotos lá dentro!

Escolhemos um restaurante bem italiano para almoçar por ali por perto, o Luzzi (nota 4 no TA). Pedimos massas tradicionais bem gostosinhas e vinho da casa e tudo saiu 18 euros.

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Pegamos ali perto o bonde de número 3 para visitarmos a Bocca della Verità. Achávamos que tínhamos as moedas para compramos as passagens ( 3 euros para nós dois), mas quando contamos o que tínhamos, não foi o suficiente. Tive que pedir para alguém trocar a nossa nota de 5 euros e graças a Deus, um rapaz nos ajudou. Mó sufoco. Compramos as passagens na máquina e validamos logo em seguida. É importante validar a passagem pois ela tem um prazo de validade, então se o fiscal te pegar sem as passagens válidas, vai achar que está tirando proveito. Multa para você!

Caminhamos pelo Circus Maximus, que foi o primeiro e o maior estádio da Roma antiga ( e que hoje é um grande terreno sem charme) e em alguns minutos chegamos na Bocca della Verità. Para a minha surpresa, havia uma fila considerável de pessoas querendo tirar fotos com ela e eu não tive a empolgação de ficar ali esperando para isso. Ela nada mais é do que uma imagem cravada em uma pedra de mármore que é famosa porque acreditava-se que ela era um detector de mentiras. Se uma pessoa colocasse a mão dentro da boca e mentisse, ela era capaz de mordê-la. É claro que isto não acontecesse de verdade, né…

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Caminhamos dali até um lugar interessante, que é considerado um dos segredos mais bem preservados da cidade. O Il Buco della Serratura está localizado no bairro Aventino, com muitas casas e muito verde, e é uma fechadura antiga que permite que o observador veja a cúpula da Basílica de São Pedro. Todas as fotos que eu vi antes de ir realmente mostram com clareza a cúpula, mas a minha máquina nem um pouco profissional não conseguiu este feito. Ah! Dica interessante: no caminho para a fechadura, entre em um parque para ver uma vista lindíssima da cidade. É realmente bem perto e vale a pena!

O parque com vista linda
O parque com vista linda

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Olhando pelo buraco da fechadura

Olhando pelo buraco da fechadura

Agora com zoom...
Agora com zoom…não dá para ver nada né?

Para ver fotos melhores  do que é possível ver a partir do buraco da fechadura, clique aqui.

Aproveitamos que a nossa passagem comprada no bonde ainda estava válida para pegarmos o bonde de volta (a validade é de quase duas horas – está escrito no ticket). Pegamos as nossas coisas no nosso guest house, comemos uma pizza em um restaurante do bairro nada demais (La Forchetta d’Oro) e fomos caminhando até a estação Termini, para pegarmos o nosso trem para Bolonha. Para meu espanto, o nosso trem não estava no painel de partidas da estação e o primeiro pensamento foi: CANCELARAM O TREM. Quando peguei a passagem impressa em casa, vi que a estação de trem era a ROMA TIBURTINA e quase tive um pequeno ataque cardíaco. A sorte é que eu gosto de chegar cedo nos lugares e estávamos com chip com internet. Pegamos o metrô dentro da própria estação e após muita correria, chegamos quase na hora do nosso trem partir. Garoteamos, como diz o Celo. Que perrengue! 😦

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